Eleições Legislativas 2011

Maio 13 2011

Portas apresentou-se como candidato a primeiro-ministro, mas quer ficar à frente do PSD.Debate com divergências, muito marcadas pelo líder do CDS.

Paulo Portas escolheu o duelo com o seu preferido parceiro de governo para se afirmar como candidato a primeiro-ministro. E deixou pela primeira vez a indicação de que, para si, o importante é que haja governo de maioria (à direita) - "é isso que o Presidente quer".

Para o líder do CDS, não é importante na formação do próximo Governo se o PS tem mais votos: se a direita tiver maioria absoluta, governará. E afirmou-se, a cada ponto do debate, mais competente do que Passos, merecedor portanto de ser mais votado do que ele.

No final do debate, Passos responderia que o próximo governo "só pode realisticamente ser liderado pelo PSD". Reiterou que quer um entendimento com o CDS, "mas não queremos que seja o PS a vencer as eleições".

Durante os 50 minutos de discussão - tensa, mas sem divergências de fundo - o líder do PSD tentou responder ponto a ponto ao que lhe dizia Paulo Portas. Quando este o acusou de inconsistência pediu a Portas que cumprisse o acordo; quando Portas acusou o "caciquismo" do PSD, pediu "respeito pelos autarcas"; quando Portas sugeriu apenas metade dos deputados, com proporcionalidade absoluta, Passos falou de irrealismo - e uma vez até pediu a Portas que o olhasse nos olhos.

Porém, o líder do PSD esteve à defesa. E Portas ao ataque: "O PSD teve várias opiniões sobre muitos assuntos muito depressa".

Leia a seguir o debate minuto a minuto

21h32. Minuto final de Passos: país pode sair da situação difícil. "O próximo governo tem que ser coeso, forte de ampla maioria. "Sem demérito para o CDS - que respeito" e com quem deseja colaborar - "esse governo só pode realisticamente ser liderado pelo PSD". Quer um entendimento com o CDS, "mas não queremos que seja o PS a vencer as eleições".

21h31. Minuto de final de Portas, onde diz que acredita num Portugal melhor. Boa equipa, forte coerência. É factor novo nas eleições.

21h29. Número de deputados: "Faço uma proposta muito mais ambiciosa ao dr. Passos Coelho: país quer reduzir de 230 para 115, círculo nacional, representação proporcional pura e dura - o PS e PSD deixam de ter o prémio", diz Paulo Portas. Passos rejeita: "Isso não é realista, exige uma revisão constitucional e o PS reprova". Quer 181.

21h26. Passos diz que terá proposta para "consolidar" número de freguesias. Quanto a número de câmaras, "temos outras possibilidades sem extinguir". Portas diz que percebeu "a tentativa de responder sem maçar os autarcas e caciques do PSD". CDS "não depende de clientelas". Passos responde: "não gosto" da linguagem. E promete reduzir ambas: agregar executivos de juntas e câmaras, mantendo-lhes identidade.

21h24. Passos diz que em Outubro país teria ficado sem orçamento e sem possibilidade de fazer eleições. E dirige-se a Portas: "não se importa de olhar para mim?". "Foi a pensar nos portugueses e garantimos três coisas que o CDS não garantiu".

21h20. Portas cobra a Passos ter prometido que não aumentava impostos e não aprovava o Orçamento de 2011, tendo-o depois feito. "Foi muleta dele em coisas em que ele não precisava de muleta nenhuma". Passos na resposta: "era melhor deixar o país sem Orçamento?". Portas outra vez: converteu-se à nossa ideia de rescisões por mutuo acordo. E quer alteração constitucional e da lei para as permitir a médio prazo.

21h18. Paulo Portas: "Fiquei convencido de que para aceitarem baixa da TSU com significado eles quereriam aumento da taxa máxima do IVA." E cita livro de Passos - que responde: "Quem aumentou os impostos foi o PS". Mais, que não defende aumento da taxa máxima e não ficou com essa impressão com a troika.

