Eleições Legislativas 2011

Maio 26 2011

 

 

 

Terceiro estudo da Eurosondagem para o ExpressoSIC Rádio Renascença mostra leve queda do PSD e subida do PS.

O PSD tem uma ligeira de descida de 0,1% na terceira de dez sondagens diárias que a Eurosondagem está a realizar nesta campanha eleitoral. Ainda assim os sociais-democratas mantém a liderança, com o PS 1,1% atrás.

Mas os socialistas, com uma subida de 0,5% neste terceiro estudo são a força política que mais sobe. 

Com este resultado, apesar da liderança continuar com o partido de Pedro Passos Coelho, a direita pode estar em risco de não conseguir uma maioria absoluta no Parlamento. Com efeito, se somarmos as percentagens dos dois partidos mais à direita (46,4%) e os dos três partidos do outro lado (47,1%), verificamos que pela primeira vez neste estudo contínuo a direita não vai à frente.

 

Ficha técnica

 

Estudo de Opinião efectuado pela Eurosondagem, S.A. no dia 25/05/2011 para o Expresso, SIC e Rádio Renascença, com o objectivo de conhecer a intenção de voto.

O Universo é a população com 18 anos ou mais, residente em Portugal Continental e habitando em lares com telefone da rede fixa.

A amostra foi estratificada por Região (Norte -20,4%; A.M. do Porto - 14,2%; Centro - 29,3%; A.M. de Lisboa - 26,2%; Sul - 9,9%), e aleatória no que concerne ao Sexo e Faixa Etária, de onde resultou Feminino (51,8%), Masculino (48,2%) e 18/30 anos (19,4%), 31/59 anos (48,3%) e 60 anos ou mais (32,3%), num total de 515 entrevistas telefónicas validadas, dado que 233 (31,1%) das 748 tentativas efectuadas não aceitaram colaborar ou responderam não ir votar.

O resultado projectado da intenção de voto, é calculado mediante um exercício meramente matemático, presumindo que os 23,5% respondentes "Ns/Nr" se abstêm e resulta da seguinte média: Dia 23/05 - 30%, dia 24/05 - 30%, dia 25/05 - 40%.

O erro máximo da Amostra é de 4,32 %, para um grau de probabilidade de 95,0%.

Um exemplar deste Estudo de Opinião está depositado na ERC.

fonte:http://aeiou.expresso.pt/esquerda-com-maioria=f651441

publicado por adm às 22:15

Maio 25 2011

 

 

Segunda sondagem do estudo contínuo da Eurosondagem para o ExpressoSIC e Rádio Renascença mostra um crescimento do partido de Passos Coelho.

 

A diferença entre os dois (1,7 pontos percentuais) ainda está dentro da margem de erro (que é de 4,34%), mas esta sondagem mostra um crescimento do PSD, ainda que leve, e uma descida, também suave do PS.

 

No segundo de dez estudos diários da Eurosondagem a publicar até final da campanha (o único dia em que não haverá sondagem é o próximo domingo), os sociais-democratas voltam a ter razões para sorrir, depois do primeiro inquérito, revelado na terça-feira, ter deixado os socialistas mais satisfeitos.

Neste estudo, destaque ainda para a leve descida do partido de Paulo Portas, que ainda assim se mantém acima dos 13% nas intenções de voto. E para a subida do BE (0,1%) e da CDU (0,5%).

 

Maioria de direita em formação


A soma do PSD, que lidera as intenções de voto, e do CDS, faz com que agora pareça mais próxima uma maioria absoluta de direita para governar o país, caso os resultados de 5 de junho confirmem esta "fotografia" da realidade. Os dois partidos somam 46,9%, contra 46,8% dos partidos da esquerda.

 

A sondagem é feito com base em cinco mil entrevistas validadas, 500 por dia. Para o resultado deste segundo dia, é feita uma ponderação, valendo as respostas de cada um dos dois dias 50% para a contabilização do resultado.


Ficha técnica

 

Estudo de Opinião efetuado pela Eurosondagem, S.A. no dia 24/05/2011 para o Expresso, SIC e Rádio Renascença, com o objetivo de conhecer a intenção de voto.

O Universo é a população com 18 anos ou mais, residente em Portugal Continental e habitando em lares com telefone da rede fixa.

