Eleições Legislativas 2011

Maio 20 2011

Conferência do Diário Económico juntou os líderes dos três principais partidos políticos a 17 dias das legislativas.

Irredutíveis. Pedro Passos Coelho e Paulo Portas recusam taxativamente um entendimento com o actual primeiro-ministro após as próximas eleições, seja qual for o resultado e mesmo que Sócrates saia, pela terceira vez consecutiva, vitorioso das urnas.

Depois do Presidente da República e dos seus antecessores terem insistido na ideia de que Portugal precisa de "convergência", "unidade", "consensos" e que o próximo Governo tem de dispor de "apoio maioritário na Assembleia da República", continua a ser "de surdos" o diálogo entre os três principais líderes partidários.

Na conferência "Governar Portugal", organizada ontem pelo Diário Económico no Hotel Sheraton, Passos e Portas foram cristalinos: é preciso mudar de políticas e de protagonistas.

José Sócrates foi o primeiro a discursar e insistiu que a actual "crise política é filha do sectarismo" e que é da "maior importância que os partidos abandonem os discursos radicais" porque o bloqueio que conduziu o país a eleições antecipadas "não nasceu de nenhuma crise económica mas de um erro da classe política". Para o primeiro-ministro demissionário os tempos são de "prudência", "equilíbrio político" e não de "aventureirismos ou radicalismos".

Mas o líder socialista continua a receber um rotundo não dos partidos à sua direita, os únicos que se mostram disponíveis para governar o país perante as imposições do memorando de entendimento que Portugal assinou com a ‘troika' e que guiarão o país pelo menos durante três dos quatro anos da próxima legislatura.

Passos Coelho, que por escassos minutos não se cruzou com Sócrates no ‘hall' do Sheraton, defendeu que é crucial que Portugal deixe de apostar "em equipas que estão sempre a mascarar a realidade", porque "com ilusionismo não se gera confiança". A 5 de Junho, a escolha é entre dois caminhos: o que "temos tido e que nos conduzirá a pelo menos oito anos de recessão" ou o rumo que defende o PSD e que passa por menos Estado na economia, mais regulação e um maior escrutínio dos apoios sociais reforçando as franjas mais debilitadas pela actual crise. Para os social-democratas continua a vingar a frase de Passos Coelho de que "existem 78 mil milhões de razões" para o líder da oposição se distinguir do actual primeiro-ministro. 

fonte:http://economico.sapo.pt/

publicado por adm às 23:01

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