Eleições Legislativas 2011

Junho 01 2011

Acusações fortes, um incidente e ânimos exaltados. A arruada comunista, na Baixa da Banheira, esta quarta-feira, teve de tudo. Um penetra, uns empurrões, insultos aos jornalistas e o líder do PCP a acusar PS, PSD e CDS de traição.

 

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, acusou implicitamente os partidos que assinaram o acordo com a troika internacional de serem traidores à pátria. Na sua alocução, após uma arruada na Baixa da Banheira, concelho da Moita, o candidato comunista apontou o dia 5 de Junho como o momento certo para os eleitores assumirem a independência do país: “Estas eleições devem ser a afirmação da defesa da nossa soberania, do nosso patriotismo”, começou por dizer.

Foi então que, recorrendo ao passado, lembrou como as elites se comportavam sempre que o país estava em perigo. “Este país, mal ou bem, foi construído ao longo de 800 anos. Foi ameaçado muitas vezes. Sempre as classes dominantes nessas altura, se bandearam para o lado dos invasores ou do ocupante. Mas foi sempre o povo que acabou por dar a volta e endireitar o país.”

As classes dominantes eram, portanto, PS, PSD e CDS, que há 35 anos governam o país. O invasor era a troika do FMI, o BCE e a CE, que se comportavam em Portugal como “governantes das colónias, que vêm dizer o que temos de fazer”: “[A troika] Já perdeu a vergonha. Aí estão eles, outra vez, antes das eleições.”

“És comunista mas és da China!"

Mas o pequeno comício teve também o seu incidente. Um homem irrompeu em frente a Jerónimo de Sousa quando este começava a falar, gritando palavras de ordem contra os partidos: “És comunista mas és da China!” Alguns militantes arrastaram-no rapidamente para uma rua lateral.

O assunto teria ficado por ali se alguns comunistas não se tivessem exaltado com jornalistas que tentavam perceber o que se passava com o manifestante. Aos gritos um chamou “palhaço” a um jornalista, e outro chegou mesmo a ameaçar de prisão outra repórter. “Saia daqui… Estou a avisá-la, olhe que eu levo-a para a esquadra…”

Só desapareçam quando os jornalistas começaram a perguntar-lhes os nomes para os citar na reportagem.

fonte:http://www.publico.pt/P

publicado por adm às 13:50

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