Eleições Legislativas 2011

Junho 21 2011

Depois da guerra de palavras e acusações entre Rui Tavares e o líder do Bloco de Esquerda, o eurodeputado passa a independente e abandona o Bloco de Esquerda.

Numa nota à imprensa divulgada em Bruxelas, Rui Tavares, independente que havia sido eleito em 2009 para o Parlamento Europeu integrado nas listas do Bloco de Esquerda, diz que perdeu a «confiança pessoal e política no coordenador nacional» do partido, tornando-se assim «impossível» continuar integrado na delegação bloquista, pelo que passou à condição de independente integrado no grupo dos Verdes europeus.

O conflito entre Tavares e Louçã começou quando o coordenador do BE colocou uma mensagem no Facebook em que culpa Rui Tavares por ser fonte em duas notícias nas quais estava escrito que os quatro fundadores do Bloco foram Luís Fazenda, Miguel Portas, Francisco Louçã e Daniel Oliveira, quando ao invés deste último deveria estar o nome de Fernando Rosas. «Explicou depois o jornalista que tinha sido levado ao engano por uma informação de uma conversa com Rui Tavares», escreveu Louçã na mensagem.

Rui Tavares, eurodeputado pelo BE, reagiu com uma nota de imprensa na qual exige um pedido de desculpas a Louçã. «Como é evidente, nunca disse a qualquer jornalista, ou a qualquer pessoa, em privado ou em público, que Daniel Oliveira fosse um dos quatro fundadores do Bloco de Esquerda, e jamais omitiria o nome de Fernando Rosas para o substituir fosse por quem fosse».

fonte:Lusa

publicado por adm às 13:49

Junho 17 2011

Estavam inscritos 9.624.354 eleitores e votaram 5.585.254, o que corresponde a uma taxa de abstenção de 41,97 por cento.

 

O PSD venceu as eleições legislativas portuguesas de 05 de junho com 38,66 por cento dos votos, correspondente a 2.159.181 votos, elegendo 108 deputados, de acordo com o mapa oficial dos resultados, divulgado nesta sexta-feira (17) pela Comissão Nacional de Eleições (CNE).

O PS obteve 1.566.347 votos, que correspondem a 28,04 por cento e a 74 mandatos.

O CDS-PP conquistou 11,71 por cento dos votos, alcançando 653.888 votos e elegendo 24 deputados.

O PCP obteve 441.147 votos, correspondentes a 7,90 por cento, e elegeu 16 deputados.

O Bloco de Esquerda teve 288.923 votos (5,17 por cento), obtendo oito mandatos na Assembleia da República.

Estavam inscritos 9.624.354 eleitores e votaram 5.585.254, o que corresponde a uma taxa de abstenção de 41,97 por cento.

Registaram-se 148.638 votos brancos (2,66 por cento) e 79.399 nulos (1,42 por cento).

Somando os votos do PSD e CDS, a direita portuguesa obteve maioria absoluta na Assembleia da República, na XII legislatura, com um total de 132 deputados.

fonte:http://www.portugaldigital.com.br/

publicado por adm às 23:47

Junho 05 2011

Francisco Louçã foi claro: "O Bloco de Esquerda não atingiu os seus objetivos e eu sou o primeiro dos responsáveis". O "recuo", para um grupo parlamentar semelhante ao de 2009, só tem uma leitura: "É uma derrota - e quero chamá-la pelo seu nome".

O líder do Bloco de Esquerda assumiu o desaire com clareza: "Este recuo é uma derrota e quero chamá-la pelo seu nome".

Francisco Louçã reconhece a derrota, assume a sua quota-parte, mas não em exclusivo: "O Bloco não atingiu os seus objetivos e eu sou certamente o primeiro dos responsáveis", disse.

Mais adiante, questionado se considera o resultado uma "derrota pessoal", Louçã respondeu imediatamente: "Com certeza que sim". Na sala, alguns militantes bloquistas replicaram: "Claro que não, claro que  não!".

Perguntado se tenciona seguir o exemplo de José Sócrates, Louçã respondeu: "O meu lugar está sempre nas mãos do partido". Mas também recordou que foi eleito na Convenção, há apenas um mês.

Novo ciclo político

 

Na declaração aos jornalistas, Louçã começou por informar que já felicitara o vencedor, Pedro Passos Coelho.

De resto, parte substancial da intervenção foi dedicada às batalhas que se avizinham. "Hoje começou um novo ciclo político", disse. "Para ser exacto, começou com o pedido de empréstimo que hipotecará Portugal durante os próximos anos".

