Eleições Legislativas 2011

Abril 04 2011

Socialistas apostam na continuidade e na experiência. "Não se pode provocar rupturas gratuitamente", diz Edite Estrela

 

O ministro das FinançasTeixeira dos Santos, deu a cara pelas medidas mais impopulares que um governo já aplicou em democracia, mas isso não deve impedir que volte a pertencer às listas com que o PS se vai apresentar às eleições legislativas do dia 5 de Junho. É esta a opinião dos socialistas ouvidos pelo i, que elogiam o trabalho do responsável pelas Finanças.

"Se ele quiser, sem dúvida que deve ser candidato. Tem esse direito por mérito próprio", diz ao i Edite Estrela, que pertence ao secretariado do PS, realçando que Teixeira dos Santos é das pessoas "mais competentes e mais preparadas" da equipa governamental. 

Teixeira dos Santos - que há dois anos foi o número dois da lista do Porto - foi o ministro dasFinanças que mais tempo esteve no cargo em democracia e está associado a medidas inéditas como os cortes nos ordenados dos funcionários públicos e a intenção de reduzir as pensões.

Capoulas Santos, responsável pela candidatura de José Sócrates à liderança do partido, diz que ainda nada está decidido, mas realça que Teixeira dos Santos foi "o ministro das Finanças que esteve ao leme no momento de maior tormenta para o país". "Vai depender da vontade dele, mas não há dúvida que é um político de grande prestígio e de grande envergadura, que prestou relevantes serviços ao país".

Elogios partilhados pelo líder da JS, Pedro Alves, defendendo que os socialistas não vão fazer as listas com o objectivo de "esconder as pessoas que são impopulares". E acrescenta: "Na perspectiva do PS não há fundamento para banir quem deu a cara por medidas duras".

As federações do partido - que vão indicar os nomes de dois terços dos candidatos - estão já a preparar as listas que vão entregar à direcção nacional, mas oficialmente o processo de escolha dos novos parlamentares só vai começar a seguir ao congresso do partido. "Neste momento o PS está concentrado no congresso e nas listas para os órgãos nacionais", diz Capoulas Santos. 

Apesar disso, José Sócrates já conversou com os presidentes de algumas federações para acertar os nomes mais relevantes das listas. Um processo que vai estender-se às próximas semanas. 

O critério na escolha dos nomes não será muito diferente do habitual. A ideia é apresentar algumas caras novas, mas garantindo a continuidade. "As listas terão continuidade e terão renovação", dizCapoulas Santos.

No mesmo sentido, Edite Estrela prevê que sejam "escolhidas pessoas com provas dadas", realçando que "não se pode provocar rupturas gratuitamente". A dirigente socialista admite, porém, que nestes processos existe sempre a necessidade de "alguma renovação". 

Como sempre, o partido de José Sócrates deverá apresentar alguns independentes. O líder da JS garante que "haverá abertura à sociedade civil". Em 2009, o PS apresentou os nomes de Miguel Vale de Almeida - que renunciou ao mandato um ano e dois meses depois - e da actriz Inês de Medeiros. Questionada sobre se estará disponível para continuar, Inês de Medeiros não quis fazer qualquer comentário. 

As listas têm de ser entregues até dia 26 de Abril e há nomes incontornáveis como o de Pedro Silva Pereira, que há dois anos liderou a lista de Vila Real, Vieira da Silva, que encabeçou a lista de Setúbal, ou Jorge Lacão, que é tradicionalmente candidato por Santarém. António José Seguro também poderá voltar a ser candidato por Braga, onde, como diz um socialista, "foi bem-sucedido". Praticamente certo é o nome de Francisco Assis como cabeça de lista pelo Porto e Jaime Gama é desejado para se recandidatar em Lisboa. Em risco estão Ana Jorge e Luís Amado, que dificilmente voltarão a liderar as listas de Coimbra e Leiria.

fonte:http://www.ionline.pt/

publicado por adm às 23:06
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