A amostra foi estratificada por Região (Norte -19,8%; A.M. do Porto - 13,9%; Centro - 30,4%; A.M. de Lisboa - 26,1%; Sul - 9,8%), e aleatória no que concerne ao Sexo e Faixa Etária, de onde resultou Feminino (51,6%), Masculino (48,4%) e 18/30 anos (18,8%), 31/59 anos (49,2%) e 60 anos ou mais (32,0%), num total de 510 entrevistas telefónicas validadas, dado que 253 (33,1%) das 763 tentativas efetuadas não aceitaram colaborar ou responderam não ir votar.

O resultado projetado da intenção de voto, é calculado mediante um exercício meramente matemático, presumindo que os 24,5% respondentes "Ns/Nr" se abstêm e resulta da seguinte média: Dia 23/05 - 50%, dia 24/05 - 50%.

O erro máximo da Amostra é de 4,34 %, para um grau de probabilidade de 95,0%.

Um exemplar deste Estudo de Opinião está depositado na ERC.

fonte:http://aeiou.expresso.pt/psd-destaca-se-do-ps=f651152


publicado por adm às 22:19

Maio 24 2011
Empate perfeito entre PS e PSD

 

 

O PS e o PSD têm ambos 36% na sondagem efectuada pelo Centro de Estudos e Sondagens de Opinião (CESOP) da Universidade Católica Portuguesa (CESOP) para o DN, JN, RTP e Antena 1 nos dias 21 e 22 de Maio, logo a seguir ao debate televisivo entre José Sócrates e Pedro Passos Coelho.

Apesar do resultado dar um empate perfeito, os sociais-democratas sobem dois pontos percentuais em relação ao último inquérito de opinião, publicado a 6 de Maio, o que pode representar uma inversão da tendência anterior.

Também mantêm a mesma intenção de voto o CDS, com 10%, e a CDU, com 9% - o que, em termos de técnica de sondagem, em que o intervalo de erro é de 2,5%, é considerado um empate técnico. O BE, apesar de se manter na última posição, sobe agora de 5% para 6%.

A amostra revela que há ainda 28% de indecisos entre as pessoas que, declarando estar dispostas a ir votar (não são abstencionistas), dizem que ainda não decidiram em que partido vão colocar a cruz no boletim de voto.

Mesmo assim, comparando estes resultados com os barómetros de Abril e de 6 de Maio, verifica-se uma descida relativamente ao número de indecisos e dos que dizem votar branco ao nulo, que são agora 32% (28+4), quando eram 33% (30+3) há quinze dias e 37% (35+2) no mês passado.

fonte:http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1860402

publicado por adm às 22:42

Maio 24 2011

 

 

 

O PSD lidera as intenções de voto a pouco menos de duas semanas das eleições legislativas, mas o PS aparece colado aos sociais-democratas, apenas a 0,5 por cento. Os dois partidos estão dentro do que se chama a margem de erro, não se podendo dizer claramente que um vai ganhar as eleições ou que está claramente destacado para ser o vencedor a 5 de junho.

 

Em terceiro lugar aparece, destacado, o CDS/PP de Paulo Portas, com 13,7 por cento das intenções de voto. Os dois restantes partidos, CDU e Bloco de Esquerda, aparecem com uma votação somada semelhante à dos centristas (13,7 contra 14,2).

Esquerda e direita empatadas 

 

Se agruparmos os resultados verificamos que esquerda e direita permanecem totalmente empatadas: os dois partidos mais à direita somam 46,8% e os três mais à esquerda exatamente o mesmo resultado.

Esta soma é importante para podermos perceber se a maioria dos deputados eleitos para a próxima Assembleia da República estará à esquerda ou à direita do hemiciclo e, dessa forma, percebe que espécie de maioria para governar pode ser alcançada.

Bloco central?

 

A proximidade dos dois maiores partidos permite ainda olhar para os resultados de outra forma: PS e PSD somados perfazem 65,7% por cento das intenções de voto e pode renascer a ideia de re-edição de um bloco central, sobretudo numa altura em que se sabe que as exigências da governação vão ser enormes.

E agora?

