Eleições Legislativas 2011

Junho 06 2011

O Porto foi o círculo eleitoral onde a abstenção nas legislativas de domingo foi mais baixa, apesar de ter subido em todo país, com a exceção de Lisboa, segundo dados da Direção-Geral da Administração Interna (DGAI).

Os dados divulgados no sítio da DGAI indicam que Lisboa foi o único distrito do país onde o número de votantes subiu, em comparação com as eleições legislativas de 2009, passando de uma participação de 61,87 por cento para 62,19.

O Porto, apesar de ter crescido em termos de abstenção, passou a ser o distrito com a mais baixa percentagem de abstencionistas, ao atingir 36,78 por cento de ausentes do ato eleitoral, cerca de quatro pontos abaixo da média nacional.

fonte:lusa

publicado por adm às 23:23

Junho 06 2011

O PSD venceu as legislativas antecipadas de 5 junho sem maioria absoluta, tendo o seu líder, Pedro Passos Coelho, declarado que "está aberto o caminho para que o PSD e o CDS, com personalidades independentes, venham a constituir o governo de que Portugal precisa".

Conquistando o maior número de deputados da era pós-Cavaco, numas eleições marcadas pela subida do CDS/PP, o futuro primeiro-ministro iniciou o seu discurso de vitória garantindo aos portugueses "um governo de maioria". E reiterou a sua indisponibilidade de 'abrir' o Governo ao PS, embora se manifeste pronto para dialogar com os socialistas.

O líder do CDS-PP, Paulo Portas, também manifestou no seu discurso ao país a "disposição do CDS para construir um Governo forte para uma maioria para quatro anos". E logo se ocupou de lançar pontes para o lado do PS: "Saber dialogar com o novo Partido Socialista vai ser importante", declarou o líder centrista, nomeadamente "para aprovar uma revisão constitucional pragmática" e "leis reforçadas" que "carecem de dois terços de apoio parlamentar e de um vasto consenso político".

José Sócrates, o primeiro-ministro cessante e líder partidário derrotado, tinha sido o primeiro a discursar e, logo aí, lançara o tom que marcaria as mensagens políticas da noite: "Nunca o país precisou tanto de diálogo e de compromisso e isso não mudou com o resultado das eleições. Reafirmo, portanto, a disponibilidade do PS para o diálogo e para os compromissos e entendimentos que, em coerência com o seu projeto, sejam necessários".

Já Pedro Passos Coelho dedicou a vitória à juventude portuguesa e começou por balizar o seu programa de Governo: "Não descansaremos enquanto não pusermos Portugal a crescer. Sabemos bem que essa é a única forma verdadeira e duradoura de defender o nosso Estado social".

No seu discurso de derrota, José Sócrates fez questão de mostrar "fair play". Depois de pedir aos apoiantes que o escutavam que saudassem a vitória do PSD, desejou "o melhor" a Pedro Passos Coelho: "Desejo sinceramente o que desejaria para mim próprio e para qualquer outro que os portugueses escolhessem neste tempo de dificuldades". Nessa ocasião anunciou o abandono da liderança do PS e prometeu não só que se absteria de interferir na escolha da futura liderança dos socialistas, mas também que se iria afastar de cargos públicos durante os próximos tempos.

Em resposta a esta posição reagiu António José Seguro, dado como um candidato à sua sucessão, mas apenas para se declarar "em reflexão" e prometer uma posição para "muito breve" sobre a liderança do PS. Também Francisco Assis prometeu um "papel ativo" na discussão do futuro do PS.

Quanto à CDU, o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, destacou a ligeira subida percentual dos votos na coligação e, naturalmente, o regresso a quarta força política, à frente do Bloco de Esquerda. A eleição de um deputado por Faro foi, de resto, muito festejada. Quanto ao futuro, prometeu dura oposição ao governo PSD/CDS: "A luta social vai dar-se, mas não é por vontade ou decreto. Será inevitável", afirmou.

O coordenador do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, assumiu também pessoalmente a estrondosa derrota do partido, que perdeu quase metade dos votos conquistados nas últimas eleições. "O meu lugar está sempre nas mãos do partido", disse em resposta aos jornalistas, anunciando que, para analisar os resultados, a comissão política irá reunir esta semana e a mesa nacional daqui a duas.

