Eleições Legislativas 2011

Junho 05 2011

Houve uma "inequívoca consagração" da CDU, mas "obviamente a direita alcançou o poder", disse o secretário-geral do PCP na conferência de imprensa marcada para analisar os resultados eleitorais.

Com mais votos e mais um deputado - eleito por Faro - a CDU está satisfeita. Mas já marcou a agenda do futuro próximo: a contestação do acordo assinado com a troika, no Parlamento, e a "luta social" na rua.

"A luta social não se vai dar por decreto pelo PCP", disse Jerónimo de Sousa aos jornalistas, que acha que "é na vida concreta dos portugueses" que se vão sentir os efeitos do crise e "partirá das próprias pessoas" a contestação social. "É inevitável a luta", disse, considerando que "não é preciso ser profeta para dizer que essa luta se desenvolverá". Certo "é que a CDU estará junto do povo e dos trabalhadores", acrescenta.

Com sala cheia e um calor insuportável, Jerónimo mostrou-se confiante. Elogiou o resultado eleitoral da CDU, considerando que "foi arrancado a pulso", depois de uma dura campanha.

O secretário-geral do PCP fugiu habilidosamente a duas questões dos jornalistas: se esta seria a sua última campanha como líder comunista ou se sentia uma particular satisfação em ter regressado ao quarto lugar no ranking dos partidos parlamentares, ultrapassando o  Bloco de Esquerda. "A generalidade da Comunicação Social nunca compreendeu este partido", disse.

A CDU elegeu 16 deputados - mais um do que em 2009. Paulo Sá foi o deputado eleito por Faro, 20 anos depois de idêntica proeza ter sido alcançada por Carlos Brito. A redistribuição dos círculos eleitorais, que deu a Faro a eleição de mais um deputado, associada a um acréscimo eleitoral da CDU explica este fenómeno.

fonte:http://aeiou.expresso.pt/

publicado por adm às 22:48

Junho 05 2011

Os bons resultados alcançados, nomeadamente a eleição de mais um deputado do que nas eleições anteriores e um segundo parlamentar por Faro - «coisa que não acontecia há 20 anos» - constitui «um sinal de inegável significado quanto à intervenção da CDU» disse Jerónimo de Sousa esta noite.

Uma celebração que minutos depois transformou em aviso. «Tempos difíceis que esperam os trabalhadores e o país» profeciou, «a intenção da política de direita é carregar mais e mais nas condições de vida dos portugueses enquanto distribuem benesses pelo capital».

Jerónimo de Sousa relevou o o resultado obtido pela CDU, «tanto mais importante quanto a quadro mediático adverso». 

Sobre os socialistas, disse que o resultado mostrou o «descrédito do PS» e da sua «ardilosa campanha destinada a mascarar as suas responsabilidade».

Quanto ao PSD, «escondeu os seus reais propósitos», sendo que sociais-democratas e centristas «farão uma verdadeira declaração de guerra às condições de vida dos trabalhadores».

Disse ainda que o resultado «da direita» não permite «legitimar o programa de ingerência externa que mantiveram escondido».

fonte:http://sol.sapo.pt/

publicado por adm às 22:31

Junho 05 2011

Paulo Sá ganhou lugar na bancada parlamentar comunista.

Um dos objectivos destas Legislativas foi conseguido: depois de duas décadas sem eleger um deputado pelo distrito de Faro, Paulo Sá ganhou lugar na bancada parlamentar comunista. O último deputado eleito por este círculo pela CDU tinha sido Carlos Brito.

Gritos de "CDU, CDU" anteciparam a chegada de Jerónimo de Sousa à sala preparada para a conferência final das Legislativas 2011. No Centro de Trabalho Vitória o ambiente é dé comemoração. O líder vai falar em breve.

fonte:http://aeiou.expresso.pt/

publicado por adm às 21:44
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Junho 05 2011

A CDU considerou hoje uma má notícia a vitória esperada do PSD mas apontou o «importante resultado» que as projecções dão aos comunistas, que esperam ter «centenas de milhares» na rua a lutar contra a próxima maioria.

Na primeira reacção às projecções de resultados divulgadas pelas televisões, o membro da Comissão Política Jorge Cordeiro afirmou que as projecções «indicam que a CDU não só consolidou a sua expressão eleitoral como pode crescer e avançar».

«A vitória do PSD não é uma boa notícia mas é sobretudo resultado directo do descrédito do governo do PS e sobretudo de um ato de dissimulação para que o próprio PSD contribuiu, para iludir as pesadas responsabilidades que teve na situação a que o país chegou», declarou no Centro de Trabalho Vitória, na avenida da Liberdade, em Lisboa.

