Eleições Legislativas 2011

Abril 05 2011

Líder parlamentar do PS recusou-se a responder se Sócrates deve demitir-se da liderança partido se perder as eleições

 

O líder parlamentar do PS diz que tem dever de lealdade em relação à direcção do partido e adverte que quem constrói uma vida política em função da ambição de ser secretário-geral torna-se fatalmente um «mero calculista».

Em entrevista à agência Lusa, o presidente do Grupo Parlamentar do PS recusou-se a responder se José Sócrates deve demitir-se da liderança do seu partido se perder as eleições legislativas, argumentando que tal se trata de uma «especulação indevida» e que os socialistas partem para o próximo acto eleitoral «para ganhar».

«Dentro de dois meses estaremos a disputar eleições e vamos com vontade de as ganhar, mas em democracia tudo é possível e os vários cenários têm de ser equacionados. Porém, neste momento, seria prejudicial estar a comentar o que aconteceria se nós perdêssemos. Veremos, essas coisas não se antecipam», alegou.

Interrogado se, ao fim de ano e meio como líder parlamentar do PS, teme ficar associado às vozes de continuidade dentro do seu partido, Assis contrapôs: «no PS seremos sempre vozes de continuidade e de ruptura ao mesmo tempo. Todo o político responsável tem de assegurar permanentemente alguma continuidade e alguma ruptura», disse.

Francisco Assis definiu-se depois como «um homem leal», que foi convidado para ser líder parlamentar do PS dentro de um determinado projecto político e como uma determinada liderança do partido.

Confrontado com a ideia de que disputa a Seguro a sucessão de José Sócrates no cargo de líder do PS, Assis afirmou-se despreocupado com esse tipo de análises. Porém, deixou um recado claro: «Tenho um princípio que aprendi há muito tempo na vida política que é o de não deixar de fazer nada daquilo que em consciência tenho de fazer em função de qualquer ambição futura, porque isso destrói-nos na vida política. Isso torna-nos meros calculistas e isso leva-nos a não ter qualquer tipo de participação útil em muitos momentos da vida pública, já que estamos sempre a ponderar em função de um ideal momento futuro que há-de surgir (presume-se que fatalmente) em qualquer ocasião», afirmou.

fonte:http://www.tvi24.iol.pt/

 

publicado por adm às 23:19
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