Sobre o quadro eleitoral agora definido, Louçã salientou que o PS "se amarrou para os próximos anos", com as medidas que constam do memorando.

Projectando já um dos primeiros combates políticos, o líder do Bloco mencionou a revisão do Código do Trabalho, uma "ameaça importantíssima". "O Código do Trabalho é uma ofensiva inconstitucional e anticonstitucional para os direitos dos trabalhadores".

Os que propõe a revisão dessa legislação "encontrarão pela frente os deputados e as deputadas do Bloco", garantiu Louçã.

Povo que luta

 

Foi um Louçã resignado aos resultados, mas decidido sobre o futuro que compareceu ante os jornalistas.

"Aprende-se mais com derrotas do que com vitórias", disse. Em relação aos portugueses que entre 2009 e 2011 deixaram de votar no BE, não aguarda azedume: "O Bloco não tem qualquer ressentimento com eleitores que escolheram outros partidos".

Mas para Louçã a noite de hoje é apenas mais uma etapa: "Mesmo na noite da derrota, quero dizer que não estamos vencidos".

Os próximos tempos serão de resistência: "Haverá um povo que luta: E nesse povo estará o Bloco de Esquerda".

Louçã persiste no sonho da esquerda. "O que se vai discutir todos os dias é uma governação que vai destruir o país. Nós propomos um governo de esquerda. É preciso uma esquerda capaz enfrentar a troika. Uma esquerda que não desiste, nem quebra nem verga".

fonte:http://aeiou.expresso.pt/

publicado por adm às 23:52

Junho 05 2011

Com uma subida de 10,75 por cento em relação às legislativas de 2009, o PSD conseguiu hoje eleger cinco deputados pelo distrito de Santarém, um resultado que o presidente da distrital social-democrata disse à Lusa ter «superado as expectativas».

Vasco Cunha disse que a confiança num bom resultado foi crescendo ao longo da campanha eleitoral, tendo sido notória a passagem de uma «certa indiferença e pouco empenhamento das pessoas» na pré-campanha para «uma boa receptividade e bom acolhimento» na última semana.

O grande derrotado no distrito foi o Bloco de Esquerda, com uma queda de 6,12 por cento (de 11,91 por cento, terceira força mais votada em 2009, para 5,79 por cento) e a perda do seu deputado.

José Gusmão disse à Lusa que a «derrota» obriga a uma «reflexão» e a «olhar para o sinal que os eleitores quiseram dar e perceber porque não renovaram a confiança» no partido.

Reconhecendo que foi também o seu trabalho enquanto deputado que foi avaliado, José Gusmão afirmou que esteve perto do distrito e se esforçou por prestar contas do seu trabalho, tendo cabido aos eleitores fazer as suas escolhas, que merecerão agora ser analisadas.

Outro derrotado desta noite, o PS passou dos 33,7 por cento em 2009 para os 25,85 por cento (uma queda de 7,85 por cento), perdendo um dos quatro deputados então eleitos.

António Serrano confessou à Lusa alguma «desilusão», porque trabalhou «intensamente» para «o objectivo dos quatro deputados».

Segundo disse, «o povo fez a sua opção», pelo que cumprimenta os vencedores quer a nível distrital quer a nível nacional, comprometendo-se a trabalhar enquanto deputado para «defender o Ribatejo e ajudar o país no que for necessário» em termos dos entendimentos que são precisos nesta fase difícil.

Filipe Lobo d’Ávila não escondeu o seu contentamento pelo facto de o CDS/PP ter ultrapassado a fasquia dos 12 por cento no distrito (12,3 por cento, mais 1,08 por cento do que em 2009).

«Foi o segundo melhor resultado de sempre do partido no distrito», disse, realçando o facto de o CDS/PP ter vindo a subir «de forma uniforme» em todos os concelhos.

A este resultado atribuiu o efeito nacional, mas também algum reconhecimento do «trabalho feito e da proximidade ao distrito».

Sem grande variação em relação a 2009, a CDU manteve o deputado António Filipe (eleito com 9,02 por cento dos votos contra 9,26 por cento nas últimas legislativas).

«Gostaríamos de aumentar a votação, mas, analisando concelho a concelho, verifica-se a inversão de uma tendência de descida», disse à Lusa Otávio Augusto, da direcção regional do PCP.

