Eleições Legislativas 2011

Maio 13 2011

O líder do PSD, Pedro Passos Coelho, disse que, mesmo que o seu país obtenha maioria absoluta nas próximas eleições, estará aberto a uma coligação com o CDS. Esta garantia do presidente social-democrata foi dada no debate com Paulo Portas, que sublinhou que uma coligação com o seu partido à frente também seria viável. 

Considerando que ter de partilhar o poder com o PS seria uma «salada russa», impossível de «dar força a um Governo para fazer as transformações necessárias», Passos Coelho sublinhou a necessidade de um voto claro no seu partido. 

Mas, caso isso não aconteça, haverá sempre abertura para um entendimento pós-eleitoral com o CDS, frisou. «Contará com ele para governar se não tiver essa maioria absoluta, mas, se tiver essa maioria absoluta, conta com o CDS para governar na mesma». 

Num dia em que uma sondagem da TVI coloca o PS à frente do PSD, e dá uma subida significativa ao CDS, Paulo Portas lembrou a Passos Coelho que os sociais-democratas não estiveram disponíveis para uma coligação pré-eleitoral. «Acho que teria gerado uma dinâmica de vitória muito maior», afirmou. 

O líder popular considerou ainda que não lhe parece «realista» o pedido de uma maioria absoluta de Passos e que esse não seria um resultado «merecido». 

«O dr. Passos Coelho quando diz que o PSD tem de liderar uma maioria não está a fazer uma boa interpretação da Constituição. Depois do Presidente da República ter dito que só dá posse a um Governo com apoio maioritário é saber como se forma uma maioria. E uma maioria, dr. Passos Coelho, não se forma com o PSD com 40% e o CDS com 10%. Também se forma, e era bem melhor para o país, com o CDS com 23,5% e o PSD com 23%», defendeu. 

Paulo Portas acusou ainda o PSD de ter estado «muito colado ao PS» e de conter «demasiadas inconstâncias em matéria programática». O líder popular questionou mesmo a forma como o PSD pretende reduzir a Taxa Social Única, deixando no ar dúvidas sobre se produzirá os efeitos desejados de aumentar a competitividade e indicando que comunicou essas reservas à troika internacional. 

Ambos os líderes manifestaram-se de acordo sobre a necessidade de se emagrecer o Estado em termos de efectivos. Passos Coelho disse que o seu partido defende que «por cada cinco funcionários que saiam só deve ser admitido um», Paulo Portas anotou que este não deve ser um processo cego, de forma especial em áreas como a saúde e a segurança. 

A redução do número de deputados também foi um ponto assente entre os dois, mas com números diferentes. O social-democrata pretende um corte para 181, o centrista é mais radical e que metade dos actuais parlamentares: 115. 

A reestruturação do mapa autárquico foi outro os pontos em comum. Passos Coelho defendeu a «importância de consolidar o número das freguesias», salientando que terá ser ser atendida a situação de «áreas do interior mais despovoadas», onde não existem alternativas a nível ser serviços públicos. Quando aos municípios, disse que haverá necessidade de «os extinguir». 

Mas neste tema, Portas aproveitou para lançar uma farpa que irritou Passos. «Percebi a tentativa do dr. Passos Coelho responder à sua pergunta sem maçar os autarcas e, às vezes, os caciques do PSD», disse o líder popular à jornalista da SIC. Depois, defendeu que não se agreguem frequesias, para «preservar as identidades», mas juntas. «Nas câmaras municipais deve fazer-se o mesmo, deve modernizar-se o mapa administrativo».

fonte:http://www.tvi24.iol.pt/

publicado por adm às 23:14
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