Eleições Legislativas 2011

Abril 30 2011

Politólogos defendem que programa do PS serve só para vincar clivagens com PSD porque não há margem de manobra.

Enquanto no Ministério das Finanças a ‘troika' ultima o pacote de resgate financeiro, nos corredores da política nacional não há tempo a perder e jogam-se cartadas eleitorais em vésperas de eleições legislativas. A apresentação antecipada do programa do PS, na quarta-feira, é, na opinião de politólogos, exemplo disso. Sócrates avançou com as grandes linhas de orientação antes de fechado o pacote de austeridade para vincar a ideologia do PS como partido "do centro-esquerda democrático e moderno" e libertar o documento das medidas mais pesadas e liberais que venham a ser impostas. Daí que nem tenha feito reflectir no documento uma boa fatia das medidas que constavam do chumbado PEC IV.

Quando o pacote de resgate for conhecido - e o programa eleitoral do PS tiver que ser adaptado, caso Sócrates vença as eleições - o líder do PS usará um argumento de peso: as medidas de austeridade foram impostas pelo FMI e quem abriu caminho à ajuda externa foi a oposição ao criar a crise política com o chumbo do quarto PEC. Sócrates já começou, aliás, a preparar terreno para esta argumentação e ainda ontem, aos microfones da TSF, dizia que "ainda vamos ter saudades do PEC" IV.

O politólogo António Costa Pinto espelha bem aquela que foi a estratégia do PS ao antecipar o programa: "Estes documentos têm a função de emitir grandes referências em relação a quem vai proteger quem. O programa do PS é suficientemente diluído para manter referências de governação socialista, esperando que a oposição apresente programas mais liberais para depois os denunciar. É este o jogo".

fonte:http://economico.sapo.pt/

publicado por adm às 23:30
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Abril 30 2011

Depois de ter caído “na armadilha” de uma crise política com epicentro no gabinete de José Sócrates, o PSD aparece “na defensiva” e enredado numa “flutuação programática” que “dá força à campanha” socialista, conclui José Pacheco Pereira. Em entrevista à Antena 1, o político social-democrata, agora arredado das listas do partido, reafirma que o atual líder laranja não lhe suscita entusiasmo. Ainda assim, a sua escolha vai para Passos Coelho.

Na leitura de Pacheco Pereira, é errada a forma como o PSD de Pedro Passos Coelho está a abordar o combate eleitoral para as legislativas de 5 de junho. A “atuação” dos social-democratas, propugna o deputado cessante, deveria contrapor à “hostilidade do engenheiro Sócrates, uma “atitude construtiva, programática, pessoal, de alternativa”: “E esta flutuação programática, este para trás, para a frente e para o meio e cair nas armadilhas do engenheiro Sócrates, estar na defensiva, porque neste momento está na defensiva, tira essa força e dá força à campanha do engenheiro Sócrates. Mas é a força do mal”.

Numa avaliação crítica do desempenho do sucessor de Manuela Ferreira Leite, José Pacheco Pereira considera que os social-democratas deveriam ter evitado desencadear um “processo eleitoral nesta altura”. “Eu acho que José Sócrates desejou eleições e criou uma provocação para ter eleições. E desejou eleições por algo que nunca dirá e por isso atua com dolo. Percebeu que tinha de pedir ajuda externa, que não podia continuar a ser frito em lume brando. Ele tem sensibilidade eleitoral, de facto é um grande politiqueiro, e portanto montou uma armadilha e o PSD caiu na armadilha de ter chumbado o PEC [Programa de Estabilidade e Crescimento] num contexto em que inevitavelmente se iria dar a crise e o descalabro que se deu”, reiterou Pacheco Pereira na entrevista à editora de política da Antena 1, Maria Flor Pedroso.

Alertando para a aparente falta de “entusiasmo por outrem”, entre os eleitores, o político admite, uma vez mais, que pode até “não estar muito entusiasmado” com a atual liderança do PSD. Mas assevera: “Entre Sócrates e Passos Coelho, eu escolho Passos Coelho, que fique bem claro”. 

“Há muita má-fé na vida política. Mais vale, nalguns casos, dizer com clareza, porque, como o sistema político-partidário é muito feito de mecanismos de má-fé, mais vale dizê-lo com clareza. Mas eu não tenho dúvida nenhuma do que Sócrates e o PS fizeram ao país. Eu acho que este homem é perigoso, que este homem estava a conduzir o país para uma crise muito considerável, mesmo antes da crise internacional”, frisou.

