Eleições Legislativas 2011

Maio 22 2011

O presidente do PSD anunciou que vai propor reduzir o número de feriados em Portugal e encostar alguns ao fim-de-semana.

Em entrevista à Lusa e questionado sobre se concorda com a ideia defendida pela chanceler alemã, Angela Merkel, de que é preciso reduzir os dias de férias em Portugal, Passos Coelho contrapôs: "Nós precisamos é de reduzir o número de feriados, isso sim".

E acrescentou: "De resto, tenho muita pena de que aquele projecto que foi apresentado por duas deputadas independentes do PS não tivesse sido levado adiante. Nós em Portugal temos demasiados feriados".

Segundo Passos Coelho, é possível haver "maior racionalidade" e "não sobrecarregar em excesso o calendário do trabalho semanal com feriados que seja perfeitamente possível encostar ou ao fim-de-semana ou a pontes mais curtas".

Questionado sobre o que teria feito de diferente na negociação da ajuda externa e se considera suficiente o valor emprestado a Portugal, Pedro Passos Coelho respondeu: "O que é que eu gostaria que este acordo pudesse ter contemplado? Mais um ano para nós podermos atingir o objectivo dos 3%" de défice.

Recorde-se que o Governo português negociou uma ajuda externa de 78 mil milhões de euros, através de um programa que se aplica a um período de três anos e prevê uma redução do défice para 5,9% este ano, para 4,5% em 2012 e para 3% em 2013.

Mais medidas para cumprir défice este ano

Na mesma ocasião, O líder do PSD alertou ainda que o próximo Governo poderá ter de reforçar medidas para cumprir o défice deste ano, prometendo, se for eleito, criar imediatamente um grupo de trabalho para "deitar a mão" à execução orçamental.

Passos Coelho voltou a acusar o Governo de estar a fazer a redução de despesa "pela metade" e alertou que, se se projectarem os resultados da execução orçamental dos primeiros quatro meses no resto do ano, "Portugal não será capaz de cumprir os 5,9% do défice, sequer, que ficou acordado com a 'troika'" da ajuda externa.

"Se houver muitas surpresas desta natureza, se houver despesa que não esteja a ser devidamente contabilizada - e temos indicações de que há várias despesas em que o Estado está a incorrer e que não estão contabilizadas - e se, em segundo lugar, o corte da despesa continuar pela metade como está, isso vai obrigar o próximo Governo a ter de reforçar medidas que são mais pesadas do que aquelas que seriam necessárias se o Governo estivesse a fazer o que lhe competia", completou.

fonte:http://economico.sapo.pt/

 

publicado por adm às 15:15

Tudo sobre as Eleições Legislativas 2011
pesquisar
 
Pesquisa personalizada
links
Web Stats