 

Depois de semanas com os dois partidos muito colados, e com a indecisão sobre o vencedor das eleições a dominar a agenda, os últimos dias pareciam trazer uma descolagem do PSD. Primeiro, por causa da onda criada em torno da prestação de Pedro Passos Coelho no último debate televisivo, com José Sócrates. E, segundo, devido a outra sondagem publicada no início da semana, pela Intercampus, nas quais os sociais-democratas estavam mais destacados na liderança.

Mas a sondagem da Eurosondagem volta a lançar a dúvida: será que o PS ainda consegue ganhar as eleições? Seja qual for a resposta, ou o que cada leitor pensar sobre o assunto, um dado parece indesmentível: esta sondagem volta a acender a luta na campanha eleitoral. Sobretudo quando, como mostra a sondagem, o número de indecisos ainda é muito elevado: 25,1% dos inquiridos responderam "não sabe" ou "não responde".

 

Ficha técnica

 

O estudo continuo (tracking poll) da Eurosondagem para o Expresso, SIC e Rádio Renascença começa hoje, terça-feira, a ser publicado.

Ao todo serão 10 sondagens, uma por dia, até ao dia 3 de junho, antevéspera das eleições.

O próximo domingo (29 de maio) é o único dia em que não haverá sondagem.

O estudo continuo consiste num total de cinco mil entrevistas validadas. Ou seja, 500 por dia.

No primeiro dia, hoje, a sondagem é feita com base nas primeiras 500 entrevistas. E amanhã, quarta-feira, será feita com mil entrevistas, com uma ponderação de 50% do resultado de cada bloco.

No terceiro dia, a sondagem será feita com uma ponderação de 30% para cada um dos dois primeiros dias, e 40% para o último dia. E assim sucessivamente.

fonte:http://aeiou.expresso.pt/psd-a-frente-mas-com-ps-nos-calcanhares=f650904

publicado por adm às 22:32

Maio 23 2011

Se as eleições legislativas de 5 de Junho se realizassem hoje o PSD venceria com 39,6% dos votos, contra 33,2% do PS, indica uma projecção da sondagem da Intercampus para a TVI e Público. O CDS-PP cai para 12,1%, enquanto a CDU recua para 6,6% e o BE tomba para 5,8%.

Face à sondagem da passada sexta-feira, ainda antes do debate entre José Sócrates e Pedro Passos Coelho, o PSD ganha 3,9 pontos, sendo o único partido a subir. O PS perde 0,9 pontos, enquanto o CDS-PP cai 0,7 pontos, a CDU desce 0,9 pontos e o Bloco de Esquerda recua 1,2 pontos. A votação noutros partidos situa-se em 3%.

Com estes resultados, PSD e CDS-PP obtêm a maioria absoluta, somando 51,7% dos votos.

A projecção foi baseada numa sondagem efectuada entre 18 e 22 de Maio através de 1.021 entrevistas telefónicas. O erro de amostragem, para um intervalo de confiança de 95%, é de mais ou menos 3,06%. 

fonte:http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=12&id_news=512115

publicado por adm às 22:41

Maio 23 2011

O líder do PSD afirmou hoje que tem recebido denúncias que estão a ser feitas nomeações para cargos intermédios do Estado que estão a ser ocultadas e exigiu esclarecimentos do Governo sobre o que se está a passar.

"Tenho recebido da parte de funcionários públicos denúncias que apontam que o Estado está, nomeadamente o ministério da Justiça, a fazer nomeações para cargos intermédios da administração e ao mesmo tempo a solicitar que essas nomeações não sejam publicadas em Diário da República, a não ser depois do próximo Governo tomar posse", disse o líder social-democrata, em declarações aos jornalistas em Coruche.

fonte:http://legislativas.sapo.pt/

publicado por adm às 13:34

Maio 22 2011

O presidente do PSD anunciou que vai propor reduzir o número de feriados em Portugal e encostar alguns ao fim-de-semana.

Em entrevista à Lusa e questionado sobre se concorda com a ideia defendida pela chanceler alemã, Angela Merkel, de que é preciso reduzir os dias de férias em Portugal, Passos Coelho contrapôs: "Nós precisamos é de reduzir o número de feriados, isso sim".

E acrescentou: "De resto, tenho muita pena de que aquele projecto que foi apresentado por duas deputadas independentes do PS não tivesse sido levado adiante. Nós em Portugal temos demasiados feriados".

