Eleições Legislativas 2011

Maio 27 2011

Depois de José Sócrates ter pedido esta manhã votos só no PS, o socialista Augusto Santos Silva fez um apelo claro e directo ao «voto útil», nas próximas eleições legislativas.

«Só há um voto útil que é o voto no partido socialista», declarou o ainda ministro da Defesa. O candidato a deputado pelo distrito do Porto considerou perante uma audiência de cerca de mil pessoas num almoço-comício em Guimarães, que este é «o único voto que permite barrar um governo à direita». Santos Silva apelou de forma directa à «massa» dos portugueses, «a todo aquele vastíssimo número de portugueses que se revê na esquerda, que se revê no centro[...]».

Também António José Seguro, terminou o seu discurso neste almoço-comício a apelar ao voto útil. «À esquerda só há um voto útil, que é o voto útil no PS. Não por causa dos socialistas, mas por causa das pessoas», admitiu o cabeça-de-lista pelo distrito de Braga, há muito tido como um dos possíveis sucessores de José Sócrates na liderança do PS. «Somem a vossa voz à nossa voz e que expliquem aos vossos amigos, aos vossos colegas de trabalho, para que o PS continue a governar Portugal», pediu Seguro.

Durante o seu discurso à hora do almoço, Sócrates deixou de fora a questão do voto útil no PS. O recandidato a primeiro-ministro voltou a pegar na polémica do aborto, que ontem encheu de críticas o seu discurso contra Pedro Passos Coelho. Sócrates voltou a sublinhar a falta de coerência nas posições do líder «laranja» sobre o tema. O candidato socialista acusou-o fazer um «zigue-zague em função das conveniências». 

José Sócrates voltou a centrar o seu discurso na necessidade de opções claras na votação de 5 de Junho. Para o secretário-geral, esta eleição é sobre «a igualdade de oportunidade», tendo repetido uma vez mais: «O SNS vai a votos a 5 de Junho», «A escola vai a votos a 5 de Junho».

À semelhança de discursos anteriores, Sócrates não perdeu oportunidade de clamar pela «ignorância» do seu maior adversário político em matéria de Novas Oportunidades. O primeiro-ministro demissionário citou uma arruada matinal de Passos Coelho, onde uma jovem se lhe dirigiu, de forma irónica, a agradecer o facto de lhe ter chamado «ignorante»


Últimato a Pedro Passos Coelho

À hora do almoço, os estilhaços provocados pelos incidentes com manifestantes após o comício da Pontinha, em Faro, ainda insuflavam o PS. Pedro Passos Coelho reagiu esta manhã aos incidentes que acabaram com uma detenção, dizendo «lamentar»os acontecimentos à porta do comício da Pontinha. «Eu lamento profundamente o que se passou ontem, tenha sido com o PS ou qualquer outro partido», declarou Passos Coelho sobre o tema.

Santos Silva considerou que estas declarações de Passos foram «equívocas» e considerou que, num caso destes, «ou se condena ou não».

«Se não se condenar desculpa-se, perdoa-se, disfarça-se, desvaloriza-se. Diz [Passos Coelho] que as pessoas têm razões para estar indignadas, mas o que isto quer dizer, isso quer dizer desculpar aqueles que quinta-feira tentaram boicotar um comício político? Nesta questão não podem existir palavras ambíguas», declarou o dirigente socialista.

Assim sendo, Santos Silva pediu para que Passos Coelho assuma que as vítimas dos incidentes em Faro foram os socialistas e não os manifestantes, tendo-lhe dirigido o ultimato: «O dr. Pedro Pedro Passos Coelho tem de dizer hoje - e já vai tarde» o que pensa sobre a questão.

fonte:http://www.tvi24.iol.pt

publicado por adm às 23:44
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