Dos pequenos partidos, duas notas. O Partido pelos Animais e pela Natureza (PAN) foi uma das surpresas da noite, aproximando-se do MRPP e conseguindo na sua primeira ida às urnas o número de votos suficientes para ter direito à subvenção estatal, tal como partido de Garcia Pereira. E Rui Marques, líder do Movimento Esperança Portugal, considerou que os resultados que o colocaram em 9º lugar uma "derrota claríssima" e anunciou a sua demissão da presidência do partido.

fonte_:Lusa/

publicado por adm às 13:41

Junho 06 2011

O Presidente da República recebe esta tarde, no Palácio de Belém, o líder do PSD.

O encontro entre Cavaco Silva e Pedro Passos Coelho terá lugar às 15h30, segundo a agenda do chefe de Estado.

A audiência surge um dia depois de o PSD ter vencido as eleições legislativas, com 38,6% dos votos, elegendo 105 deputados. 

Já o PS obteve 28% (73 deputados), o CDS-PP 11,7% (24 deputados), o PCP 7,9% (16 deputados) e o Bloco de Esquerda 5,2% (oito deputados).

Depois das eleições "decisivas" de ontem, como as classificou Cavaco, a atenção do Presidente estará na agilização de todos os prazos para que o próximo Governo entre em funções o mais rapidamente possível.

fonte:http://economico.sapo.pt

publicado por adm às 13:40

Junho 05 2011

Francisco Louçã foi claro: "O Bloco de Esquerda não atingiu os seus objetivos e eu sou o primeiro dos responsáveis". O "recuo", para um grupo parlamentar semelhante ao de 2009, só tem uma leitura: "É uma derrota - e quero chamá-la pelo seu nome".

O líder do Bloco de Esquerda assumiu o desaire com clareza: "Este recuo é uma derrota e quero chamá-la pelo seu nome".

Francisco Louçã reconhece a derrota, assume a sua quota-parte, mas não em exclusivo: "O Bloco não atingiu os seus objetivos e eu sou certamente o primeiro dos responsáveis", disse.

Mais adiante, questionado se considera o resultado uma "derrota pessoal", Louçã respondeu imediatamente: "Com certeza que sim". Na sala, alguns militantes bloquistas replicaram: "Claro que não, claro que  não!".

Perguntado se tenciona seguir o exemplo de José Sócrates, Louçã respondeu: "O meu lugar está sempre nas mãos do partido". Mas também recordou que foi eleito na Convenção, há apenas um mês.

Novo ciclo político

 

Na declaração aos jornalistas, Louçã começou por informar que já felicitara o vencedor, Pedro Passos Coelho.

De resto, parte substancial da intervenção foi dedicada às batalhas que se avizinham. "Hoje começou um novo ciclo político", disse. "Para ser exacto, começou com o pedido de empréstimo que hipotecará Portugal durante os próximos anos".

Sobre o quadro eleitoral agora definido, Louçã salientou que o PS "se amarrou para os próximos anos", com as medidas que constam do memorando.

Projectando já um dos primeiros combates políticos, o líder do Bloco mencionou a revisão do Código do Trabalho, uma "ameaça importantíssima". "O Código do Trabalho é uma ofensiva inconstitucional e anticonstitucional para os direitos dos trabalhadores".

Os que propõe a revisão dessa legislação "encontrarão pela frente os deputados e as deputadas do Bloco", garantiu Louçã.

Povo que luta

 

Foi um Louçã resignado aos resultados, mas decidido sobre o futuro que compareceu ante os jornalistas.

"Aprende-se mais com derrotas do que com vitórias", disse. Em relação aos portugueses que entre 2009 e 2011 deixaram de votar no BE, não aguarda azedume: "O Bloco não tem qualquer ressentimento com eleitores que escolheram outros partidos".

Mas para Louçã a noite de hoje é apenas mais uma etapa: "Mesmo na noite da derrota, quero dizer que não estamos vencidos".

Os próximos tempos serão de resistência: "Haverá um povo que luta: E nesse povo estará o Bloco de Esquerda".

Louçã persiste no sonho da esquerda. "O que se vai discutir todos os dias é uma governação que vai destruir o país. Nós propomos um governo de esquerda. É preciso uma esquerda capaz enfrentar a troika. Uma esquerda que não desiste, nem quebra nem verga".

fonte:http://aeiou.expresso.pt/

publicado por adm às 23:52

Junho 05 2011

Passos Coelho não arriscou triunfalismos. Festejou a vitória em tom suave. Prometeu umGoverno para "tão rápido quanto possível. E disse estar certo de que o fará com o CDS. Aos eleitores não prometeu milagres: "os resultados não virão em dois dias".

