Eleições Legislativas 2011

Maio 11 2011

Minutos depois de ter começado o frente-a-frente entre José Sócrates e Francisco Louçã, na SIC, o dirigente bloquista disse que queria ter “uma conversinha sobre Segurança Social” e leu um excerto da carta que o Governo enviou ao Fundo Monetário Internacional (FMI): “O objectivo crítico do nosso programa é conseguir uma grande redução da contribuição patronal para a Segurança Social”, citou. “Eu quero saber quanto. Já recusou alterar as taxas do IVA, resta cortar nas despesas ou aumentar os impostos”, lançou o bloquista.

 

A introdução do tema Taxa Social Única (TSU) no debate estava feita, mas Sócrates, nos dois momentos em que foi questionado sobre o assunto, não respondeu. Afirmou, porém, que “nada está estabelecido” sobre a TSU e que o Governo irá “estudar” a forma de definir uma redução. Não avançou com qualquer quantificação, mas ressalvou que poderá “estudar uma redução gradual da Taxa Social Única”. E acrescentou: “O FMI tem uma posição e essa é a posição do Governo, que prefere reduzir a TSU quando houver margem orçamental.”

Por ora, o compromisso é “estudar”, mas o líder socialista garantiu já que “o Governo não deseja reduzir a Taxa com um brutal aumento de impostos”. E aproveitou para disparar críticas ao PSD, que já anunciou pretender reduzir a TSU em quatro pontos: “Não estou de acordo com essa redução”, começou por afirmar, contestando depois as alterações à taxa intermédia do IVA, que, frisou, “vai afectar a principal indústria do país, que é a turística, e a restauração”.

Louçã não ficou satisfeito com a resposta e exprimiu isso mesmo notando que o Executivo “apresentou uma proposta ao FMI, mas não a estudou”. E lembrou ainda que o PS não tem qualquer dado sobre o assunto no seu programa eleitoral. “Os portugueses não concordam com a proposta do PSD, mas sabem o que eles propõem. Do PS não sabem”, salientou.

Repetiu a pergunta (“quero saber quanto”), mas deparou-se com uma mudança súbita de temática por parte do adversário: “Não acho leal vir para este debate sem um programa eleitoral. É o segundo debate que faço sem ter um programa para ler”, afirmou Sócrates, referindo-se também ao CDS, que, tal como o BE, ainda não divulgou o seu programa de Governo.

A renegociação da dívida, defendida pelo BE, foi também abordada, tendo Louçã chegado mesmo a citar um editorial da "The Economist", no qual é proposto que “todos os países da Europa devem renegociar a dívida a partir de agora”. Sócrates recusou liminarmente a hipótese, argumentando que “isso colocaria Portugal na lista negra dos países que não cumprem”.

fonte:http://www.publico.pt/

publicado por adm às 23:17

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