Eleições Legislativas 2011

Maio 12 2011

A criação de um fundo nacional de resgate de três mil mlhões de euros por ano, financiado com tributação das mais-valias urbanísticas e bolsistas e das transferências para os 'off-shore'. Esta é uma das medidas incluídas no programa eleitoral do BE, apresentado publicamente ao princípio da tarde desta quinta-feira.

Ao apresentar os compromissos do partido para as eleições de 5 de Junho, o líder do BE, Francisco Louçã, criticou PS, PSD e CDS-PP, de aceitarem "com orgulho" o plano de austeridade da "troika", que promove a recessão, aumenta o desemprego e que esvazia o conceito de justa causa para o despedimento. Em contraponto, acentuou ser necessário "ir ao essencial" para construir uma "economia decente". E esse "essencial" passa por duas ideias centrais, a resposta à dívida e a criação de emprego.

Para enfrentar a dívida externa de Portugal, os bloquistas propõem que, em primeiro lugar, seja efectuada uma "auditoria", "porque ninguém paga uma factura sem saber o que está a pagar" e a seguir defendem a renegociação. Na previsão de Louçã, no final do prazo do contrato de ajuda externa, Portugal "não terá condições com juros de dívida superiores a 5%, porque, tal como está a contecer na Grécia, a economia vai regredir", o que tem consequência, assinalou, no aumento do desemprego e na destruição do Estado Social. E o que se seguirá, nesse cenário, "é a queda, de novo, noutro resgate financeiro".

Para promover a criação de emprego com direitos, os bloquistas, além de proporem a regra de transformar os falsos recibos verdes em contratos de trabalho, acentuam a necessidade de haver uma aposta em sectores sociais e condições de estímulo ao investimento em empresas que criem postos de trabalho.

Ainda na sessão de apresentação do programa "Mudar de Futuro - pelo emprego e pela justiça social", Louçã admitiu que "a batalha eleitoral não é fácil", mas que o compromisso do BE para com os eleitores "é o de ir ao essencial", ou seja, "o respeito pelas pessoas" na construção de uma "economia decente", onde "os pensionistas e os trabalhdores não se tornem cada ves mais pobres e sem direitos".

fonte:http://www.jn.pt/

publicado por adm às 22:55

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