Já sobre o secretário-geral do partido, Pacheco Pereira resume: “Eu não voto em Miguel Relvas, eu voto no PSD”.

“Um bloqueamento mútuo”
Recuando ao momento da rejeição do PEC IV, José Pacheco Pereira insistiu na tese de que Pedro Passos Coelho “tinha a obrigação de ponderar muito seriamente a abertura de uma crise política naquela altura”. Isto porque dispõe de “muitas das informações que tem Sócrates”. O “problema”, ilustrou, “não é apenas do PEC, já vem de antes, colocar-se face às iniciativas governamentais na necessidade de as aprovar pontualmente”.

“Manuela Ferreira Leite tinha proposto uma forma diferente de atuar que era: em tudo o que é documento fundamental, o PSD abstém-se. E esta, para mim, tinha sido a estratégia. Passos Coelho começou a fazer afirmações muito radicais, eu não faço istoeu não aumento impostos, e depois tinha muita dificuldade em recuar e é evidente que isto, para um líder político, é muito desgastante e, em primeiro lugar, no seu próprio partido. Portanto, Passos Coelho diminuiu a sua própria margem de manobra”, sustentou.

Pacheco Pereira vê igualmente erros de estratégia no processo de elaboração do programa social-democrata, argumentando que a abertura a propostas de “setores económicos” e “tecnocráticos” acabou por gerar “um bloqueamento mútuo”.

“Andou a fazer um namoro para os setores económicos, tecnocráticos, e teve aí algum sucesso. E pediu-lhes para fazerem propostas. Eles, evidentemente, fazem propostas que, como é muito característico das propostas tecnocráticas, ou são académicas ou completamente fora do contexto político. E do outro lado tem o aparelho, que é quem lhe dá o apoio dentro do partido. E o aparelho, se há coisa que sabe, é como é que se perdem eleições. Tem uma espécie de faro e sabe perfeitamente que, se aparecer a defender a liberalização dos despedimentos, arrisca-se a perder votos. Portanto, estas duas coisa bloqueiam-se e todo este processo do programa tem sido um bloqueamento mútuo”, avaliou Pacheco Pereira.

“Os outros, ingenuamente, avançam com as propostas, convencidos de que estão a exercer o seu papel, e depois aquilo tem muitos grupos, é uma multiplicidade de grupos em que cada um quer mostrar serviço e depois, a seguir, tem que se dizer não às propostas”, rematou.

“Não há milagre” em junho

Também a escolha de Fernando Nobre como o nome com a chancela do PSD para a Presidência da Assembleia da República merece a reprovação de Pacheco Pereira. Se permanecesse na bancada social-democrata, assegurou, jamais votaria no ex-candidato a Belém: “Não, porque eu não mudo o meu ponto de vista sobre Fernando Nobre das eleições presidenciais para as eleições legislativas”.

A campanha presidencial de Nobre foi, segundo Pacheco Pereira, “negativa sobre todos os aspetos”. Em primeiro lugar, “porque não disse nada”. “Estar a repetir a palavra cidadania não significa nada, depois porque trazia aquele elemento anti-partidos, que é antidemocrático, e depois um discurso caótico e que ganhou votos por uma conjuntura que não se repete”, prosseguiu, acrescentando que, na sua opinião, “muito dificilmente” os deputados social-democratas elegerão Nobre para o cargo de presidente do Parlamento “no voto secreto”.

Quanto à negociação do pacote de resgate financeiro com a missão do Fundo Monetário Internacional, da Comissão Europeia e do Banco Central Europeu, Pacheco Pereira defende que o acordo de ajuda externa deve ser assinado “por todos aqueles que aceitam” esse “princípio”. E até o penhor dos parceiros sociais “é vantajoso”.

Já o Presidente da República “tem que encontrar um mecanismo de caução”. “Eu não tenho dúvida nenhuma de que ele dará um mecanismo de caução, não precisa formalmente de assinar. Pelo contrário, os partidos políticos, esses, têm que ter um ato formal de apoio, porque se continua este ambiente de conflitualidade nós vamos continuar a ter o mesmo drama, o mesmo psicodrama de todas as vezes que houver legislação. E a uma dada altura estes homens que nos estão a dar o dinheiro cortam-nos, ou começam a atrasar o pagamento”, advertiu.

