Eleições Legislativas 2011

Junho 05 2011

Francisco Louçã foi claro: "O Bloco de Esquerda não atingiu os seus objetivos e eu sou o primeiro dos responsáveis". O "recuo", para um grupo parlamentar semelhante ao de 2009, só tem uma leitura: "É uma derrota - e quero chamá-la pelo seu nome".

O líder do Bloco de Esquerda assumiu o desaire com clareza: "Este recuo é uma derrota e quero chamá-la pelo seu nome".

Francisco Louçã reconhece a derrota, assume a sua quota-parte, mas não em exclusivo: "O Bloco não atingiu os seus objetivos e eu sou certamente o primeiro dos responsáveis", disse.

Mais adiante, questionado se considera o resultado uma "derrota pessoal", Louçã respondeu imediatamente: "Com certeza que sim". Na sala, alguns militantes bloquistas replicaram: "Claro que não, claro que  não!".

Perguntado se tenciona seguir o exemplo de José Sócrates, Louçã respondeu: "O meu lugar está sempre nas mãos do partido". Mas também recordou que foi eleito na Convenção, há apenas um mês.

Novo ciclo político

 

Na declaração aos jornalistas, Louçã começou por informar que já felicitara o vencedor, Pedro Passos Coelho.

De resto, parte substancial da intervenção foi dedicada às batalhas que se avizinham. "Hoje começou um novo ciclo político", disse. "Para ser exacto, começou com o pedido de empréstimo que hipotecará Portugal durante os próximos anos".

Sobre o quadro eleitoral agora definido, Louçã salientou que o PS "se amarrou para os próximos anos", com as medidas que constam do memorando.

Projectando já um dos primeiros combates políticos, o líder do Bloco mencionou a revisão do Código do Trabalho, uma "ameaça importantíssima". "O Código do Trabalho é uma ofensiva inconstitucional e anticonstitucional para os direitos dos trabalhadores".

Os que propõe a revisão dessa legislação "encontrarão pela frente os deputados e as deputadas do Bloco", garantiu Louçã.

Povo que luta

 

Foi um Louçã resignado aos resultados, mas decidido sobre o futuro que compareceu ante os jornalistas.

"Aprende-se mais com derrotas do que com vitórias", disse. Em relação aos portugueses que entre 2009 e 2011 deixaram de votar no BE, não aguarda azedume: "O Bloco não tem qualquer ressentimento com eleitores que escolheram outros partidos".

Mas para Louçã a noite de hoje é apenas mais uma etapa: "Mesmo na noite da derrota, quero dizer que não estamos vencidos".

Os próximos tempos serão de resistência: "Haverá um povo que luta: E nesse povo estará o Bloco de Esquerda".

Louçã persiste no sonho da esquerda. "O que se vai discutir todos os dias é uma governação que vai destruir o país. Nós propomos um governo de esquerda. É preciso uma esquerda capaz enfrentar a troika. Uma esquerda que não desiste, nem quebra nem verga".

fonte:http://aeiou.expresso.pt/

publicado por adm às 23:52

Junho 05 2011

O líder do Bloco de Esquerda assumiu a derrota do partido e começou o seu discurso por dizer que «hoje começa um novo ciclo político» que teve início «quando foi pedida intervenção externa que hipoteca Portugal nos próximos anos».

Louçã considerou ainda que o «programa financeiro não foi discutido pelos portugueses» e que o Bloco de Esquerda se esforçou «por trazer à atenção o debate social».

O líder bloquista defende ser necessário um «combate decisivo para o futuro», mas assume que «é hoje mais difícil fazer este combate». E promete: «os deputados e deputadas do Bloco de Esquerda serão um grupo parlamentar decidido a fazer este combate».

