Eleições Legislativas 2011

Junho 05 2011

Em Algueirão Mem-Martins, Sintra, a maior freguesia do país em termos populacionais, com mais de 70 mil habitantes, o dia começa cedo para votar. Pelas 9h00 da manhã o corrupio já é muito. Principalmente na escola de Ouressa, onde votam mais de 28 mil eleitores, mesmo ao lado do local onde, na semana passada uma adolescente foi agredida por outra com um x-acto. “Está um dia bom. Todos vêm votar cedo para ir à praia à tarde”.

 

À porta da Escola de Ouressa até há carrinho de pipocas e roulote de comes e bebes.
É Jacinto Domingos, presidente da Assembleia Geral dos bombeiros voluntários locais, é quem acha que o dia claro, pela manhã, fez com que os eleitores saíssem de casa mais cedo para votar. Para arrumar o assunto. 

“O ideal seria concentrarmos todos os eleitores num sítio só, mas com esta gente toda é impossível. Só aqui votam 28.600 pessoas”.

São os bombeiros voluntários que dão o apoio logístico necessário para que quem não sabe o número de eleitor ou não sabe onde vota, se oriente nos dez locais de voto e nas 44 mesas de voto espalhadas pela freguesia. Joaquim Leonardo, comandante da corporação também já votou. “Temos cerca de 20 homens a reforçar as operações. Nos locais de voto e também para prestar apoio a pessoas que tenham problemas de mobilidade e que precisem dos bombeiros para vir votar”, conta o responsável. “Mas isto parece-me para já uma boa afluência, comparando com as presidenciais”, acrescenta, referindo as últimas eleições de Janeiro.

Cristina Matos, bombeira voluntária, está desde as 8h00, hora a que as urnas abriram, a ajudar quem precisa na Escola Piloto de Mem Martins. “Há aqui muitos idosos. Basicamente tenho ajudado a ler as indicações porque eles já não vêem bem.” Mas Cristina também ouve as reclamações de Manuela e Henrique Santos, de 65 e 66 anos, que moram do outro lado da rua e acabaram de descobrir que este ano mudaram de local de voto para o centro de convívio. “Oh senhor presidente, isto é para votar onde?”, perguntam a Manuel Cabo, presidente da Junta de Freguesia, que faz a ronda pelos locais para apurar se há problemas. “Se não voto aqui adeus Maria que eu vou para casa”, diz com o papelinho enviado por correio pela Comissão Nacional de Eleições. E não vota mesmo ali. E garante que já não vota. “Vou tomar o pequeno almoço e vou passear”.

O presidente da junta, há seis anos à frente da freguesa, a cumprir o segundo mandato, dá razão ao casal de eleitores zangado. “As pessoas já têm uma certa idade. Ficam sem paciência. Estas alterações por causa do cartão do cidadão só faz com que as pessoas não votem”. Mas lembra que nas presidenciais foi um caos: “Nas presidenciais aqui foi um desastre. Passamos o dia a sermos ofendidos sem culpa nenhuma. As pessoas estavam desesperadas- Esgotamos um livro de reclamações inteiro”, diz o autarca, eleito pelo PSD e com a fotografia de Cavaco Silva, Presidente, em pose solene, na parede do gabinete. “Este Governo teve muita culpa do que se passou. Tem tentado descaracterizar o papel das juntas. Então custava alguma coisa dizer às pessoas para passarem pelas juntas antes das eleições?”. “Mas a mim ninguém me tira da cabeça. Isto aconteceu porque Cavaco Silva incomoda”.

fonte:http://www.publico.pt/

publicado por adm às 15:27

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