Até porque que as próximas eleições não vão produzir um “milagre”: “Infelizmente, a Nossa Senhora de Fátima já apareceu há muitos anos. Não vai aparecer nenhuma Nossa Senhora de Fátima na Assembleia da República, nem há nenhum mágico que vá lá com uma varinha e que mude o caráter das pessoas, dos partidos, os comportamentos”.

fonte:http://tv1.rtp.pt

publicado por adm às 23:29
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Abril 30 2011

Paulo Portas assume-se como candidato a primeiro-ministro.O líder do CDS-PP quer bater-se de igual para igual com os dois maiores partidos nacionais.

Paulo Portas assume que é candidato a primeiro-ministro. O líder do CDS-PP coloca-se em pé de igualdade com José Sócrates e Passos Coelho na corrida às eleições legislativas de 5 de Junho.

Depois da não-concretização do acordo pré-eleitoral entre o CDS e o PSD e com as sondagens a apontarem para um empate técnico ente o PS e o PSD, Paulo Portas adopta uma nova estratégia. O presidente dos populares quer aproveitar a difícil situação política e económica do país e provar ao eleitorado que pode ser uma alternativa aos líderes do centro, os quais culpa pela crise nacional.

fonte:http://jpn.icicom.up.pt/

publicado por adm às 23:28

Abril 27 2011

Os partidos que concorrem às eleições legislativas de 05 de junho apresentaram orçamentos de campanha que no total ascendem a mais de 6,7 milhões de euros.

De acordo com os orçamentos disponíveis no 'site' do Tribunal Constitucional, o PS é o partido que apresenta o orçamento mais elevado, prevendo gastar 2,2 milhões de euros, valor que representa uma 'poupança' de mais de 3,3 milhões de euros em relação à campanha das legislativas de 2009.

Contando com receitas de 2,2 milhões de euros -- 2 milhões de euros provenientes da subvenção estatal e 200 mil euros de contribuição do partido -- o PS prevê gastar o mesmo montante, com a maior fatia do 'bolo' reservada para comícios e espetáculos (896 mil euros).

publicado por adm às 23:25
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Abril 27 2011

A professora universitária Helena Nazaré, ex-reitora da Universidade de Aveiro, será a mandatária nacional da candidatura do PS nas próximas eleições legislativas, disse esta quarta-feira à Lusa fonte da direcção dos socialistas. Helena Nazaré, recém-eleita presidente da Associação de Universidades Europeias, é uma das oradoras da sessão de apresentação do programa eleitoral do PS, que está a decorrer no Centro Cultural de Belém (CCB). A sessão de apresentação do programa do PS está a decorrer numa sala do CCB de dimensão insuficiente para o número de pessoas presentes, o que dificulta o trabalho dos jornalistas. Entre os membros do Governo presentes, destaque para o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, que por vontade própria não se candidata a deputado nas próximas eleições legislativas e que saiu do Secretariado Nacional do PS.

fonte:http://www.publico.pt/

publicado por adm às 23:24
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Abril 27 2011

O líder do PSD, Pedro Passos Coelho, afirmou hoje que não rejeita a hipótese de dialogar com José Sócrates, depois das eleições legislativas de 5 de Junho. Questionado pelos jornalistas se estaria disponível para dialogar com José Sócrates, caso o PSD vença as eleições e Sócrates se mantenha à frente do PS, Passos Coelho respondeu que dialoga "com toda a gente".

"Tenho dialogado muito com o engenheiro Sócrates e não estou no Governo. Dialoguei tanto com o engenheiro Sócrates e com o seu Governo que isso permitiu ao PS, apesar de ter perdido a maioria absoluta, aprovar os seus orçamentos de Estado naAssembleia da República e os Programas de Estabilidade e Crescimento", lembrou o líder dos social-democratas.

Passos Coelho realçou ainda que o que tem faltado não é diálogo, mas sim poder de concretização.

"Nós precisamos de um Governo que dialogue, mas que responda pelos resultados. Quando nós queremos negociar alguma coisa e queremos acordar alguma coisa entre os partidos temos de ter confiança em que aquilo que acordamos é realizado. Ora, nós hoje temos um défice de concretização", explicou.

O líder social-democrata afirmou ainda que só irá pronunciar-se sobre o próximo Governo depois das eleições, por respeito pelo sentido de voto dos portugueses.