«Não conseguimos estes resultados e eu sou o primeiro responsável», assumiu Francisco Louçã. «Não conseguimos eleger um grupo parlamentar com a dimensão do que tínhamos há dois anos». E ressalvou: «Aprende-se sempre mais com as derrotas do que com as vitórias».

fonte:http://sol.sapo.pt/

publicado por adm às 22:33

Junho 05 2011

O coordenador do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, fez hoje um apelo especial aos jovens para que votem, e sublinhou que Portugal não está prisioneiro da “inevitabilidade da crise”.

 

“O apelo que faço é que todos venham votar. Mas muito em especial faço um apelo aos jovens. Há muitos jovens que nunca votaram, apesar de já terem o direito de o fazer há muito tempo, e agora, se todos são precisos, aqueles que vão puxar pelo país nos próximos anos e nas próximas gerações são os primeiros que devem vir votar”, afirmou Francisco Louçã, depois de exercer o seu direito de voto, num stand de automóveis em Lisboa, poucos minutos depois das 11:00. 

Questionado sobre as palavras do Presidente da República, Cavaco Silva, de que o próximo Governo não está limitado a cumprir o memorando de entendimento com a troika da ajuda externa, Francisco Louçã respondeu: “Temos constrangimentos externos, uma crise que nos pressiona. Portugal, no entanto, não é prisioneiro, tem de reagir, tem de responder. Eu não vou comentar detalhes de como se deve governar, seria interferir nas escolhas políticas, eu acho que nós precisamos de uma resposta que não aceite a inevitabilidade da crise e que tenha a coragem de responder contra a inevitabilidade da crise”. 

“A democracia tem de ser responsável por todos”, referiu, acrescentando: “O único limite que temos somos nós próprios e esse podemos superá-lo num momento de coragem, de levantamento do país contra a inevitabilidade que nos têm vindo a apresentar”. 

Já sobre o apelo feito pelo Presidente da República contra a abstenção, Louçã disse subscrevê-lo na totalidade. “Todas as vozes que apelam ao voto têm razão quaisquer que elas sejam, a democracia exprime-se através do voto, o apelo do Presidente é um apelo sensato e um apelo importante, referiu.

fonte:http://www.publico.pt/

publicado por adm às 15:31

Junho 03 2011

Francisco Louçã acusou hoje a lentidão da justiça, referindo-se ao caso BPN, e frisou que o Bloco de Esquerda propõe a tributação de todas as transferências internacionais. Já que, disse, há “muito dinheiro português escondido em paraísos fiscais”.

 

O candidato respondia a um dos trabalhadores que o interpelou sobre o destino do dinheiro que envolve o caso BPN, na reunião que teve esta manhã à porta aberta, na empresa Metro do Porto.

“Há uma investigação na justiça que, como sabe, avança corajosamente a passo de caracol”, ironizou o candidato.

Louçã ouviu queixas de trabalhadores e dirigentes sindicais. Criticou o acordo com a troika internacional que, segundo Louçã, facilita os despedimentos e diminui os salários, mas prevê igualmente a privatização de empresas de transportes. E avançou que há alterações inscritas no memorando que violam a Constituição da República.

No final, Louçã, que viajou de metro até ao local, disse ainda que hoje, último dia de campanha, os seus adversários continuam a ser José Sócrates, Pedro Passos Coelho e Paulo Portas. E adiantou que nestas últimas horas vai apelar ao voto dos jovens e dos indecisos. Segundo o bloquista, são eles que devem dar uma resposta que evite o afundamento do país.

fonte:http://www.publico.pt/

publicado por adm às 13:58

Junho 01 2011

Numa arruada em Braga, o líder do Bloco criticou Ferro Rodrigues e até chegou a ser indigitado para um futuro Governo.

 

O coordenador do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, criticou nesta tarde em Braga, durante uma arruada, o cabeça de lista do PS em Lisboa, Eduardo Ferro Rodrigues, que "sugeriu um intervalo nas políticas do Estado social".

