Eleições Legislativas 2011

Junho 01 2011

 

 

O PSD lidera nas intenções de voto, mantendo os 36 por cento registados na semana passada, enquanto o PS caiu para 31 por cento, apurou a sondagem da Universidade Católica para a RTP e Antena 1. A quatro dias das eleições legislativas, a percentagem dos indecisos caiu para menos de metade. Pedro Passos Coelho consegue distanciar-se do principal adversário, José Sócrates, que perde terreno na luta pelos votos.

 

Se as eleições para o novo Governo fossem hoje, o PSD manteria os 36 por cento, enquanto o PS baixaria cinco pontos, para 31 por cento, apurou o Centro de Estudos e Sondagens de Opinião da Universidade Católica Portuguesa (CESOP) para a Antena 1, a RTP, o Jornal de Notícias e o Diário de Notícias. 

O CDS-PP consolida o terceiro lugar, com a subida de um ponto para 11 por cento, e distancia-se da CDU, que baixou para 8 por cento. O Bloco de Esquerda continua no quinto lugar, apesar de subir para 7 por cento, aproximando-se da CDU.

Esta estimativa foi obtida através do cálculo da percentagem de intenções diretas de voto em relação ao total de votos válidos. Foram apenas considerados os inquiridos que disseram que vão votar, excluindo-se não respostas, indecisos e abstenção.

A sondagem, a primeira através de boletim depositado em urna, foi realizada entre os dias 28 e 29 de maio de 2011. Foram realizados 3963 inquéritos válidos a recenseados, residentes em Portugal continental. A margem de erro é de 1,6 por cento, com um nível de confiança de 95 por cento.

Desce o número de indecisos
Na intenção direta de votos, o PSD lidera com 27 por cento, enquanto no último barómetro arrecadava 17 por cento e o PS segue com 23 por cento, em vez dos 17 por cento registados em Maio. O CDS sobe para 8 por cento, enquanto na última sondagem tinha 5 por cento de intenção direta de votos; a CDU regista 6 por cento, subindo um ponto e o Bloco de Esquerda cresce 3 por cento, para cinco por cento.



A percentagem de indecisos caiu para menos de metade no espaço de uma semana, mas ainda assim 12 por cento dos inquiridos continua a dizer que não sabe em quem vai votar no próximo domingo. A alteração de método, pela primeira vez em urna, e a aproximação da data do escrutínio podem ter contribuído para a diminuição do número de indecisos.

Dois por cento dos inquiridos não responderam e nove por cento afirmaram que não vão votar. Os votos em branco e nulo representam quatro por cento nesta sondagem.

A sondagem não consegue prever um valor de abstenção, embora 69 por cento dos 3963 inquiridos digam que vão votar “de certeza”.

A composição parlamentar irá alterar-se se se comprovar este resultado nas eleições do próximo domingo. 



Perfil dos inquiridos

As mulheres estão mais indecisas neste inquérito, tanto no que respeita à decisão de ir votar (10 por cento) como sobre em quem votar (18 por cento).

O PSD é o partido preferido em todos os escalões etários, com exceção do grupo entre os 55 e os 64 anos. Este grupo etário prefere o PS.

Uma análise ao perfil dos 3963 inquiridos revela que a intenção de votar é mais forte entre as pessoas com maior grau de escolaridade. O PSD, CDS-PP e Bloco de Esquerda ganham apoio entre os que têm mais escolaridade. Por outro lado, o PS e a CDU têm mais apoiantes entre as pessoas com menor grau de escolaridade, o que condiciona as estimativas dos resultados eleitorais.

O Centro de Sondagens da Universidade Católica adverte que “uma maior participação de pessoas com menos instrução poderá levar a uma subida do PS”.

Ficha técnica
Esta sondagem foi realizada pelo Centro de Estudos e Sondagens de Opinião da Universidade Católica Portuguesa (CESOP) para a Antena 1, a RTP, o Jornal de Notícias e o Diário de Notícias entre os dias 28 e 29 de maio de 2011. 

O universo alvo é composto pelos indivíduos com 18 ou mais anos recenseados eleitoralmente e residentes em Portugal Continental. Foram selecionadas aleatoriamente cinquenta freguesias do país, tendo em conta a distribuição dos eleitores por distritos. 

A seleção aleatória das freguesias foi sistematicamente repetida até os resultados eleitorais das eleições legislativas de 1999, 2002, 2005 e 2009 nesse conjunto de freguesias, ponderado o peso eleitoral dos seus distritos de pertença, estivessem a menos de 1 por cento dos resultados nacionais dos cinco maiores partidos. Os domicílios em cada freguesia foram selecionados por caminho aleatório e foi inquirido em cada domicílio o mais recente aniversariante recenseado eleitoralmente na freguesia.

Foram obtidos 3963 inquéritos válidos, sendo que 57 por cento dos inquiridos eram do sexo feminino, 32 por cento da região Norte, 17 por cento do Centro, 39 por cento de Lisboa e Vale do Tejo, 7 por cento do Alentejo e 5 por cento do Algarve. 

Todos os resultados obtidos foram depois ponderados de acordo com a distribuição da população com 18 ou mais anos residentes no Continente por sexo e escalões etários, na base dos dados do INE, e por distrito na base dos dados do recenseamento eleitoral. A taxa de resposta foi de 67,3 por cento. Esta é estimada dividindo o número de inquéritos realizados pela soma das seguintes situações: inquéritos realizados; inquéritos incompletos; não contactos (casos em que é confirmada a existência de um inquirido elegível mas com o qual não foi possível realizar a entrevista); e recusas. 

A margem de erro máximo associado a uma amostra aleatória de 3963 inquiridos é de 1,6 por cento, com um nível de confiança de 95 por cento.

fonte:http://tv2.rtp.pt/noticias/index.php?t=Queda-do-PS-deixa-PSD-isolado-na-lideranca-das-intencoes-de-voto.rtp&article=447799&layout=10&visual=3&tm=87

publicado por adm às 23:34

Os ileterados são o cancro e facilitismo na escolaridade são o cancro das eleições.
A informação desta sondagem é completamente errada ou está viciada com interesses, pois nos casos do distrito de Leiria, Óbidos, Bombarral e etc, são câmaras do PSD em que a petcentagem de ileterados é enorme.
TP a 2 de Junho de 2011 às 11:58

Para aquele que aqui se arroga de tanta sabedoria e imodéstia que ousa cometer o erro mais grave das pessoas incultas: o da arrogância intelectual, aqui fica apenas uma pérola de iluminação linguística.

Iletrado: adj. s. m. (latim illitteratus, -a, -um, sem instrução, analfabeto, ignorante)
Retirado de http://www.priberam.pt/dlpo/firefox.aspx?pal=iletrado

Nos concelhos que mencionou (tidos em conjunto com outros do Centro do País como pertencentes à região portuguesa onde melhor se fala a língua-mãe) é assim que se escreve a palavra que tanto lhe diz respeito. Pelos vistos também foi vítima do facilitismo.
TB a 3 de Junho de 2011 às 00:12

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