Passos Coelho falava durante uma visita a uma exploração agrícola na freguesia de Nariz (Aveiro) com cerca de 12 hectares de área ocupados por produção agrícola na área dos hortícolas e por cavalos “puro sangue lusitano”, veados e gado bovino.

O presidente do PSD aproveitou a oportunidade para defender que o investimento na área agrícola é "estratégico para o país, pode ser decisivo para o emprego mas também para ajudar à exportação e à criação de valor em Portugal".

"Este é o exemplo claro de uma exploração que conseguiu recuperar intervenção sobre o solo, que estava praticamente abandonado, e que consegue aliar a inovação entre a universidade e aqueles que têm a ambição de criar valor e de pôr a terra a produzir, que é muito importante para o país", sublinhou.

Antes, o presidente dos sociais-democratas visitou as instalações da Santa Casa da Misericórdia de Aveiro onde teve oportunidade de contactar com alguns utentes e ficar a conhecer os projetos da instituição, nomeadamente a construção de uma unidade de cuidados continuados e uma residência para doentes com Alzheimer.

fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/
publicado por adm às 23:22

Abril 26 2011

Informação com o número de leitor e assembleia de voto correspondente a cada cidadão nacional está já disponível para consulta. Depois dos problemas que impediram um número não determinado de pessoas de votar nas eleições Presidenciais, estão a ser anunciadas as várias formas para que os portugueses possam saber qual o seu número de eleitor e qual o seu lugar de voto. Ir à pagina de internet da Direcção-Geral da Administração Interna e colocar a data de nascimento e o cartão número de identificação civil é suficiente para ter acesso aos dados necessários para exercer o direito de voto nas próximas eleições legislativas. Além disso, estão também disponíveis as informações necessárias para que os cidadãos nacionais possam votar antecipadamente, caso não o possam fazer no dia 5 de Junho, quando os portugueses forem às urnas para decidirem a constituição do Parlamento. De acordo com um comunicado no Governo Civil de Lisboa, as mesmas informações poderão ser obtidas na Junta de Freguesia da área de residência ou através do envio de uma mensagem escrita para o 3838. As últimas eleições em Portugal foram marcadas pela polémica, com eleitores a procurarem a sua mesa de voto, depois de se aperceberem que não estavam registados naquelas em que habitualmente exerciam o seu direito. Encaminhados para as Juntas de Freguesia, onde se concentraram em algumas filas, vários portugueses terão desistido de votar, embora o número de quem optou pela abstenção devido a este problema seja desconhecido. Esta questão levou até o ministro da Administração Interna ao Parlamento.

fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/

publicado por adm às 23:39

Abril 26 2011

Cinco distritos elegem mais de metade dos deputados na Assembleia da República. As apostas dos partidos políticos estão conhecidas. O Expresso revela todos os cabeças de lista e destaca os principais rostos. É já para a semana que os partidos têm de entregar as listas definitivas de candidatos a deputados à Assembleia da República para as eleições legislativas de 5 de junho. Mas os rostos que os partidos escolheram para os 22 círculos eleitorais já são conhecidos. E permitem antever alguns duelos interessantes. À cabeça está o confronto em Lisboa, o maior círculo eleitoral, e em que competem Ferro Rodrigues, Fernando Nobre, Francisco Louçã e Jerónimo de Sousa, num elenco de luxo. José Sócrates avança por Castelo Branco e Pedro Passos Coelho também opta pelo distrito onde viveu na juventude, Vila Real. Como facilmente se percebe pelo tamanho dos círculos eleitorais, boa parte do resultado joga-se nos cinco maiores círculos, que somados perfazem 60 por cento do Parlamento: Lisboa, Porto, Braga, Setúbal e Aveiro. Das últimas eleições para esta, só houve uma mexida nos 22 círculos eleitorais: Coimbra perdeu um deputado, e Faro, em compensação, ganhou mais um parlamentar. Portalegre continua a ser o círculo distrital que elege menos deputados: apenas dois.

fonte:http://aeiou.expresso.pt/

publicado por adm às 23:37

Abril 24 2011

O PSD criticou hoje a "desculpabilização" do Governo quando as "notícias são más” para os portugueses, no dia em que o INE reviu em alta o défice de 2010 para 9,1 por cento do PIB.

 

Reagindo às declarações do secretário de Estado do Orçamento sobre os dados hoje divulgados, o líder parlamentar do PSD, Miguel Macedo, criticou, em declarações aos jornalistas a "desculpabilização do Governo quando as notícias são más".

