Eleições Legislativas 2011

Maio 12 2011

Foram 45 minutos de frente-a-frente na RTP em que as críticas mútuas foram residuais entre Jerónimo de Sousa, líder do PCP, e Francisco Louçã, coordenador do Bloco de Esquerda (BE).

 

As atenções dos dois centraram-se no PS, nas suas “políticas de direita” e na exigência que José Sócrates desfaça o “enigma” e diga como vai fazer a “redução drástica” nas contribuições da Segurança Social acordada com a missão da troika. 

Jerónimo e Louçã uniram-se no ataque aos socialistas e na exigência de explicações sobre o acordo entre o Governo e a missão da UE, BCE e FMI, que prevê “um corte gigantesco nas contribuições para a segurança social”. 

“É uma proposta que visa comprometer o direito à segurança social”, resumiu Jerónimo neste debate dos líderes dos dois partidos mais à esquerda antes das legislativas de 5 de Junho. 

“Com esta proposta caminha-se para a privatização da segurança social”, afirmou Louçã. 

Os dois líderes recusaram entendimentos com o PS de Sócrates. Embora o líder comunista tenha pronunciado uma diferença. “Não personalizamos”, disse, para dizer que tanto lhe faz o PS ser liderado por José Sócrates ou não. 

Contra as duas troikas, a da UE/BCE/FMI e a do PS, PSD e CDS (os partidos que apoiaram o acordo), Jerónimo e Louçã concordaram que o empréstimo poderá servir para pagar mais empréstimos. 

“Nós estamos a endividar-nos para pagar dívida”, alertou Louçã. E sobre a reestruturação da dívida, Jerónimo de Sousa alertou que o país pode evoluir para uma situação em que “a dívida não é pagável”. 

fonte:http://www.publico.pt/

publicado por adm às 23:01

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