Eleições Legislativas 2011

Maio 12 2011

Pedro Passos Coelho prometeu esta quinta-feira melhorar o programa eleitoral do PSD para a educação, referindo que este mereceu críticas do professor Santana Castilho, por quem disse ter "grande admiração".

Em seguida, Santana Castilho aproveitou "a frontalidade" de Passos Coelho e fez um discurso de contestação do programa eleitoral do PSD para a educação, que comparou ao "programa do PS de má memória".

Os dois falavam perante uma plateia de professores, num hotel de Lisboa, na apresentação do livro de Santana Castilho "O ensino passado a limpo", editado pela Porto Editora, com prefácio escrito por Passos Coelho.

Passos Coelho falou primeiro e, referindo-se a Santana Castilho, declarou: "Sei que ele não ficou nada satisfeito com grande parte do programa eleitoral que o PSD apresentou na área da educação. Iremos melhorá-lo".

O presidente do PSD defendeu que o sector da educação só pode ser reformado "de uma forma cooperante" com os professores.

Depois, discursou Santana Castilho, que mal falou do conteúdo do seu livro, preferindo falar do programa do PSD para a educação.

Santana Castilho começou por agradecer a Passos Coelho a defesa de que a educação só pode ser reformada com os professores e a promessa de "que o programa eleitoral do partido pelo qual é o primeiro responsável vai ser melhorado".

"Há muito que os professores não ouviam, provavelmente, coisas tão sensatas", observou. Ouviram-se alguns risos na sala, seguidos de palmas, que se repetiram ao longo do seu discurso.

"Deixe-me dizer-lhe, nesta família de professores que, de facto, não fiquei satisfeito com o que li. E não reconheci coerência entre o que li e o que tem tido a gentileza de me dizer de há um ano para cá. Mas todos erramos e penso que estamos a tempo de corrigir e de emendar a mão", acrescentou.

Santana Castilho contestou, entre outros pontos, o facto de o PSD propor no seu programa que haja "duas carreiras dentro de uma mesma profissão".

Se o PSD quiser cortar despesa na educação "tendo do lado de lá os professores o desastre é iminente, a bancarrota vai vir e essa não há 'troika' que a salve", avisou, mais à frente.

Na sua intervenção, Passos Coelho contou que só conhece pessoalmente Santana Castilho há um ano, mas que há muito tempo lê os seus artigos de opinião, e disse ter por ele "grande estima e grande admiração".

Por sua vez, Santana Castilho, mencionou que os dois conversaram sobre política educativa no último ano e que a primeira coisa que ouviu do presidente do PSD, e que o cativou, foi que era preciso "confiar nos professores".

"Aquilo que está no programa não é confiança nos professores, é desconfiança nos professores, é a continuidade de um modelo que os professores rejeitaram que não serve o sistema", considerou.

Apesar destas críticas, Santana Castilho ressalvou que mantém "totalmente" a confiança no presidente do PSD: "A minha alma vai aquecida porque, depois do degelo de verem partir milhares e milhares de votos, tenho agora mais uma vez a esperança de que eles regressem com uma outra sensibilidade de discurso. Algo aconteceu de estranho no processo. Eu penso que é momento de encerramos isso e tenho aqui uma assembleia de professores que ouviu aquilo que o doutor Pedro Passos Coelho disse e que acredita que as suas palavras não são vãs".

"Eu hoje volto a sonhar. A palavra das pessoas para mim vale muito e eu sabia que o doutor Pedro Passos Coelho não tinha descombinado aquilo que combinou comigo e não tinha deixado de aceitar aquilo que aceitou, porque se há coisa que os portugueses decerto já viram nele é que ele é um homem de palavra", reforçou.

fonte:http://www.jn.pt/

publicado por adm às 22:56

Tudo sobre as Eleições Legislativas 2011
pesquisar
 
Pesquisa personalizada
links
Web Stats