Segundo Passos Coelho, é possível haver "maior racionalidade" e "não sobrecarregar em excesso o calendário do trabalho semanal com feriados que seja perfeitamente possível encostar ou ao fim-de-semana ou a pontes mais curtas".

Questionado sobre o que teria feito de diferente na negociação da ajuda externa e se considera suficiente o valor emprestado a Portugal, Pedro Passos Coelho respondeu: "O que é que eu gostaria que este acordo pudesse ter contemplado? Mais um ano para nós podermos atingir o objectivo dos 3%" de défice.

Recorde-se que o Governo português negociou uma ajuda externa de 78 mil milhões de euros, através de um programa que se aplica a um período de três anos e prevê uma redução do défice para 5,9% este ano, para 4,5% em 2012 e para 3% em 2013.

Mais medidas para cumprir défice este ano

Na mesma ocasião, O líder do PSD alertou ainda que o próximo Governo poderá ter de reforçar medidas para cumprir o défice deste ano, prometendo, se for eleito, criar imediatamente um grupo de trabalho para "deitar a mão" à execução orçamental.

Passos Coelho voltou a acusar o Governo de estar a fazer a redução de despesa "pela metade" e alertou que, se se projectarem os resultados da execução orçamental dos primeiros quatro meses no resto do ano, "Portugal não será capaz de cumprir os 5,9% do défice, sequer, que ficou acordado com a 'troika'" da ajuda externa.

"Se houver muitas surpresas desta natureza, se houver despesa que não esteja a ser devidamente contabilizada - e temos indicações de que há várias despesas em que o Estado está a incorrer e que não estão contabilizadas - e se, em segundo lugar, o corte da despesa continuar pela metade como está, isso vai obrigar o próximo Governo a ter de reforçar medidas que são mais pesadas do que aquelas que seriam necessárias se o Governo estivesse a fazer o que lhe competia", completou.

fonte:http://economico.sapo.pt/

 

publicado por adm às 15:15

Maio 20 2011

José Sócrates e Pedro Passos Coelho vão enfrentar-se esta noite, a partir das 20h55, num debate na RTP1. Os líderes dos dois maiores partidos portugueses lutam pelos votos dos indecisos a poucos dias das eleições legislativas de 5 de Junho.

 

20h57: Sorteio dá a primeira pergunta a José Sócrates. Líder socialista diz que "estávamos a fazer o caminho na resposta para a crise" e que "o processo foi interrompido pela crise política". O actual primeiro-ministro diz que a diferença entre os dois partidos reside no facto de o PS manter o modelo social europeu.

21h00: Vítor Gonçalves, da RTP, pergunta porque os eleitores devem dar o poder a Passos Coelho quando ele não tem nenhuma experiência governativa. Líder do PSD lembra que também o primeiro-ministro britânico, David Cameron, não a tinha. De seguida, diz que Sócrates é o "primeiro-ministro de Portugal que mais maldades fez ao Estado Social", apresentando os 700 mil desempregados como um balanço da actuação do rival socialista.

21h02: José Sócrates diz que o Estado dá mais prestações sociais, apesar da crise, e acusa Passos Coelho de responsabilizá-lo pela crise sem ter em conta a conjuntura internacional. De seguida, cita o relatório e contas de uma empresa administrada pelo agora líder do PSD em que Portugal aparecia como tendo resistido bem à crise em 2009.

21h05: "Conheço já a sua técnica", contrapõe Passos Coelho, dizendo que "muda de opinião quando a realidade muda". Refere-se ao documento apresentado pelo socialista como "um pequeno truque". De seguida acusa o Governo de não ter contido a dívida pública como seria necessária fazer. E relembra antigas declarações de Sócrates à imprensa.

21h08: José Sócrates diz que as declarações citadas por Passos Coelho foram feitas antes da crise grega ter alterado toda a conjuntura económica nos países europeus. "Tiveram que mudar de estratégia todos os países europeus", refere o líder socialista.

21h10: José Sócrates diz a Passos Coelho que ele está a pôr em causa o Serviço Nacional de Saúde "tal como o conhecemos".

21h11: "Isso é falso, isso é falso", interrompe Passos Coelho quando Sócrates o acusa de pôr em causa a saúde tendencialmente gratuita. Logo de seguida, apela ao secretário-geral do PS que explique "como é que defendeu durante todo este tempo" todos os portugueses que perderam o emprego ou viram a sua vida piorar nos últimos anos.

