Eleições Legislativas 2011

Maio 08 2011

Pressionado pelas sondagens que teimam em colar o PSD ao PS, o líder social democrata confrontado hoje pelos jornalistas, no decorrer da sua visita à Ovibeja, disse que não descansa a olhar para as sondagens. Mas aproveitou a questão colocada para avisar os militantes do seu partido que “a eleição ainda não está garantida. Ainda vai dar muito trabalho” ao PSD ganhar a maioria.

 

Assim “todos aqueles que apostam no PSD, estão mobilizados. Não podem ficar em casa e abster-se” para que uma “grande mudança” possa acontecer no país. E aproveitou a presença de um grande número de militantes e simpatizantes que o foram esperar à entrada do certame da Ovibeja, para reafirmar posições anteriormente assumidas “ para que não restem dúvidas a ninguém” frisou.

Governo PSD terá um Ministério da Agricultura, Mar e Território

O facto de estar numa feira basicamente dedicada à agricultura, Passos Coelho, questionado sobre a extinção do Ministério da Agricultura num Governo liderado por si, voltou a afirmar que “não há decisão nenhuma nesse sentido”. O futuro da pasta até já tem nome: Ministério da Agricultura, Mar e Território. Quanto ao número total de ministérios, “não haverá mais de 10”, garantiu o líder social-democrata, uma decisão que significa que ter-se-á de “juntar áreas”. Passos Coelho aproveitou o tema para reafirmar que a ideia de fazer um Governo “onde caiba toda a gente não é realista nem prático”.

Os portugueses “precisam” de que os que se candidatam ao lugar de primeiro-ministro “falem claro”. Logo “não será possível depois das eleições ter um Governo que junte o PSD e o PS”, vincou Passos Coelho, adiantando, contudo, que o seu partido “está aberto” a fazer um Governo mais alargado que inclua outras forças partidárias ou até personalidades independentes. “E já o disse que conto com o CDS se essa for a sua vontade”.

Se o país quer uma alternativa à actual situação “deve escolher o PSD para liderar essa alternativa” insistiu o líder do PSD, deixando um desafio ao eleitorado. O próximo Governo “ou vai ser feito com o PS ou vai ser feito connosco. Não pode ser feito com os dois”. Está fora de questão “construirmos um Governo com o PS” garantiu. No entanto “isso não significa que não devamos ter espírito para o diálogo e compromissos com outros partidos”, sublinhou.

Instado a comentar a resistência de José Sócrates, quis vincar as diferenças que o distinguem do primeiro-ministro. “Dizem que Sócrates se adapta um pouco a tudo”. E dá exemplos: “Há ideia que não suportava governar com o FMI. Agora já aceita o FMI. Que não aceitava fazer o processo de privatizações mais alargado, mas já aceita”. “Eu não sou assim”. Se calhar, admite “demora algum tempo” as pessoas perceberem que pode haver “uma maneira diferente” de fazer política. “Eu tenho a minha maneira e espero que os portugueses confiem nela”.

A tarde de hoje na Ovibeja foi singular. Juntou dois coelhos. O candidato do Partido Trabalhista Português (TPT), José Manuel Coelho, e Pedro Passos Coelho que o primeiro acusou de poder vir a ser o próximo primeiro-ministro dos capitalistas. Apesar da inventiva, o segundo reagiu bem disposto com um um aperto de mão a selar um encontro “ de Coelho com Coelho”.

O candidato do PTP jujstificou a sua deslocação à Ovibeja com 10 apoiantes munidos de vassouras para “varrer o Coelho (Passos) e dar um apoio “solidário aos comunistas de Beja” 

fonte:http://www.publico.pt/P

publicado por adm às 23:00
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