Eleições Legislativas 2011

Maio 16 2011

O líder do CDS-PP diz que os pensionistas mais pobres em Portugal vão perder este ano 4% do poder de compra, referindo-se ao valor da inflação registado em Portugal no mês de Abril.

De acordo com dados do Eurostat divulgados hoje, a taxa de inflação em Portugal situou-se nos quatro por cento em Abril.

"É preciso que os cidadãos saibam que esses 4%, que significam uma inflação alta, são exactamente os 4% de poder de compra que os pensionistas mais pobres em Portugal, que são aqueles que têm pensão mínima, pensão rural e pensão social, vão perder este ano", disse Paulo Portas.

O presidente do CDS-PP responsabiliza o PS e o PSD por esta situação, alegando que foram estes partidos que decidiram no Orçamento congelar as pensões deste ano ao contrário da proposta dos democratas cristãos.

"Esta decisão é injusta, porque não considerou como prioridade social os mais pobres", sublinhou Portas defendendo que era possível ter cortado em "consumos sumptuários" do Estado para permitir a actualização das pensões, "pelo menos para que acompanhasse a inflação e não perdessem o poder de compra".

Portas falava durante uma visita aos estaleiros da Navalria, em Aveiro, distrito onde espera conseguir eleger o terceiro deputado.

O líder do CDS-PP aproveitou ainda para defender a modernização da capacidade de construção naval em Portugal, afirmando: "Não precisamos de andar a acabar, ano após ano, com a marinha mercante, a marinha de guerra, com o sector dos armadores de pesca".

Para Portas, Portugal é um país marítimo que tem na economia do mar "um dos maiores factores de crescimento económico e criação de riqueza".

Por isso, defende que é preciso uma política do mar integrada que junte capacidades como a construção naval, o turismo náutico, os portos e a investigação científica do mar.

Portas recusou-se ainda a comentar as recentes críticas que têm surgido do lado do PSD, nomeadamente de Fernando Nogueira e Paula Teixeira da Cruz, que disse hoje que o líder do CDS-PP tem sido o maior aliado de José Sócrates.

"A crítica é livre. Eu não faço nenhum comentário. Estou preocupado com o país", disse Portas.

fonte:http://economico.sapo.pt/

publicado por adm às 23:20

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