Eleições Legislativas 2011

Maio 16 2011

Jerónimo de Sousa e José Sócrates só estiveram de acordo nas críticas ao Partido Social Democrata.

O primeiro debate da campanha eleitoral até começou com alguma força, mas ambos os líderes foram perdendo o vigor com o decorrer do tempo. Jerónimo de Sousa começou por atacar o programa socialista, reiterando que PS, CDS e PSD tinham um programa comum - o da 'troika' - e sublinhando que José Sócrates "defende o Estado Social mas tem uma forma esquisita de o fazer", disse durante o debate moderado por Clara de Sousa, na SIC.

O líder comunista afirma que "a redução do fundo de desemprego para desempregados" e o fim do abono de família para muitos são exemplo disso mesmo.

Por seu lado, José Sócrates acusou o PCP de ter exactamente "o mesmo programa eleitoral que em 2009", ao qual "junta um aditamento com muito poucas folhas", o que representa, nas palavras do líder socialista, "uma certa falta de respeito pelos eleitores. Muitas coisas aconteceram este ano", salienta, acrescentado ainda que o PCP defende a "reestruturação da dívida, a saída do euro e a nacionalização de grande parte dos sectores", o que é algo que não entende.

"Isto significaria regressar ao passado", acusou o líder socialista. "E não sei onde ia arranjar o dinheiro para comprar estas empresas", questionou.

Jerónimo de Sousa ripostou, afirmando que assistiu "a uma operação fantástica de José Sócrates, a dizer que conseguimos um acordo fantástico" [com a troika internacional]  e que "José Sócrates tem o dom da palavra mas não é capaz de dizer que o que está aqui [no memorando de entendimento] escrito é que a vida dos portugueses vai piorar".

E garantiu: "ainda havemos de assistir ao candidato José Sócrates a defender uma posição de necessidade de reestruturação da dívida. O exemplo da Grécia é paradigmático", alertou.

O primeiro-ministro demissionário garantiu, por seu lado, que "nunca escondi nenhuma medida. Eu apresentei-as ao povo português. Todas as medidas orçamentais [que constam no memorando de entendimento]estão no PEC IV", garantiu. "Este memorando não tem medidas orçamentais a mais em 2011. São corajosas e necessárias", disse.

Os dois responsáveis mostraram-se, no entanto, bastante concertados quando as críticas visaram o principal partido da oposição. Tanto José Sócrates como Jerónimo de Sousa desdobraram-se em críticas ao PSD, acusando Passos Coelho de cometer um "erro" ao querer baixar abruptamente a taxa Social Única (TSU). Aliás, segundo José Sócrates, esse é mesmo o principal ponto onde os programas eleitorais do PS e do PSD divergem.

"Este acordo tem mta margem de manobra: é muito diferente a perspectiva dos partidos sobre a aplicação deste acordo. A melhor demonstração é por exemplo, quando se discutiu a TSU", garante Sócrates. " E as propostas nas áreas da educação e da saúde comprovam como é diferente aplicar este programa com um governo PS ou PSD".

No mesmo sentido, Jerónimo de Sousa referiu ser "inaceitável e incompreensível que se esteja a ver apenas no factor trabalho a possisbildiade da redução de custos".

Amanhã a ronda de debates prossegue com o frente-a-frente entre Passos Coelho e Francisco Louçã.

 

fonte:http://economico.sapo.pt/

publicado por adm às 23:18

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