21h17. Líder do PSD fala de reduzir o Estado. Reduzindo mais fortemente o número de funcionários - "sem dor". Por cada cinco que sai, entra um. "Mas não é uma regra cega".

21h15. Passos volta ao acordo. Portas diz que é a "calibrar". Passos responde: "É um objectivo crítico" do acordo, sem o qual o programa falhará. E terá que ser compensado com receitas fiscais. Portas insiste em perguntar como vai fazer, com que graduação.

21h13. Portas ao ataque: "O PSD teve várias opiniões sobre muitos assuntos muito depressa". E reitera: quer "um governo de apoio maioritário com a liderança do CDS"

21h10. Portas assinala primeira diferença: eu não quero dizer coisas na campanha que depois me arrependa. Fala da "enésima" versão do PSD para como aplicar descida da TSU. Passos interrompe. Portas insiste que redução gradual não tem "efeito nenhum" e pode "levar ao incumprimento do acordo" - mesmo concordando teoricamente. Mas ataca Sócrates, 'en passant': "É a cara desta dívida e destes juros".

21h08. Passos diverge: diz que só a baixa da TSU pode permitir aumentar competitividade - porque a alternativa é baixa de salários.E diz que há dois anos o defendeu.Quer fazê-lo por poupança no Estado e reestruturação da tabela do IVA - "o que está no acordo [da troika] é exactamente isto para 2012". O dr Portas pode ter colocado reservas, mas comprometeu-se a executar o programa. Tem que aceitar a medida"

21h03. Portas justifica porque não apresentou ainda o seu programa: "O programa de ajuda externa afecta as políticas". Mas promete que "não será sujeito a controvérsia nem a recuo" - mais uma farpa. Na taxa social única diz ter sido "prudente": não quer redução gradual, não tem "certeza" de que haja modo de financiamento desta medida. Prefere outras medidas de apoio a PME - baixa preço energia, apoios a contratação de jovens.

21h01. Passos ataca Sócrates e defende programa do PSD que "aposta no crescimento e que a austeridade seja feita pelo Estado e não pelos portugueses".

21h00". A política do PSD para a agricultura foi um deserto", acusa Portas, citando Mário Lino. "Não é verdade, responde Passos

20h58. Líder do PSD diz que o CDS esteve um ano sem aprovar documentos de governação essenciais, o que o PSD não fez, "dando a mão ao país" e obtendo vitórias em troca.

20h54. "Vamos ver se o PSD consegue ou não uma maioria", diz Passos. Mas "não é irrealista. E não vale a pena ficar a olhar para trás para ver se fizemos um erro", insiste. Portas responde: "Portugal precisa de mais uma candidatura a primeiro-ministro". E diz que juntos ("com o CDS com 23,5% e o PSD com 23%") a direita "faz a maioria que o PR pede" - mesmo que o PSD não vença, leia-se.

20h51. Portas de novo: "Uma maioria também se forma com o CDS com 23,5% e o PSD com 23%". Apresenta-se como candidato a primeiro-ministro, dizendo-se "mais seguro e mais estruturado" que o PSD. Passos ri-se.

20h50. Portas responde a Passos: "O PSD não esteve disponível para uma coligação que teria gerado dinâmica" e teria "poupado a problemas de natureza programática". Diz que o CDS tem dado provas de "maior segurança programática". E que o PSD comete "segundo erro" pedindo maioria absoluta.

20h48. Passos Coelho: "Quer se goste, quer não se goste" é o PSD que pode liderar um Governo alternativo. E "o PSD precisa de ter uma ampla votação para chegar ao Governo. Mas contará sempre com o CDS para governar".Diz que não é menorização do partido. Portas sorri

20h46. "As pessoas estão preocupadas não com tricas entre partidos, mas com a situação do país", diz Portas, em resposta às críticas que já mereceu do PSD. Passos tranquiliza: "Não existe do PSD qualquer menor consideração pelo CDS"

20h45. Clara de Sousa lança o debate, Portas é o primeiro a falar

fonte:http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1851772&page=-1

publicado por adm às 23:00

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