21h14: Passos Coelho lembra que 30 por cento dos serviços de saúde são prestados por privados em Portugal. "Deixa-me responder, por favor?", insiste, enquanto o interlocutor insiste que o programa do PSD aponta o co-pagamento da saúde como o caminho a seguir.

21h16: "O senhor tem posto em causa a minha palavra", atalha José Sócrates, voltando ao tema da introdução de co-pagamentos do sector público da Saúde. "Lamento muito mas isto é importante de mais para passarmos por isto de forma leve", acrescenta o socialista, apresentando recortes e mesmo um DVD com entrevistas do rival.

21h20: Passos Coelho declara que Sócrates devia "discutir as suas responsabilidades enquanto primeiro-ministro", pois tem dificuldade "em discutir o efeito da acção do seu governo" quando Portugal "está na bancarrota". "Portugal é o único país em toda a Europa que enfrenta uma recessão séria", apontando a previsão de que Portugal poderá chegar aos 800 mil desempregados.

21H23: "Não vamos fazer um debate inteiro sobre Saúde", diz o jornalista Vítor Gonçalves. Perante isto,José Sócrates diz que assume as suas responsabilidades, tal como Passos Coelho deveria assumir "a responsabilidade da crise política". Recorrendo a um gráfico, o líder socialista mostra os juros a subir desde que a Assembleia da República foi dissolvida. "O que é que nós ganhámos com esta crise política", interroga-se o primeiro-ministro, acusando o rival de "ter pensado em si e no seu partido", com o único objectivo de ganhar as eleições, pois "as sondagens estavam compostinhas".

21h27: Passos Coelho diz que Sócrates "criou a fantasia" de que os partidos da oposição chumbaram o PEC 4 "por terem pressa para ir para o Governo". Lembra que o PSD apoiou algumas das "medidas difíceis" tomadas anteriormente. "A razão pela qual o Governo teve de perder ajuda foi porque perdeu a confiança dos mercados internacionais", acusa o social-democrata, afirmando que Portugal enfrenta "taxas de juro insustentáveis" desde Outubro de 2010.

21h30: "Há muito tempo que Portugal deveria ter pedido ajuda", insiste Passos Coelho, dizendo que Sócrates estava "mais preocupado com a sua imagem" do que com os problemas do País.

21h31: José Sócrates acusa o rival de sempre ter querido a ajuda externa para criar uma crise política e tentar conquistar o poder. Nega ainda que os bancos portugueses tenham perdido liquidez ao comprar dívida externa portuguesa.

21h32: José Sócrates diz que Passos Coelho quer "contratos a prazo verbais". "Isso não é verdade", riposta de imediato o social-democrata. A mesma reacção repete-se quando o líder do PS o acusa de querer "liberalizar o trabalho temporário".

21h35: "O meu programa é tão claro que houve quem o tenha considerado arriscado", diz agora Passos Coelho. O social-democrata apresenta "um sistema dual", em que os contratos actuais sem termo permanecem intocados, mas que os rubricados daqui para a frente permitam "dar mais flexibilidade ao mercado de emprego para acabar com o abuso dos recibos verdes".

21h38: Vítor Gonçalves pergunta a José Sócrates quando vai baixar a Taxa Social Única se formar governo após as legislativas. É uma boa tentativa do moderador do debate, mas o primeiro-ministro regressa ao tema do trabalho temporário e acusa Passos Coelho de querer acabar com a justa causa nos despedimentos.

21h40: José Sócrates diz que "vai estudar e depois propor" o valor da Taxa Social Única. Sem se comprometer com qualquer valor, diz que essa diminuição de receitas do Estado obrigaria a aumentar os impostos.

21h41: Passos Coelho diz que a redução da Taxa Social Única tem de ser significativa para gerar emprego em Portugal, mas Sócrates diz apenas que "vai estudar o assunto" apesar dos compromissos assumidos com a 'Troika'. O líder do PSD enumera as entidades "interessadas na criação de emprego em Portugal" que estudaram a descida, lembrando que o PSD defende uma descida gradual de quatro pontos percentuais. "Se não tem nada a dizer sobre esta matéria, ao menos ouça quem estudou", atira a Sócrates quando o rival o tenta interromper.

