Eleições Legislativas 2011

Maio 31 2011

Portas fala em subir a representação em 16 distritos. Mas na verdade o CDS acredita que isso poderá acontecer, no máximo, em oito. Aí, chegaria a 30 deputados.

 

Paulo Portas está hoje na Madeira, o círculo eleitoral que valeu ao CDS, nas legislativas de 2009, a maior surpresa da noite - e correspondente ovação. Era a primeira vez que elegia nas regiões autónomas, e num círculo com apenas seis deputados. No domingo, Portas espera repetir a façanha nos Açores e, segundo tem dito, em mais três círculos onde o CDS não tem representantes: "Guarda, Vila Real e, provavelmente, Castelo Branco". São estes os distritos que Portas tem apontado para conquistar o primeiro deputado  - embora, dos quatro, os Açores sejam o único círculo eleitoral pelo qual a eleição tem uma boa probabilidade de acontecer.

 

Há uma diferença entre as metas assumidas publicamente pelo líder do CDS e a crença de que isso possa mesmo acontecer. Na noite passada, Portas enumerou 16 círculos por onde espera eleger o primeiro deputado ou acrescentar um aos existentes, lembrando que, em todos os casos, "se o CDS eleger um, ou mais um do que os que tem, quem perde é o PS."

Mas isso só tem boas hipóteses de acontecer, quanto muito, em 8 distritos.

Para além dos Açores, trata-se de Aveiro, Leiria, Setúbal, Porto, Lisboa e, com menor grau de probabilidade, Viseu e Braga. Juntando tudo, e tendo em conta que as sondagens dizem que o CDS pode crescer dois lugares em Lisboa, chegamos ao número mágico nas previsões dos centristas: 30 deputados, mais nove do que atualmente. Há outros distritos onde Portas fala em conseguir mais um deputado, mas a probabilidade disso acontecer é próxima de zero: Coimbra, Santarém, Viana do Castelo, Faro e Madeira.

Em todos estes distritos, Portas tem repetido a mesma mensagem, pensada sobretudo para a comunicação social local: um eleito centrista é menos um socialista, por isso "é essencial que o CDS consiga eleger [mais deputados]: se o CDS elege, o PS desce, e é assim que se consegue uma maioria de mudança em Portugal".

fonte:http://aeiou.expresso.pt/o

publicado por adm às 13:46

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