 

"Não temos de fazer parêntesis ou intervalos no Estado social", disse Louçã. A propósito do Dia da Criança, que hoje se celebra, o líder do Bloco apresentou uma proposta, para demonstrar que "Portugal pode resolver os seus problemas".

Louçã deu um exemplo de como o Estado pode obter receitas. Bastava que se tributassem as apostas 'on line' (700 milhões de euros/ano) para arrecadar um valor que seria o dobro do abono de família que era pagão a 640 mil crianças, e que foi cortado.

Pastas para Louçã

 

Numa arruada morna, que assinala a chegada do Bloco ao Minho no período oficial de campanha, o melhor momento para Louçã ocorreu já perto do final do cortejo, na Praça Central de Braga.

"Tenho pena de não o ver a si como um bom ministro deste país. Não direi primeiro-ministro, mas um bom ministro", disse-lhe um popular. "O povo é que escolhe o Governo", sorriu Louçã.

Já sem o candidato, Lázaro Ferreira, advogado - "militante do PS que não nega a sua raiz" -, explicou melhor aos jornalistas como seria o seu Executivo. "Um Governo de esquerda", esclareceu imediatamente. "Do PS, do Bloco e se calhar também da CDU".

E qual seria a pasta de Louçã?, foi-lhe perguntado.

"Ministro das Finanças, da Economia ou da Segurança Social", respondeu.

O dia do Bloco, que começou em Coimbra (onde Louçã assistiu a uma representação teatral contra a troika) e prosseguiu no Porto (com um almoço com figuras independentes da área da Cultura), termina com um comício em Braga.

fonte_:http://aeiou.expresso.pt/

publicado por adm às 22:43

Maio 29 2011

O coordenador do BE, Francisco Louçã, acusou hoje a direita de «ter crescido em arrogância a cada dia desta campanha», recordando que quando o Bloco propôs a criminalização do enriquecimento ilícito foi Portas quem garantiu que essa medida não avançaria.

Francisco Louçã esteve esta tarde numa arruada na Praia do Furadouro, Ovar, falando aos jornalistas no final de novo com críticas ao CDS e à direita.

«Eu bem sei que quando o Bloco propôs a criminalização do enriquecimento ilícito foi o CDS de Paulo Portas que garantiu ao PS de José Sócrates que não havia essa medida sensata», frisou.

Diário Digital / Lusa 

publicado por adm às 20:36

Maio 29 2011

"Portugal não pode ser uma província dos bancos nacionais e estrangeiros" acaba de frisar Francisco Louçã. O líder do BE falava num almoço-comício - na Alfândega do Porto e que contou com mais de cinco centenas de apoiantes - e recordou "o caso do BPN e os milhões que este já custou ao país e aos contribuintes".

 

Disse ser necessário que o país com o seu voto "defenda os seus. Nesta campanha vamos virar o resultados das eleições para que o seu voto decida para responder pelo país" acrescentou.

Francisco Louçã denunciou que foi "com votos falseados que se chegou a esta crise" e que " é necessário castigar os que pedem o voto para voltar a diminuir a escola pública e o Estado Social".

O líder dos bloquistas assegurou que há um voto "que diz que não desistimos do rigor das contas, e que este voto é no do Bloco". Pelo contrário contestou os que pedem o voto para privatizar os CTT. Todos os que pedem o voto para as privatizações. Mas nós votamos por todos contra a privatização pois a chave do voto é a defesa da economia e das pessoas " exclamou .

Louçã frisou ainda que "o país inteiro já sabe que a Grécia segue de há um ano o caminho de Portugal e está na bancarrota". Assegurou ser necessário que se aprenda com o caso grego. Com emoção lembrou ainda o poema de Natália Correia "Queixa das jovens Almas Censuradas", um hino dos anos setenta.