21h45: "O engenheiro Sócrates ainda não deixou esfriar o que assinou com a União Europeia e já não está a cumprir", diz Passos Coelho, perguntando porque Sócrates "está a rir".

21h46: Vítor Gonçalves admite que há "um problema com a informática", pelo que no estúdio não sabem quanto tempo foi utilizado por cada um dos intervenientes no debate.

21h48: "Já chega de dizer sempre mal do seu País e de usar expressões como bancarrota", diz José Sócrates.

21h49: Passos Coelho acusa Sócrates de "deixar mal Portugal" com o défice orçamental. "O senhor sabia quanto ia custar a intervenção do BPN. Sabia tanto que não ia cumprir que usou o fundo de pensões da PT", diz o social-democrata.

21h51: José Sócrates repete que o rival "só fala mal do País e usa expressões como bancarrota". Face a isto, Passos Coelho pergunta porque "não quis ouvir" e cortar logo despesas do Estado.

21h53: Vítor Gonçalves pergunta como será o pós-5 de Junho e José Sócrates diz que deve ser convidado a formar Governo o partido mais votado.

21h54: Passos Coelho diz que o PSD aposta na transparência das contas públicas.

21h55: José Sócrates faz intervenção final: "Para vencer a crise, o País dispensa aventuras e radicalismo ideológico, nocivo aos interesses das pessoas." Secretário-geral do PS promete "governação responsável e moderada", que respeite compromissos com a União Europeia e FMI mas que esteja preocupada em manter o Estado Social.

21h57: Passos Coelho termina o debate: "Creio que o Pais tem muito claro que precisa de um Governo competente e capaz para os portugueses que estão desempregados e descrentes no futuro. Os portugueses sabem que a responsabilidade cabe ao engenheiro José Sócrates e ele não tem desculpa. Não há dúvida que o País tem de mudar a sua liderança. Precisa de alguém que pode não ter experiência governativa mas não tem na consciência 700 mil desempregados."

fonte:http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/ultima-hora/debate-socrates-passos-coelho-minuto-a-minuto

publicado por adm às 22:50

Maio 18 2011

“Tragédia” e “bancarrota social” são algumas das expressões usadas pelos partidos à esquerda e à direita do PS perante os últimos dados sobre a perda de postos de trabalho em Portugal. Uma nova metodologia levou a uma atualização da taxa de desemprego para os 12,4 por cento. José Sócrates apoia-se na nova forma de fazer as contas e insiste no impacto da crise internacional. Os adversários culpam-no pela escalada dos números.

Os números agora publicados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) compõem o quadro de “tragédia a que o Estado social tem chegado”. É o presidente do PSD quem o afirma. Diante de uma taxa de desemprego de 12,4 por cento, Pedro Passos Coelho considera que o país está confrontado com “um valor muito grave” e que “tem tendência para se acentuar”. A resposta, defendeu o líder social-democrata a meio de mais uma jornada de pré-campanha eleitoral, “Quebra de série”

De acordo com os números do INE, a taxa de desemprego em Portugal atingiu, no primeiro trimestre de 2011, os 12,4 por cento. O Instituto refere, no entanto, que a taxa teria sido de 11,4 por cento, caso se tivesse mantido “o modo de recolha anterior” – nos últimos três meses do ano passado, a taxa foi de 10,6 por cento. 

A realização de entrevistas por telefone, em vez do modo presencial, é a principal mudança introduzida pela nova metodologia de recolha de informação para as Estatísticas do Emprego. Ao abrigo das novas regras, a primeira entrevista ao alojamento é realizada presencialmente. As cinco entrevistas seguintes realizam-se ao telefone, a não ser que o agregado familiar não concorde com este modo. Há também “adaptações do questionário à inquirição telefónica e a adoção de novas tecnologias no processo de desenvolvimento e supervisão do trabalho de campo”. 

"Face à introdução destas alterações, os resultados agora publicados não permitem uma comparação direta com os dados anteriores, configurando, assim, uma quebra de série", sublinha o INE nas Estatísticas do Emprego. 

Os dados revelam que a taxa de desemprego mais elevada pertence ao Algarve, com 17 por cento, seguindo-se a Madeira, com 13,9 por cento, e Lisboa, com 13,6 por cento da população ativa sem trabalho. 

