Eleições Legislativas 2011

Maio 30 2011

Num pequeno-almoço com personalidades do mundo da Cultura, esta manhã em Lisboa, o líder do PS fez uma apaixonada defesa da sua política educativa e acusou o PSD de querer “menorizar” a Cultura ao extinguir o ministério.

 

De acordo com José Sócrates, as propostas do PSD para a área da Cultura são “uma consequência do radicalismo ideológico e do preconceito contra o Estado” daquele partido. “Eles acham que a cultura não é um bem público, eles acham que deve ser só para quem tem dinheiro. Eles não têm consciência da importância que a cultura tem”, criticou.

“Quando dizem que querem acabar com o Ministério da Cultura estão a dizer que querem menorizar a cultura, andar para trás nas funções do Estado e entregar tudo ao mercado”, disse.

Antes da intervenção de Sócrates, já a escritora Inês Pedrosa tinha lamentado a ideia de “um partido que pretende desvalorizar a cultura e desconsiderar os criadores, acabando com o ministério da Cultura” – sem precisar que se trata do PSD. “É uma ideia que só pode ser própria de quem não tem experiência nenhuma de que um Governo com menos ministérios tem custos enormes”, disse, “de quem acha que a cultura é um adereço”, notou.

Também António Mega Ferreira falou sobre o principal adversário do PS nas eleições, mas em vez de nomear Pedro Passos Coelho referiu-se sempre a um “líder partidário cujo nome não me ocorre”.

O presidente do Conselho de Administração do Centro Cultural de Belém classificou as propostas do PSD como um “assalto final” ao modelo de Estado Social, “mais uma arremetida contra uma visão do mundo assente em princípios fundamentais como a solidariedade”.

Sócrates citou por várias vezes as palavras de Mega Ferreira na sua intervenção, durante a qual perdeu mais tempo a falar sobre a educação e o Serviço Nacional de Saúde do que sobre a cultura. A propósito do tema, frisou que o seu Governo “nunca deixou de fazer reformas”. “É verdade que na cultura podemos discutir qual o balanço, mas demos um contributo muito grande que foi o de ter investido na educação”, apontou.

Inês Pedrosa, que foi porta-voz da candidatura independente de Manuel Alegre a Belém, não deixou escapar que “nem sempre este Governo pôs como prioridade o desenvolvimento cultural”, concedendo porém que perante a “crise económica e social extraordinária” do país era compreensível que a prioridade fosse para as políticas de defesa do Estado Social.

Mega Ferreira e Inês Pedrosa foram os dois oradores convidados do pequeno-almoço que reuniu cerca de uma centena de “individualidades” da áreas da artes plásticas, teatro, cinema, música, arquitectura, gastronomia, história, arqueologia e literatura – como por exemplo Rui Vieira Nery, Tito Paris, Manuel Salgado, Ângela Pinto, Maria João Seixas, Sarmento Matos, Filipa Melo, Joaquim Sapinho, Vasco Araújo, Carlos Fragateiro, Lenita Gentil, Carlos Veiga Ferreira, Francisco Mota Veiga, Carlos Monjardino, entre muitos outros. O músico e artista plástico, Manuel João Vieira, fundador dos Ena Pá 2000, constava da lista de presenças que não foi facultada à imprensa, mas ninguém o viu no pequeno-almoço.

fonte:http://www.publico.pt/

publicado por adm às 13:36

Tudo sobre as Eleições Legislativas 2011
pesquisar
 
Pesquisa personalizada
links
Web Stats