Jorge Cordeiro indicou que os votos expressos são «apoio eleitoral» ao que PSD e CDS-PP prometeram mas «não são seguramente apoio ao que esconderam nos portugueses».

«Num futuro próximo, muitas dezenas e centenas de milhares de trabalhadores e portugueses que votaram nestes partidos estarão ao nosso lado nas ruas a procurar resistir e derrotar cada uma das medidas que o próximo governo e a próxima maioria procurará concretizar», previu.

A intervenção de Jorge Cordeiro numa sala onde estão instalados os jornalistas acabou por suscitar a única expressão de emoção entre os militantes comunistas que estão no Centro Vitória a acompanhar a noite eleitoral. Seguiam a intervenção de Jorge Cordeiro noutra sala e interromperam-no com palmas duas vezes. Antes disso, desde a altura em que as televisões anunciaram as projecções, nenhuma reacção se registou, nem de alegria ou tristeza.

fonte:Lusa/SOL

publicado por adm às 21:12
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Junho 05 2011

Jorge Cordeiro, da comissão política do PCP, reagiu às projecções anunciadas nas televisões assumindo “um importante resultado” para a coligação que junta PCP e “Verdes”.

 

O dirigente destacou o facto de as sondagens indiciarem a “consolidação” da votação naqueles partidos, podendo mesmo “crescer”. “O resultado da CDU deu alento”, assegurou Cordeiro no Centro de Trabalho Vitória, em Lisboa.

A reacção dos militantes que se concentraram no local foi quase imperceptível. A maioria manteve-se sentada enquanto as estações anunciavam as projecções. O único momento de animação foi quando surgiu num dos ecrãs imagens do grupo “Homens da Luta”.

Momentos antes, Paulo Raimundo havia comentado os números previstos para a abstenção. A ausência do acordo com a troika foi a razão invocada para a prevista subida. “Estávamos a discutir tudo menos aquilo que importava para os portugueses”, afirmou.

O secretário-geral do PCP deverá reagir aos resultados por volta das 21h30.

fonte:http://www.publico.pt/P

publicado por adm às 21:03
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Junho 05 2011

Conhecidas as previsões dos números da abstenção nas legislativas de hoje, a CDU culpa em parte a “campanha pouco esclarecedora” pela falta de eleitores a irem às urnas, que pode ser entendida como expressão de “indignação”.

 

No Centro de Trabalho Vitória, em Lisboa, onde está reunido o “quartel-general” comunista para acompanhar os resultados eleitorais de hoje, Paulo Raimundo, da Comissão Política do PCP, disse aos jornalistas que a abstenção parece para já ser “ligeiramente superior à de 2009”, ano das legislativas anteriores, justificando que “há muitas razões para as pessoas estarem desiludidas”. 

Os eleitores, considerou, “utilizam a expressão da abstenção como um ato de demonstração de indignação a que também têm direito”. 

A campanha eleitoral foi “tudo menos esclarecedora, tudo menos mobilizadora para o que estava em causa”, apontou Paulo Raimundo. 

“Da nossa parte fizemos tudo”, ressalvou. 

No Centro de Trabalho, onde o secretário-geral comunista, Jerónimo de Sousa, chegou pelas 17:30, o ambiente é de calma total. 

Na sala onde virão falar os dirigentes do partido está montado um palanque e mesas para a comunicação social. 

O calor que se faz sentir faz com que muitos das dezenas de militantes que já se encontram no edifício repartam o tempo entre o bar e a rua. 

A RTP prevê que entre 39 e 45 por cento dos eleitores não tenham comparecido nas urnas. Já a SIC coloca os níveis de abstenção entre os 39,3 e os 43,7 por cento. 

A projecção da TVI indica uma abstenção entre os 38 e os 43 por cento. 

Em 2009, a abstenção ficou nos 40,32 por cento, a mais alta registada até então em eleições legislativas.

fonte:http://www.publico.pt/P

publicado por adm às 20:14
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Junho 03 2011

CDU confiante no resultado das eleições.

 

Um largo de Camões cheio recebeu o líder comunista para o comício de encerramento da camapanha eleitoral, onde a CDU espera o reforço da sua presença parlamentar.

Jerónimo começou por dizer que viu no terreno "a CDU crecscer e avançar" e prometeu continuar a luta mesmo depois do dia 5.

fonte:http://aeiou.expresso.pt/

publicado por adm às 23:21

Junho 03 2011

Contra o engano. Foi este o discurso de Jerónimo esta sexta-feira em Moscavide. Acusou PS, PSD e CDS de fazerem publicidade enganosa aos seus programas ao omitirem o que haviam subscrito com a troika internacional. Mas desta vez, o secretário-geral também se enganou.