Na distribuição etária, são ainda os trabalhadores mais velhos que mais engrossam a taxa de desemprego do país: 30,3 por cento dos desempregados têm 45 ou mais anos; entre os grupos etários dos 25 aos 34 anos e dos 35 aos 44 anos, as taxas são de 28,5 e de 23,3 por cento, respetivamente; os jovens dos 15 aos 24 anos representam 18 por cento do desemprego total.

Quanto às habilitações literárias, de janeiro a março deste ano 67,4 por cento dos desempregados tinham, no máximo, o 3.º ciclo do Ensino Básico, 20,3 por cento tinham completado o Secundário ou pós-Secundário e 12,3 por cento tinham formação superior.
passa por “não repetir os mesmos erros do passado”.

Foram sobretudo os “erros” da governação socialista, na perspetiva de Passos, que “conduziram a uma recessão económica em que o país não consegue manter a sua capacidade produtiva, não apenas a criar riqueza, mas também emprego”. 

“Em segundo lugar, precisamos de políticas ativas de emprego mais bem sucedidas do que aquelas que temos tido até hoje e, em terceiro lugar, temos realmente de apostar na economia, sem o que nós não conseguiremos evitar não apenas a recessão económica mas também a recessão social”, acrescentou o líder laranja, que falava aos jornalistas em Faro.

Por sua vez, Paulo Portas assinala que, “quando os números oficiais apontam para cerca de 700 mil desempregados, isso significa a maior fratura social que algum dia o país conheceu”. “Significa também”, reagiu o líder do CDS-PP na Covilhã, “que a única forma de recuperar emprego é apostar em quem pode criar emprego e isso, em Portugal, são pequenas, micro, médias e também, naturalmente, grandes empresas, estimulando absolutamente as políticas que permitam aumentar o investimento e aumentar a contratação”.

Portas propugnou, em seguida, que se impõe “ser pragmático”: “Eu não consigo entender como é que os contratos a prazo que terminam este ano excecionalmente não podem ser renovados, porque isso significa atirar dezenas de milhares de pessoas, algumas já estão nestes números, ou para recibos verdes, ou para o desemprego”.

“Isso significa também saber distinguir aquilo que é uma situação dramática que em muitos concelhos atinge os membros de uma família completa, há lares de Portugal onde não existe um posto de trabalho, sobretudo atender à questão das mulheres que, a partir de uma certa idade, não têm uma segunda oportunidade e dos jovens, que vamos a caminho de ter um em cada três sem perspetivas de trabalho, e também saber distinguir essas situações dramáticas daquilo que seja não a procura de emprego mas a procura de continuação na Segurança Social. Infelizmente, estes números só confirmam aquilo que nós fomos dizendo ao contrário daquilo que o Governo dizia”, rematou.

“Bancarrota social”
A reação do Bloco de Esquerda aos dados do INE seguiu-se a um encontro entre Francisco Louçã e dirigentes da CGTP em Lisboa. Face aos números, o coordenador da Comissão Política do partido concluiu que “Portugal nunca sofreu uma bancarrota social com tanto desemprego”.

“Com os números que hoje sabemos, de 123 mil desempregados que vão perder o subsídio de desemprego quando o mereciam, quando descontaram para ele, quando ele é parte do esforço que fizeram pelo país, com o aumento de 150 mil novos desempregados ao longo deste ano e do próximo, nós teremos garantidamente como resultado da recessão um número a aproximar-se dos 800 mil, em números oficiais, e já não estaremos muito longe de um milhão em números reais”, assinalou Louçã.

Para o dirigente bloquista, é preciso ter em conta as pessoas “desincentivadas” que não procuram os centros de emprego, os trabalhadores com horários incompletos, os jovens à procura do primeiro posto de trabalho e quem frequenta ações de formação sem perspetivas de emprego.

Entre os comunistas, os números são recebidos como uma confirmação da “consequência quase inevitável da atual política económica”. Ou seja, concluiu o secretário-geral do PCP em Sesimbra, “o aumento do desemprego em Portugal, muitas vezes escondido, manipulado por estatísticas”. “Independentemente de se terem alterado os critérios, o ano passado, no período homólogo, era de dez vírgula qualquer coisa e agora é de 12,4 por cento. O desemprego aumentou em Portugal”, frisou Jerónimo de Sousa.