Antes João Semedo, cabeça de lista pelo distrito disse que "temos encontrado nesta campanha um Porto sacrificado e de gente sofrida. Tudo o que correu mal no país correu mal no Porto onde há mais desemprego e mais depressão.

fonte:http://www.jn.pt/

publicado por adm às 18:55

Maio 18 2011

O presidente do Governo Regional acusou hoje Francisco Louçã (BE) de proferir uma «série de mentiras desesperadas sobre a Madeira», no debate televisivo com o líder do PSD, Pedro Passos Coelho.

Num comunicado distribuído no Funchal pela presidência do executivo madeirense, intitulado «esmentindo o sr. Louçã» Alberto João Jardim reage às declarações do debate televisivo de terça-feira no âmbito da pré-campanha para as eleições de 5 de Junho.

«Num debate televisivo, um representante da ‘esquerda caviar’ portuguesa, o sr. Louçã proferiu uma série de mentiras desesperadas sobre a Madeira, que serão também tratadas nas instâncias judiciais», declara Jardim.

Diz ser «falso que o Governo Regional da Madeira tenha adjudicado a recuperação do denominado ‘aterro’ junto ao cais do Funchal, a quem quer que seja, e muito menos a qualquer dirigente do Partido Social Democrata».

Sustenta serem também «falsos os números sobre o “Jornal da Madeira” e a sua rádio, órgãos de comunicação social que a Esquerda, na região aliada à extrema-direita, pretende encerrar para, conforme os seus usos e costumes, ter monopólio de opinião também no arquipélago».

No referido debate televisivo, Francisco Louçã confrontou Pedro Passos Coelho com o «despesismo» da Madeira e apontou como exemplo os 50 milhões de défice acumulados pelo Jornal da Madeira, «a folha de propaganda do Governo regional», que detém 98,98 por cento do capital daquele órgão de comunicação social e falou do investimento previsto para o aterro no cais da capital madeirense.

fonte:Lusa/SOL

publicado por adm às 22:38

Maio 16 2011

Num dia dedicado às questões do emprego, Louçã defende a integração dos falsos recibos verdes e punições para as empresas incumpridoras.

O líder do Bloco de Esquerda propõe um "contrato pelo emprego", que defende, entre outras medidas, a integração de falsos recibos verdes, com o objetivo de contrariar o "extremismo ideológico" das políticas previstas no resgate financeiro a Portugal.

Além da integração dos trabalhadores a falsos recibos verdes nas respetivas empresas - identificados como tal pelos organismos do Estado - num prazo máximo de 30 dias, Francisco Louçã defende que "a recusa das empresas incorra num crime de desobediência civil e punida por tal".

Uma medida que, para o coordenador do Bloco, é uma "resposta ágil" ao "flagelo" do trabalho precário.

"É um contrato pelo emprego contra a chantagem do desemprego", comentou ainda Francisco Louçã, numa ação de pré-campanha eleitoral em Viana do Castelo.

Na opinião do líder bloquista, as propostas apresentadas pela "troika" que negociou a ajuda financeira a Portugal "prometem resolver o desemprego com desemprego", através de medidas "facilitadoras" dos despedimentos.

"Os promotores deste extremismo ideológico já apresentam a fatura social. Daqui a dois anos teremos mais 150 mil desempregados e 123 mil perderão de imediato o subsídio de desemprego", acrescentou.

Num dia dedicado às questões do emprego, em que apresentou a décima proposta eleitoral, Louçã avançou outra medida: a "inclusão" nas empresas, com as mesmas condições dos restantes, dos 600 mil trabalhadores temporários do país e "desde logo a começar pelo Estado".

"Este é um contrato pelo emprego que garante resposta às soluções dos problemas das pessoas. Sem alterar os custos na sociedade pode-se fazer um país melhor e as pessoas podem começar uma vida", rematou.

fonte:http://economico.sapo.pt/

 

publicado por adm às 23:21

Tudo sobre as Eleições Legislativas 2011
pesquisar
 
Pesquisa personalizada
links
Web Stats