Com 37,72 por cento dos votos, o PSD elegeu cinco deputados – Miguel Relvas, Vasco Cunha, Carina Oliveira, Duarte Marques e Nuno Serra -, o PS, com 25,85 por cento, conquistou três mandatos – António Serrano, Idália Serrão e João Galamba -, o CDS/PP, com 12,3 por cento, elegeu Filipe Lobo d’Ávila, e a CDU (9,02 por cento) António Filipe.

fonte:Lusa/SOL

publicado por adm às 23:48

Junho 05 2011

O líder parlamentar do BE, José Manuel Pureza, que falhou a reeleição como deputado, por Coimbra, nas eleições legislativas de hoje disse que os resultados eleitorais «são uma derrota inequívoca» do seu partido, «em termos nacionais e em Coimbra».

«Eu sou o primeiro responsável» pelos resultados eleitorais em Coimbra, afirmou, à agência Lusa José Manuel Pureza, sublinhando que assume esta responsabilidade «sem qualquer hesitação».

Em Coimbra, o Bloco baixou, nas eleições de hoje, em quantidade de votos e em valores percentuais, para cerca de metade dos números registados nas legislativas de 2009.

Reconhecendo que «o BE foi, com certeza, penalizado por várias opções que tomou», José Manuel Pureza defendeu a necessidade de «toda a esquerda se repensar, a começar pelo Bloco».

«A esquerda perdeu em todo o País e a direita ganhou em toda a linha», disse Pureza, considerando que «isso é preocupante», pois «a esquerda está mais enfraquecida para fazer resistência ao governo e ao programa da troika».

Impõe-se, agora, sustentou, «avaliar os resultados com serenidade» e «reconquistar força para apresentar alternativas ao programa da troika».

José Manuel Pureza, que foi eleito deputado, pela primeira vez, em 2009, é professor de Relações Internacionais da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra e investigador do Centro de Estudos Sociais, onde coordena o Núcleo de Estudos para a Paz.

fonte:Lusa/SOL

publicado por adm às 22:50

Junho 05 2011

O líder do Bloco de Esquerda assumiu a derrota do partido e começou o seu discurso por dizer que «hoje começa um novo ciclo político» que teve início «quando foi pedida intervenção externa que hipoteca Portugal nos próximos anos».

Louçã considerou ainda que o «programa financeiro não foi discutido pelos portugueses» e que o Bloco de Esquerda se esforçou «por trazer à atenção o debate social».

O líder bloquista defende ser necessário um «combate decisivo para o futuro», mas assume que «é hoje mais difícil fazer este combate». E promete: «os deputados e deputadas do Bloco de Esquerda serão um grupo parlamentar decidido a fazer este combate».

«Não conseguimos estes resultados e eu sou o primeiro responsável», assumiu Francisco Louçã. «Não conseguimos eleger um grupo parlamentar com a dimensão do que tínhamos há dois anos». E ressalvou: «Aprende-se sempre mais com as derrotas do que com as vitórias».

fonte:http://sol.sapo.pt/

publicado por adm às 22:33

Junho 05 2011

O líder parlamentar do Bloco de Esquerda, José Manuel Pureza, não foi eleito para a Assembleia da República. A contagem de votos no distrito de Coimbra já terminou: o BE conseguiu apenas 5,75% (13 mil votos), muito abaixo dos 10,7% (25 mil votos) das legislativas de 2009. Em Coimbra, o PSD elegeu cinco lugares, o PS três e o CDS um.

Até agora, o BE elegeu dois deputados, a nível nacional – João Semedo, pelo círculo do Porto, e Francisco Louçã, por Lisboa.

Na sede do BE, em Lisboa, assiste-se pelas televisões ao discurso de despedida de José Sócrates. A notícia foi recebida de forma contida, mas na sala ouviram-se uns satisfeitos «bye, bye».

fonte:http://sol.sapo.pt/i

publicado por adm às 21:42

Junho 05 2011

A cabeça de lista do BE por Setúbal, Mariana Aiveca, reconheceu este domingo a derrota da esquerda e do Bloco para que apontam os resultados, afirmando que venceu a direita com um programa que esteve "ausente da campanha".

Na primeira reacção depois dos resultados oficiais preliminares, Mariana Aiveca disse que "não se conhecendo ainda todos os resultados [definitivos], eles apontam para a derrota da esquerda e em particular do Bloco de Esquerda".