 

Não parecia um discurso de vitória. Provavelmente ciente do enorme peso que terá às costas a partir de amanhã, Pedro Passos Coelho estancou triunfalismos na noite em que o PSD voltou, nove anos depois, a ganhar uma eleições legislativas, e não escondeu que o que aí vem não é fácil. "Precisamos de paciência: os resultados não virão em dois dias".

O candidato vencedor assumiu o compromisso de "total transparência e trabalho absoluto" e reafirmou as duas prioridades que anunciou pelo país na campanha eleitoral: "pôr o país a crescer" e "não deixar os mais fracos para trás". "A única forma de defender o Estado Social é essa e nós não descansaremos enquanto não pusermos Portugal a acrescer", afirmou, garantindo que, em simultâneo, pensará "todos os dias nos que vivem situações mais difíceis".

"Os anos que aí vêm vão exigir a todos muita coragem". Passos insiste que "vai ser difícil" mas diz-se convicto de que "vai valer a pena" - "eu tenho a certeza que vai valer a pena". A forma "inequívoca" como os eleitores "expressaram, sobretudo pela votação no PSD, a sua vontade de mudança" foi sublinhada pelo líder social-democrata, que prometeu fazer desta vitória uma oportunidade "para reunir Portugal".

Para formar Governo, Passos anunciou que falará brevemente com Paulo Portas, com quem disse "ter a certeza" de se ir coligar: "Sei que dr. Paulo Portas está aberto a que PSD e CDS possam constituir Governo e tenho a certeza que é isso que acontecerá". Do PS, Passos reafirmou que não esperarão que diga hoje diferente do que disse na campanha, ou seja, que conta com o PS para assumir os compromissos que assinou com a troika e para outros "entendimentos de Estado".

Do hotel onde o PSD viveu a noite eleitoral, as largas dezenas de militantes que ali acorreram - mais povo "laranja" do que notáveis - saíram para a feste da vitória no Marquês de Pombal.  

fonte:http://aeiou.expresso.pt/

publicado por adm às 23:51

Junho 05 2011

A esperança de o Partido pelos Animais e pela Natureza (PAN) eleger hoje um deputado para a Assembleia de República «morreu na praia», depois um entusiasmo inicial, festejado com o atingir da fasquia dos 50 000 votos.

Reunidos num hotel de Lisboa, os apoiantes do PAN foram festejando os resultados, que a determinada altura fizeram sonhar com a eleição do líder Paulo Borges, o cabeça de lista pelo círculo de Lisboa.

Enquanto os resultados foram sendo favoráveis, a sala foi «invadida» por gritos de apoio ao PAN, um partido fundado em Janeiro, que apresentou listas em todos os círculos à excepção de Bragança e Fora da Europa.

As manifestações de alegria foram diminuindo de intensidade, quase ao mesmo ritmo que os resultados, sobretudo os do círculo de Lisboa, iam sendo disponibilizados.

Com os festejos de PSD em fundo, tanto na televisão como na rua, a desolação foi tomando conta dos apoiantes, que se entretinham em conversas à volta da mesa do jantar partilhado e na sua maioria composto por comida vegetariana trazida de casa.

Já com a eleição histórica de um deputado a não passar de uma miragem, os apoiantes do PAN brindaram à passagem da barreira dos 50.000 votos, que dá ao partido o direito de receber subvenções estatais.

«Há mais de 50 000 pessoas que votaram pela humanidade, pelos animais e pela natureza. Neste momento há uma alternativa, e se desta vez não conseguimos, para a próxima conseguiremos de certeza», afirmou Paulo Borges, enquanto os copos estavam erguidos.

Na corrida dos pequenos partidos, o PAN foi apenas batido a nível nacional pelo PCTP/MRPP, tendo obtido um total de 57 634 votos.

fonte:Lusa/SOL

publicado por adm às 23:50

Junho 05 2011

O líder do Partido Trabalhista Português (PTP), Amândio Madaleno, mostrou-se desiludido com os cerca de 16.600 votos alcançados, que considerou serem «um mau resultado», justificando-o por «não se ter conseguido comunicar a justeza das propostas».

De acordo com os dados divulgados pela Direcção Geral da Administração Interna, pelas 22h50 o PTP era o 11.º partido mais votado, com 0,3 por cento dos votos.

Contactado pela agência Lusa, Amândio Madaleno considerou que este foi um «mau resultado» e que os «votos foram insuficientes».

«Qualquer coisa seria melhor do que isto, mas 50 mil votos é que era um bom resultado», considerou Amândio Madaleno, admitindo que «a culpa foi do partido».

«O problema foi nosso por não termos conseguido comunicar a justeza das nossas propostas. Houve um problema de comunicação da nossa parte. Além disso, não vejo nenhuma justificação concreta», disse.

