Eleições Legislativas 2011

Junho 01 2011

O líder do PS voltou a ter de lidar com uma manifestação à porta de um comício seu. Em Torres Vedras, à hora do almoço, uma vintena de pessoas protestava pelo fim do contrato de associação dum externato da zona com o Estado. No ar, uma avioneta passeava uma faixa alusiva à contestação.

 

Não é todos os dias que um grupo de manifestantes recorre a um meio aéreo para fazer passar a sua mensagem. E José Sócrates não deixou passar em branco o insólito: "Não nos deixamos impressionar por manifestações, muito menos por manifestações luxuosas", garantiu, ironizando com o facto de alguém "reclamar dinheiro do Estado utilizando meios caros": "Nunca vi", disse.

 

Não chegou a ser um incidente, mas esteve perto disso. Na estrada nacional 8, entre Torres Vedras e a Lourinhã, à distância dos 150 metros que a lei exige que estejam em relação ao lugar comício, 18 pessoas chamavam a atenção para um reboque coberto por uma lona preta onde se lia, inscrito a branco:  "1800 crianças perdem a sua escola. Porreiro, pá". Por cima do restaurante onde várias centenas de apoiantes do PS esperavam a chegada de Sócrates para o almoço, uma avioneta rodopiava no ar, arrastando uma faixa: "Penafirme Ensino Público gratuito".

"Escaldada" pelos incidentes de Faro, na semana passada - quando um grupo de manifestantes escolheu o local do comício do PS para protestar pela introdução de portagens na Via do Infante, acabando um deles por ser detido pela polícia -, a organização da campanha socialista redobrou a vigilância.  E rapidamente percebeu que quatro dos manifestantes (dois adultos e duas crianças) estavam sentados à mesa e preparavam-se para interromper Sócrates quando este começasse a falar.

Foi relativamente discreta a movimentação na sala e bem sucedidos os esforços para fazerem sair os manifestantes da sala. Mas já cá fora, à porta do restaurante, os ânimos ainda se exaltaram com o presidente socialista da Câmara de Torres Vedras indignado com a motivação dos intrusos, mostrando às câmaras um panfleto dos organizadores do protesto onde se incitava ao apelo ao voto no PSD, no CDS ou na CDU, mas não no PS nem no BE partidos que querem "acabar com o Externato Penafirme".

Lá dentro, Sócrates podia ter ignorado o sucedido. Mas preferiu dar-lhe resposta. Lamentando ter de voltar ao tema "manifestações" nesta campanha eleitoral, afirmando nunca "ter compreendido porque é que os que protestam não afirmam pela positiva os seus pontos de vista em vez de andarem insistentemente a criticar os dos outros", disse-lhes: "Acho que não têm razão".

"Não aceito que se financie mais o privado do que a escola pública", afirmou para justificar a renegociação levada a cabo pelo ministério da Educação com as escolas privadas com contrato de associação. "Se acham que se sobrepõem ao interesse geral, estão enganados", concluiu.

fonte:http://aeiou.expresso.pt/

publicado por adm às 22:45

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