 

“À Carina, com um grande abraço do Jerónimo de Sousa.” A avó mostrava o pequeno bloco de post-its com enlevo. Mas a criança ao seu lado – que pedira o autógrafo - não disfarçava o desapontamento. “É pena, que ela chama-se Rita”, justificava a senhora. O secretário-geral do PCP não conseguira perceber o nome devido aos dois megafones que lhe soavam ao lado e as cerca de duas centenas de pessoas que gritavam “O FMI não manda aqui!”

Foi assim o início do último dia da campanha comunista, em Moscavide. Concorrido e bem coloquial. Os habitantes da localidade aproveitaram a presença da campanha da CDU para verbalizar a indignação contra o Governo e o PS.

Mais de uma vez Jerónimo de Sousa escutou o apoio de quem lhe desejava “força”. A interjeição que vinha a seguir, geralmente, é que era mais pitorescamente vernacular. Uma comerciante foi apertar a mão ao candidato e pedir-lhe para “endireitar este país”. Depois, o comentário sobre a situação económica e o impacto que estava a ter na sua vida também implicou termos coloridos.

Por isso o comunista assinalou a “revolta” no discurso que fez na Avenida, onde o trânsito esteve cortado e a circulação desviada para as ruas laterais. A polícia ainda teve uma “troca de informações” com a organização à conta de uma “falha de comunicação”. Mas tudo se resolveu sem problemas para o discurso.

“Muitos portugueses vão ser enganados por estes partidos”, denunciou Jerónimo de Sousa. “Os mesmos do costume querem fazer o Governo do costume”, desta vez sem dizer como o fariam. “Se dissessem seriam mais os portugueses que, dizendo não, votariam CDU!”, rematou.


http://www.publico.pt/

publicado por adm às 13:56

Junho 02 2011

Com a rua de Santa Catarina ocupada com as arruadas do PS e do PSD, a CDU foi para aCedofeita fazer campanha.

Numa das mais concorridas iniciativas da corrida eleitoral e sob o lema "leva a luta até ao voto", os comunistas encheram o espaço e ficaram satisfeitos com o que encontraram.

 

Um interregno numa campanha eleitoral feita, sobretudo, no Sul do País, a caravana da CDU passou, hoje, pelo Porto e segue para Braga, onde marcará presença num comício. O terreno é menos favorável, mas Jerónimo conseguiu, de novo, quebrar o gelo e conseguir uma boa recepção.

No final de mais uma maratona de beijos e abraços, estava visivelmente satisfeito. Apelou ao voto e a um aumento dos votos para a bancada parlamentar, piscando o olho à multidão de indecisos que ainda pesam nas sondagens.

fonte:http://aeiou.expresso.pt/

publicado por adm às 21:46

Junho 01 2011

Uma forte receção, num concelho que deixou de ser comunista há mais de uma década, emocionou o líder do PCPJerónimo fez até uma pausa nas palavras "politicamente corretas" para as trocar por "um discurso de emoção e de afecto". 

Foram muitos os abraços sentidos e as palmadas nas costas, em cerca de meia hora de passeio pelas ruas do centro da Amadora. Jerónimo de Sousa foi interpelado por operários, sindicalistas e vários companheiros "de muitas lutas antigas". Recebeu, emocionado, o abraço de Rui, um antigo camarada de armas, com quem fez a guerra, em África. Foi uma das mais concorridas iniciativas da campanha eleitoral comunista.

 

No final, o líder estava inegavelmente satisfeito. Numas breves palavras dirigiu-se aos "homens e mulheres conhecidos" que aqui o vieram saudar. Aliás, à saída do carro o secretário geral do PCP foi recebido com gritos de: "Jerónimo, amigo o povo está contigo". Rapidamente e para evitar qualquer tentativa de culto de personalidade, corrigiu: "CDU, amiga, o povo está contigo".

Mas foi, sem dúvida, o contacto directo que fez Jerónimo abandonar por momentos o discurso típico desta campanha. "Esta recepção tem um significado profundo" numa terra "que é bem o espelho da destruição causada pela política de direita". O encerramento de fábricas - que nomeou - e a condenação de "postos de trabalho de operários de 20 valores" justificam a mobilização para a luta.

"Ver-vos aqui é sinal de que vocês não desistiram", disse Jerónimo à pequena multidão. E acrescenta: "é sinal que valeu e vale a pena a luta e continuar a acreditar num futuro melhor".

fonte:http://aeiou.expresso.pt/j

publicado por adm às 22:46

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