O líder do PTP lamentou a vitória de Pedro Passos Coelho, afirmando que «vai continuar tudo na mesma» e que os «portugueses estão tramados», porque, apesar «da demissão de José Sócrates, o país vai continuar a ser liderado por um Governo Central».

O PTP vai agora marcar um congresso para reflectir sobre que consequências tirar destes resultados.

fonte:Lusa/SOL

publicado por adm às 23:49

Junho 05 2011

Com uma subida de 10,75 por cento em relação às legislativas de 2009, o PSD conseguiu hoje eleger cinco deputados pelo distrito de Santarém, um resultado que o presidente da distrital social-democrata disse à Lusa ter «superado as expectativas».

Vasco Cunha disse que a confiança num bom resultado foi crescendo ao longo da campanha eleitoral, tendo sido notória a passagem de uma «certa indiferença e pouco empenhamento das pessoas» na pré-campanha para «uma boa receptividade e bom acolhimento» na última semana.

O grande derrotado no distrito foi o Bloco de Esquerda, com uma queda de 6,12 por cento (de 11,91 por cento, terceira força mais votada em 2009, para 5,79 por cento) e a perda do seu deputado.

José Gusmão disse à Lusa que a «derrota» obriga a uma «reflexão» e a «olhar para o sinal que os eleitores quiseram dar e perceber porque não renovaram a confiança» no partido.

Reconhecendo que foi também o seu trabalho enquanto deputado que foi avaliado, José Gusmão afirmou que esteve perto do distrito e se esforçou por prestar contas do seu trabalho, tendo cabido aos eleitores fazer as suas escolhas, que merecerão agora ser analisadas.

Outro derrotado desta noite, o PS passou dos 33,7 por cento em 2009 para os 25,85 por cento (uma queda de 7,85 por cento), perdendo um dos quatro deputados então eleitos.

António Serrano confessou à Lusa alguma «desilusão», porque trabalhou «intensamente» para «o objectivo dos quatro deputados».

Segundo disse, «o povo fez a sua opção», pelo que cumprimenta os vencedores quer a nível distrital quer a nível nacional, comprometendo-se a trabalhar enquanto deputado para «defender o Ribatejo e ajudar o país no que for necessário» em termos dos entendimentos que são precisos nesta fase difícil.

Filipe Lobo d’Ávila não escondeu o seu contentamento pelo facto de o CDS/PP ter ultrapassado a fasquia dos 12 por cento no distrito (12,3 por cento, mais 1,08 por cento do que em 2009).

«Foi o segundo melhor resultado de sempre do partido no distrito», disse, realçando o facto de o CDS/PP ter vindo a subir «de forma uniforme» em todos os concelhos.

A este resultado atribuiu o efeito nacional, mas também algum reconhecimento do «trabalho feito e da proximidade ao distrito».

Sem grande variação em relação a 2009, a CDU manteve o deputado António Filipe (eleito com 9,02 por cento dos votos contra 9,26 por cento nas últimas legislativas).

«Gostaríamos de aumentar a votação, mas, analisando concelho a concelho, verifica-se a inversão de uma tendência de descida», disse à Lusa Otávio Augusto, da direcção regional do PCP.

Com 37,72 por cento dos votos, o PSD elegeu cinco deputados – Miguel Relvas, Vasco Cunha, Carina Oliveira, Duarte Marques e Nuno Serra -, o PS, com 25,85 por cento, conquistou três mandatos – António Serrano, Idália Serrão e João Galamba -, o CDS/PP, com 12,3 por cento, elegeu Filipe Lobo d’Ávila, e a CDU (9,02 por cento) António Filipe.

fonte:Lusa/SOL

publicado por adm às 23:48

Junho 05 2011

O PSD obteve 38,6 por cento dos votos nestas eleições legislativas, elegendo 105 deputados. Os 11,7 por cento de votos do CDS valeram-lhe 24 deputados. Juntos, os dois partidos têm maioria parlamentar.

 

Os sociais-democratas conseguiram uma vantagem de mais de dez pontos sobre o PS, bem acima da distância que as várias sondagens durante a campanha indicavam.

Pedro Passos Coelho, o último dos líderes dos cinco principais partidos a falar esta noite, frisou a "vontade de mudança" que acabou por se traduzir no voto no PSD. "É uma vontade inequívoca de abrir uma janela de esperança e de confiança para o futuro", afirmou.

