Eleições Legislativas 2011

Maio 07 2011

Para o sociólogo António Barreto, o primeiro-ministro demissionário José Sócrates deve ser “severamente punido” nas eleições legislativas de 5 de Junho e culpa o político por, “pessoalmente”, ter contribuído para a situação a que chegou o país e pela própria situação do Partido Socialista.

 

Em entrevista ao i, no dia em que o diário celebra o segundo aniversário, António Barreto é peremptório: “Estou convencido que o primeiro-ministro, José Sócrates, precisa de ser muito, muito severamente castigado e a melhor maneira de o castigar é através da via eleitoral. Ele necessita de ser muito severamente castigado porque ele é pessoalmente responsável pelo mau estado a que Portugal chegou, as finanças públicas e o Estado.”

E, para além do estado do país, culpa Sócrates pela degradação do Partido Socialista: “É pessoalmente responsável pelo mau estado a que chegou o próprio Partido Socialista. Comparado com o que era o PS há dez ou 15 anos, não é o mesmo partido, com capacidade de diálogo e com tranquilidade doutrinária. Este PS já não é isso. O engenheiro Sócrates é o responsável por este caminho e deve ser severamente castigado.

O sociólogo defende que a assistência externa devia ter sido pedida há dois ou três anos, frisando que tinha referido isso anteriormente, e que o Governo actual devia ser de maioria parlamentar ou de coligação.

“É muito inquietante que o Governo tenha conduzido o país em direcção ao abismo. Isso é arrepiante. Há muitos anos que se sabia os perigos que implicava o caminho que estávamos a percorrer. Muitas pessoas alertaram as autoridades, mas os responsáveis foram absolutamente cegos e surdos.

E considera que, apesar de não ter sido um Presidente da República actuante, que Cavaco Silva alertou para a situação. “Não foi actuante, mas alertou. E também dentro da política houve alertas e estou a pensar em Manuela Ferreira Leite. E outras pessoas que já estiveram na política, como Silva Lopes ou Medina Carreira.”

Sobre Passos Coelho, ou outros líderes da oposição, prefere não falar. Mas, para António Barreto, o futuro do país não pode ficar nas mãos de José Sócrates: “Não me quero referir muito explicitamente a todos esses políticos - um por um -, não acho que contribua para resolver os problemas, mas num só caso estou convencido que o primeiro-ministro, José Sócrates, não está à altura, não é capaz de contribuir para as soluções futuras.”

E também não comenta para já o pacote de medidas negociado com a troika formada pelo Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco central Europeu: “Só os génios ou os atrevidos é que têm, ao fim de 12 horas, uma opinião sobre este acordo, que é muito complexo [a entrevista realizou-se no dia 4, dia em que foram conhecidas as medidas]. Eu dou as boas-vindas ao acordo de assistência externa. É um acordo que, ao contrário da tradição dos acordos com o FMI, está muito mais atento às questões sociais e à possibilidade de crescimento económico.”

fonte:http://www.publico.pt/

publicado por adm às 19:14

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