“Deve-se à nova metodologia”
Na leitura do primeiro-ministro cessante, todavia, “a mudança para o número de 12,4 por cento” fica mesmo a dever-se, em primeiro lugar, “à nova metodologia e o INE teve cuidado de esclarecer essa diferença”. A este argumento, José Sócrates soma, uma vez mais, uma crise internacional que “provocou um disparo do desemprego em todos os países desenvolvidos”.

Numa sessão de pré-campanha, em Vila Franca de Xira, dedicada ao programa Novas Oportunidades, Sócrates acrescentou: “O mais importante para respondermos ao problema do desemprego é concentrarmo-nos na recuperação económica em termos de crescimento, mas também no aumento das qualificações. Para esse objetivo, o programa Novas Oportunidades dá um excelente contributo”.

Já o secretário de Estado do Emprego sustentou que a subida da taxa de desemprego “estava dentro das expectativas”, salientando que “o contributo mais significativo foi de pessoas que não estavam à procura de emprego e que agora estão”. Embora admita estar “preocupado com a alta taxa de desemprego”, Valter Lemos enfatizou que “o contributo mais relevante foi dado pelos fluxos da passagem de inativos para a situação de desemprego”. E também que “a metodologia do INE foi alterada e não se pode comparar com os números anteriores”.

fonte:http://www.rtp.pt/
publicado por adm às 22:36

Maio 17 2011

Sócrates disse que o líder do PSD ultrapassou os limites" ao dizer que o programa das Novas Oportunidades pretende "certificar a ignorância".

José Sócrates falava no Funchal num almoço-comício integrado na pré-campanha das eleições de 5 de Junho que encheu o cais capital madeirense, espaço que ficou vedado à população.

O secretário-geral do PS considerou que Pedro Passos Coelho revelou "ignorância" ao atacar esse programa e defender uma auditoria externa, porque essa análise já é efectuada e, "para além disso, referiu-se a esse programa dizendo que pretende certificar a ignorância, e aí passou todos os limites".

"Não se trata apenas de insultar o Governo e a mim próprio, coisa que faz muitas vezes, mas trata-se de insultar os 500 mil portugueses que obtiveram com o seu esforço e coragem uma melhoria das suas habilitações", sustentou.

Para José Sócrates, a crítica de Pedro Passos Coelho "ao exprimir o preconceito social, mostrou que ele não sabe do que fala", sendo "revelador da impreparação, da falta de conhecimento", pois "não hesita perante nada para atacar tudo, dizer mal de tudo, numa política de terra queimada que em nada contribui para afirmar a defesa dos interesses superiores do país".

O secretário-geral socialista salientou que "o PS e o Governo socialista se orgulham de nunca ter faltado à Madeira nos momentos difíceis e sempre ter estado ao lado dos madeirenses quando precisaram de solidariedade nacional", apontando a Lei de Meios como "uma expressão dessa vontade de estar ao lado das autoridades regionais para os ajudar na reconstrução da Madeira" depois do temporal.

Sublinhou que a Lei de Meios "foi um símbolo que foi protegida nesta negociação nacional", não tendo sido posta em causa no memorando de entendimento com a 'troika' internacional que definiu o montante da ajuda externa a Portugal.

"A reconstrução da Madeira está garantida pelos mesmos meios financeiros que foram aprovados há tempos atrás", realçou.

Apelou ao empenho de todos para participarem numa campanha eleitoral "de nobreza, de elevação, que discute ideias e não recorra nem ao insulto, nem ao ataque pessoal e muito menos às brejeirices políticas que têm sido utilizadas nestes últimos tempos".

Por seu turno, o líder do PS-Madeira, Jacinto Serrão, criticou o facto de Pedro Passos Coelho não ter mostrado disponibilidade para se deslocar em campanha a esta região, indicando que "a direita nunca conviveu bem com o processo autonómico" e "não quer ser confrontado com as politicas de regabofe de Alberto João Jardim, nem com a situação de falta de democracia e desrespeito pelas regras elementares do Estado de direito".

"Se quer ser primeiro-ministro não pode excluir uma parcela do território português", concluiu.

fonte:http://economico.sapo.pt/

 

publicado por adm às 22:34

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