"Esta má notícia (revisão do défice de 2010) sucede a outras más notícias que têm sido reveladas aos portugueses", disse Miguel Macedo na sede do PSD em Lisboa, sustentando que as mesmas são demonstrativas de que o Governo socialista "não teve controlo orçamental e financeiro".

Para o PSD, nas eleições legislativas de 05 de junho vai estar em jogo "o julgamento" de seis anos de governação de José Sócrates, que "levou o país à beira do bancarrota e do precipício", com o aumento da carga fiscal, do desemprego, do défice e do endividamento do Estado.

O secretário de Estado do Orçamento declarou hoje que a atualização do défice português de 2010 deve-se a uma "alteração de metodologia às contas" e assegurou que o impacto nas contas de 2011 e 2012 será praticamente nulo.

fonte:http://www.destak.pt/

publicado por adm às 13:13

Abril 23 2011

O cabeça de lista do PS por Lisboa defendeu hoje a negociação de um "acordo político que dê uma maioria forte no Parlamento", mas reconheceu que "é impossível" qualquer acordo à esquerda.

"Defendo que haja um acordo, um acordo político que dê uma maioria forte no Parlamento, esse acordo tem de ser negociado a seguir às eleições", afirmou Ferro Rodrigues, em entrevista esta noite no "Telejornal" da RTP1.

Lembrando que já em Agosto de 2009, antes das últimas eleições legislativas, defendeu que perante a crise internacional "não devia ser constituído um Governo que não tivesse maioria no Parlamento", Ferro Rodrigues sublinhou que mantém a mesma posição.

Contudo, acrescentou, ao contrário do que defendeu na altura, dizendo que se deveria tentar "um Governo à esquerda", agora isso será "completamente impossível", porque ao longo do último ano e meio os partidos de "extrema-esquerda", mais não fizeram do que "colaborar com a direita em relação à queda do Governo".

Na entrevista, o antigo secretário-geral socialista, que exerceu nos últimos cinco anos e meio o cargo de embaixador junto da OCDE, adiantou que o seu regresso à política activa acontece porque lhe foi feito um desafio ao qual "não podia dizer que não" e porque não podia ficar mais tempo em Paris "com o bichinho da política a morder sem poder intervir".

Questionado se mantém as críticas que ao longo dos últimos anos fez ao Governo liderado por José Sócrates, Ferro Rodrigues insistiu na ideia que o importante neste momento "é olhar para o futuro que aí vem" e escolher um primeiro-ministro com capacidade, provas dadas e alguma firmeza e dureza e capaz de resistir às críticas. Isto, admitiu, não quer dizer que "retire as críticas" que foi fazendo, nem que "não tenha havido algum excesso de zelo no controlo da despesa nas áreas sociais".

 

Mas, continuou, a partir de agora o importante é assegurar que os novos sacrifícios sejam "bem repartidos", ainda que o modelo social tal como existe possa sofrer "algum abanão".

Escusando-se igualmente a responder se o Governo não tem alguma quota de responsabilidades na actual situação do país, alegando que "é difícil fazer esse exercício", Ferro Rodrigues deixou críticas à ausência de uma "resposta capaz" por parte da Europa à crise da dívida soberana, que começou a atingir países como Portugal e a Grécia.

O antigo ministro alertou defendeu ainda que "o problema da dívida pública é grave, mas mais grave é a dívida privada".

Ainda relativamente às 'culpas' do Governo na actual situação do país, Ferro Rodrigues acabou por admitir que "o Governo tenha tido a sua quota de responsabilidades", mas lembrou também o papel da oposição ao longo dos últimos anos, que apresentava sempre propostas que aumentavam a despesa e diminuíam a receita.

Recusando comentar a não inclusão do ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, nas listas do PS, Ferro Rodrigues prometeu, por outro lado, não fazer qualquer "ataque pessoal" ao cabeça de lista do PSD por Lisboa, Fernando Nobre, apesar de reconhecer que "foi qualquer coisa de estranho" a sua entrada nas listas sociais-democratas.

 

Quanto à possibilidade de alguma vez voltar à liderança do PS, Ferro Rodrigues respondeu apenas: "a mesma água não corre debaixo da ponte duas vezes".

fonte:http://www.dn.pt

publicado por adm às 23:52
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