Eleições Legislativas 2011

Maio 15 2011

O líder do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, declarou em Espinho que a tributação sobre transferências para paraísos fiscais permitiria ao Governo evitar cinco anos de cortes nas pensões.

 

“Uma das formas de financiar o resgate para diminuir a dívida é a tributação sobre transferências para paraísos fiscais. No caso das 100 maiores exportadoras portuguesas, 25 delas estão registadas na Madeira, registam 6.000 milhões de euros [de lucros], não criam nenhum emprego e, apesar disso, não pagam os impostos que deviam”, afirmou Louçã, numa acção de campanha em Espinho.

Para o líder do Bloco, o montante de impostos que está em causa corresponderia, “no mínimo, a 1500 milhões de euros, o que são cinco anos do corte das pensões”.

Considerando que “uma em cada quatro das maiores exportadoras está a enganar o país”, o coordenador bloquista defende que a proteção da economia passa por um “sistema justo no fisco”.

Os recursos resultantes da tributação sobre as transferências para "off-shores" proporcionariam ao país “a possibilidade de ter programas para a criação de emprego”, o que, para Louçã, é prioritário, argumentando que as propostas do PS, PSD e CDS representam, “nas suas próprias palavras, mais 150 mil desempregados”.

Segundo o coordenador nacional do partido, “isso nunca existiu em Portugal” e, no distrito de Aveiro, situaria o desemprego num “nível inimaginável”.

“É possível ter programas concretos para a criação de 80 mil postos de trabalho ao longo deste ano e do próximo, recuperando a economia e indo ao essencial”, alegou Louçã.

O dirigente bloquista acrescentou que “esse é o ponto fulcral da campanha do Bloco de Esquerda: para problemas muito difíceis, ter soluções difíceis, recusar a demagogia e a irresponsabilidade, e não aceitar que o país continue a empobrecer”.

O coordenador nacional do Bloco acredita também que, no dia das eleições legislativas, o seu partido obterá um resultado mais favorável do que o que vem sendo apontado pelas sondagens.

Os estudos “dão 40 por cento de indecisos, mas eu percorri parte desta avenida de Espinho e encontro aqui um apoio como o Bloco de Esquerda nunca teve”, admitiu Louçã, considerando que “isto é uma prova exata do apoio crescente que o Bloco está a ter”.

“Tenho toda a confiança na capacidade de resposta dos portugueses, porque sei que olham para si próprios, para as suas famílias e para quem está à sua volta, e não querem aceitar o congelamento das pensões, a diminuição dos salários, a degradação do sistema fiscal que permite este roubo com transferências de 16 mil milhões de euros para 'off-shores', sem que se peça a decência do pagamento de um imposto num país que tem tantas dificuldades e onde há tanta gente pobre”, declara.

Louçã garante, por isso, que as propostas do Bloco vão ter “um enorme eco popular” no dia 5 de junho e que o resultado do partido nas urnas “vai ser uma gigantesca surpresa nas eleições”.

fonte:http://www.publico.pt/

publicado por adm às 23:00

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