Passos Coelho garantiu, no seu discurso de vitória, que fará todos os esforços para assegurar que “os portugueses terão um Governo de maioria liderado pelo PSD”.

O líder do PSD disse acreditar que o entendimento com o CDS-PP é possível, até pelo que já ouviu de Paulo Portas.

“Esta noite quem ganhou foi Portugal”, afirmou Passos Coelho, que se mostrou satisfeito com o resultado, mas salientou que, devido à crise em que o país vive "este não é o momento para triunfalismos".

O PS ficou-se pelos 28,1 por cento de votos (73 deputados) – é o pior resultado socialista nos últimos 20 anos. As eleições de 1991, quando Cavaco Silva foi eleito primeiro-ministro pela terceira vez, tinham sido a última em que o PS tinha obtido menos de 30 por cento.

O resultado levou José Sócrates a assumir a derrota e a demitir-se do cargo de secretário-geral, num discurso ainda antes de o escrutínio ter terminado.

“Regresso à condição de militante de base. Deixarei a primeira linha da actividade política e não pretendo ocupar qualquer cargo político”, esclareceu Sócrates.

Já o CDS consegue nestas legislativas mais três deputados do que nas anteriores eleições. “Com menos cidadãos a votar, convencemos mais cidadãos a votar em nós”, observou esta noite Paulo Portas, que se mostrou preocupado com o número de pessoas que não foram às urnas.

A abstenção foi de 41,1 por cento, a mais elevada numas legislativas desde 1976.

O Bloco de Esquerda foi um dos derrotados da noite. O partido reduziu para metade o número de assentos na Assembleia da República, tendo obtido pouco mais de cinco por cento dos votos, muito longe dos quase dez por cento das últimas legislativas. O Bloco desce assim de 16 para oito deputados.

“O BE não atingiu os seus resultados, eu sou o primeiro dos responsáveis de não termos conseguido os resultados que queríamos”, disse Francisco Louçã, em conferência na sede do BE.

A coligação PCP e Os Verdes manteve praticamente inalterada a votação de 2009 (teve 7,9 por cento dos votos), mas elegeu mais um deputado. Ao todo, a CDU conseguiu 16 mandatos.

“A CDU, com grande empenhamento, fez a sua parte”, declarou o líder comunista, Jerónimo de Sousa, que prometeu "luta" face à vitória da direita.

Os quatro deputados dos círculos da emigração ainda não são conhecidos. Duas freguesias boicotaram a votação.

fonte:http://www.publico.pt/

publicado por adm às 23:45
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Junho 05 2011

O social-democrata Paulo Rangel considera "extraordinário" o resultado do PSD nas eleições legislativas deste domingo e afirma que a história vai fazer uma "balanço terrível" dos seis anos de governação de José Sócrates.

"São resultados extraordinários. O PSD está de parabéns. É um momento histórico porque o engenheiro Sócrates falou do balanço que a história havia de fazer do seu mandato. Eu julgo que o balanço que a história vai fazer é terrível", afirmou o eurodeputado do PSD, em declarações à agência Lusa, qualificando de "inequívoca e clara" a vitória dos sociais-democratas.

Para Rangel, que disputou a liderança do PSD com Pedro Passos Coelho, este é um "virar de página de seis anos muito negativos para o país", com "motivo de grande esperança" para os portugueses.

Já António Capucho considerou o resultado dos social-democratas "extremamente importante" para o país, uma vez que o povo português "rejeitou o caminho que tinha sido seguido" por José Sócrates e apostou numa nova maioria liderada por Pedro Passos Coelho que "procurará levar o país a bom porto".

"É um resultado mais expressivo do que inicialmente se previa. Ultrapassamos as previsões mais otimistas", comentou António Capucho, revelando que enviou uma mensagem por telemóvel de felicitações a Pedro Passos Coelho, assim como Paulo Rangel.

Sobre a declaração do secretário-geral do PS, José Sócrates, Capucho considerou-o um discurso de "humildade democrática" e o "melhor dos últimos seis anos".

"Não por se ter demitido. Tirou uma consequência natural, coisa que curiosamente o Bloco de Esquerda surpreendentemente não fez", afirmou.

Já Paulo Rangel considerou a declaração do secretário-geral do PS "digna de derrota", no entanto, uma mensagem "demasiado longa" e com uma "vontade de protagonismo pessoal excessiva", numa noite em que a vitória é de "outros".

A Lusa contactou igualmente Manuela Ferreira Leite, mas a antiga líder do PSD recusou tecer qualquer comentário sobre os resultados eleitorais.

fonte:http://www.jn.pt/

publicado por adm às 23:44
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