Eleições Legislativas 2011

Maio 17 2011

Sócrates disse que o líder do PSD ultrapassou os limites" ao dizer que o programa das Novas Oportunidades pretende "certificar a ignorância".

José Sócrates falava no Funchal num almoço-comício integrado na pré-campanha das eleições de 5 de Junho que encheu o cais capital madeirense, espaço que ficou vedado à população.

O secretário-geral do PS considerou que Pedro Passos Coelho revelou "ignorância" ao atacar esse programa e defender uma auditoria externa, porque essa análise já é efectuada e, "para além disso, referiu-se a esse programa dizendo que pretende certificar a ignorância, e aí passou todos os limites".

"Não se trata apenas de insultar o Governo e a mim próprio, coisa que faz muitas vezes, mas trata-se de insultar os 500 mil portugueses que obtiveram com o seu esforço e coragem uma melhoria das suas habilitações", sustentou.

Para José Sócrates, a crítica de Pedro Passos Coelho "ao exprimir o preconceito social, mostrou que ele não sabe do que fala", sendo "revelador da impreparação, da falta de conhecimento", pois "não hesita perante nada para atacar tudo, dizer mal de tudo, numa política de terra queimada que em nada contribui para afirmar a defesa dos interesses superiores do país".

O secretário-geral socialista salientou que "o PS e o Governo socialista se orgulham de nunca ter faltado à Madeira nos momentos difíceis e sempre ter estado ao lado dos madeirenses quando precisaram de solidariedade nacional", apontando a Lei de Meios como "uma expressão dessa vontade de estar ao lado das autoridades regionais para os ajudar na reconstrução da Madeira" depois do temporal.

Sublinhou que a Lei de Meios "foi um símbolo que foi protegida nesta negociação nacional", não tendo sido posta em causa no memorando de entendimento com a 'troika' internacional que definiu o montante da ajuda externa a Portugal.

"A reconstrução da Madeira está garantida pelos mesmos meios financeiros que foram aprovados há tempos atrás", realçou.

Apelou ao empenho de todos para participarem numa campanha eleitoral "de nobreza, de elevação, que discute ideias e não recorra nem ao insulto, nem ao ataque pessoal e muito menos às brejeirices políticas que têm sido utilizadas nestes últimos tempos".

Por seu turno, o líder do PS-Madeira, Jacinto Serrão, criticou o facto de Pedro Passos Coelho não ter mostrado disponibilidade para se deslocar em campanha a esta região, indicando que "a direita nunca conviveu bem com o processo autonómico" e "não quer ser confrontado com as politicas de regabofe de Alberto João Jardim, nem com a situação de falta de democracia e desrespeito pelas regras elementares do Estado de direito".

"Se quer ser primeiro-ministro não pode excluir uma parcela do território português", concluiu.

fonte:http://economico.sapo.pt/

 

publicado por adm às 22:34

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