"Nós queremos aqui com toda a humildade reconhecer" essa derrota, disse, antecipando que "tudo leva a crer que o Bloco de Esquerda ficará com os resultados eleitorais muito semelhantes àqueles que teve em 2005", antecipou.

Segundo a cabeça de lista por Setúbal, "todas e todos que votaram no Bloco de Esquerda, particularmente os jovens, podem acreditar que o partido fará da sua bancada parlamentar também uma bancada de contestação às políticas que vão ser postas em prática".

"As projecções indicam uma significativa vitória da direita. Conhecemos o programa que hão de pôr em prática estes partidos da direita. Esse programa é a partir de agora toda uma agenda política que constatamos e verificamos que não quiseram discutir durante a campanha eleitoral", disse.

Aiveca realça assim que é "por isso um programa ausente na campanha" que a dcireita vai pôr em prática.

"Significa então que a partir de agora o debate político no país e no Parlamento terá maior importância", antecipou.

fonte:http://www.jn.pt

publicado por adm às 21:02

Junho 05 2011

Numa primeira reação às previsões da abstenção, a rondar os 40%, o BE, através de Fernando Rosas, considera que o valor é "mau".

"A abstenção prejudica sobretudo a democracia", disse Fernando Rosas.
Na primeira reação do Bloco de Esquerda, na sede nacional do movimento, em Lisboa, Rosas afirmou que uma abstenção como a prevista coloca uma "grande interrogação acerca do futuro".

Segundo o histórico bloquista, isso "significa que o sistema política não está a responder ao que esperam dele".

Sobre as razões da "elevada" abstenção, Rosas salientou a importância dos cadernos eleitorais, que "têm muitos eleitores-fantasmas".

No entanto, além do papel da crise no peso da abstenção, o primeiro porta-voz do BE nesta noite referiu-se também "à muita obscuridade", em relação a quem conduziu os "caminhos da campanha eleitoral".

fonte:http://aeiou.expresso.pt/

publicado por adm às 20:03

Junho 03 2011

No último dia de campanha, Louçã fez uma arruada pela Rua de Santa Catarina, no Porto, onde apelou sobretudo ao voto dos jovens e dos que nunca votaram.

 

Se o Bloco de Esquerda eleger mais um deputado nos distritos de Porto, Braga e Aveiro, é o CDS que perde e a direita populista que fica para trás", afirmou o coordenador do BE, no final de uma arruada pela Rua de Santa Catarina, no Porto.

 

A poucas horas do fim da campanha, que encerrará com um comício no Coliseu do Porto, Francisco Louçã fez um apelo ao voto, sobretudo de jovens e dos "nunca votaram".

Dirigindo-se aos indecisos, o coordenador do BE afirmou: "Na próxima segunda-feira não querem ouvir cantar de galo aqueles que querem mais desemprego e mais precariedade".

"Se os jovens tiverem trabalho, os mais velhos terão respeito", disse Francisco Louçã.

Durante a descida da principal rua comercial do Porto, Louçã autografou um álbum em que é uma das personalidades destacadas e comprou um CD com músicas dos alunos da tuna da Faculdade de Medicina, que tocavam no local.

Já após as declarações aos jornalistas, quando se encontrava na via, Louçã foi abordado por alguns populares, sobretudo idosos, que o foram cumprimentar.

O último dia de campanha do líder bloquista começou com uma viagem de metro. Louçã viajou entre a Casa da Música e Matosinhos, onde participou (na junta de freguesia da Senhora da Hora) num debate com trabalhadores de empresas de transportes.

Durante a visita, Louçã comentou, de modo crítico, a presença de Belmiro de Azevedo numa acção do PSD, na quinta-feira. "Registei que houve uma intervenção direta de um dos homens mais poderosos da economia portuguesa junto de Pedro Passos Coelho: Belmiro de Azevedo que o foi apoiar. Talvez seja um sinal de como o interesse económico e a ideia de um Estado a favorecer os contratos e as facilidades para os grupos que têm dirigido o país, como é que esse interesse se conjuga neste último dia de campanha".

Se Louçã criticou o 2º homem mais rico do país, na véspera fora a vez da candidata do Bloco em Aveiro Ana Pereira se ter referido ao mais rico de todos. Sem mencionar o nome de Américo Amorim, a candidata mencionou o facto de viver no concelho de Santa Maria da Feira, onde o BE fez um comício, "o homem mais rico de Portugal".

De seguida, elencou muitas das disparidades existentes no distrito.

fonte:http://aeiou.expresso.pt/l

publicado por adm às 23:29

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