Eleições Legislativas 2011

Março 31 2011

O líder parlamentar comunista, Bernardino Soares, defendeu hoje que as eleições legislativas são uma "oportunidade para não aceitar discursos de inevitabilidades" e avisou que o PCP só está disponível para consensos visando "políticas de esquerda".

 

Bernardino Soares falava aos jornalistas no Parlamento após a comunicação ao país do Presidente da República, Cavaco Silva. 

"Consideramos que estas eleições vão ser uma oportunidade, não para aceitar discursos de inevitabilidades, que tudo tem que continuar na mesma, mas para, de uma vez por todas, rejeitar e repudiar esta política que tem conduzido o país à situação em que estamos hoje", defendeu Bernardino Soares. 

Confrontado com a necessidade de consensos alargados defendida pelo Presidente, o líder parlamentar do PCP respondeu: "Nós só estamos disponíveis para políticas de esquerda". 

"Se for um consenso para políticas de direita é apenas a repetição do consenso que tem existido ao longo destes anos, um consenso entre o PS, o PSD e o CDS-PP, que aliás, são, por exemplo, responsáveis por todos os Orçamentos aprovados nesta legislatura", acrescentou. 

A "expectativa" do PCP para as legislativas é de que das eleições possa sair "uma política que rompa caminho e que devolva aos portugueses a dignidade enquanto povo e as possibilidades de desenvolvimento enquanto país". 

"Do nosso ponto de vista [a campanha] far-se-á com grande assento nas propostas que vamos apresentar, dando relevo às propostas que fizemos ao longo destes anos e exigindo uma ruptura com a política de direita que nos tem levado ao caminho em que estamos hoje e com uma perspectiva de pior se não for invertida", afirmou. 

O Presidente da República anunciou que aceitou o pedido de demissão do primeiro-ministro, José Sócrates, e irá dissolver a Assembleia da República. 

Cavaco Silva anunciou a marcação de eleições legislativas antecipadas para 5 de Junho.

fonte:http://www.publico.pt/

publicado por adm às 23:57
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Março 31 2011

Num discurso muito duro, Cavaco Silva frisou que o Conselho de Estado, com quem esteve reunido durante três horas, votou "por unanimidade" a dissolução da Assembleia da República.

O chefe do Estado justificou a convocação das eleições antecipadas, após a demissão do primeiro-ministro, dada a "degradação da situação política nacional". Frisou que só a ida às urnas permitirá gerar condições de "governabilidade".

Neste sentido frisou aos partidos que no "momento mais crítico da vida nacional" após o 25 de Abril se exigem entendimentos alargados de governo após as legislativas. "Vivemos uma situação extremamente grave nas contas públicas, nas contas externas, no endividamento externo e no financiamento do Estado".

O Presidente da República para falar directamente para o Governo que, no dia da reunião do Conselho de Estado, tornou pública a ideia de que, estando em gestão, não tem capacidade para pedir ajuda financeira externa. O Executivo, disse Cavaco, "não está impedido de tomar as medidas necessárias para salvaguardar o interesse nacional e o financiamento do nosso País".

Cavaco pediu ainda uma "campanha sóbria", "construtiva" e "esclarecedora. "Ninguém deve prometer o que não poderá cumprir. Não é tempo de ilusões ou falsas utopias".

fonte:http://www.dn.pt/

publicado por adm às 23:55

Março 27 2011

A criação de um novo escalão de IVA para artigos de luxo é uma das hipóteses em análise pelo PSD. Economistas salientam que futuro PEC é oportunidade para corrigir medidas «pouco credíveis» já tomadas

Após quatro Planos de Estabilidade e Crescimento (PECs) no espaço de um ano, Portugal poderá ter, em breve, um novo plano de austeridade, seja por via de uma ajuda externa ou de um novo governo.

Nem as medidas apresentadas no PEC 4 - e chumbadas pela oposição esta semana - chegariam para aliviar a pressão dos mercados sobre Portugal, adiantaram economistas ao SOL. Por isso, as futuras medidas serão, certamente, mais violentas.

Novo IVA

Para já, parece inevitável uma subida de impostos. Na discussão sobre o PEC 4, no Parlamento, quarta-feira, o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, disse que a subida da carga fiscal é«incontornável».

Ao que SOL apurou, o PSD admite passar alguns produtos da taxa intermédia (13%) para a máxima (23%), e criar um novo escalão, de 25%, para produtos considerados de luxo. Como medida de compensação, o partido de Passos Coelho pode passar alguns produtos actualmente taxados a 23% para 13%.

Para o fiscalista Tiago Caiado Guerreiro, os PEC têm sido uma sucessão de medidas e políticas erradas «que só penalizam quem trabalha e quem cria riqueza», com uma estratégia assente na subida de impostos e no aumento das dívidas das empresas. Também o economista César das Neves duvida que o PEC 4 fosse suficiente para resolver o cenário de desequilíbrio das contas públicas, embora admita que só agora se começou «cortar a sério».

Os economistas lembram que, havendo novas medidas de austeridade, poderão passar pelo fim dos subsídios de férias e Natal (ou sua conversão em certificados de Tesouro, por exemplo), subida de impostos e transferência de fundos de pensões para o Estado. Porém, dizem que este é o caminho «mais fácil» que não traz credibilidade externa.

«A cada PEC apresentado, é uma fatia de credibilidade que se perde junto dos investidores», alerta Filipe Silva, gestor de activos do Banco Carregosa. Ferreira Machado, director da Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa, defende reformas estruturais, como o despedimento de funcionários públicos - mesmo que isso implique um incremento da dívida pública -, o encerramento de institutos públicos, a privatização ou fecho da RTP, ou o fim do Rendimento Social de Inserção.

Caiado Guerreiro aponta ainda o fim do desperdício de 25% a 30% nas verbas dos hospitais, e a extinção de fundações e da cultura de«cunhas e clientelismo» nas empresas públicas.

Os quatro PEC - o terceiro foi integrado no OE 2011 - representaram aquele que já foi designado o saque fiscal mais violento da história da democracia em Portugal. O esforço destinado a reduzir o défice orçamental de 7,3% para 4,6% este ano foi feito em 58% pela redução de despesa e em 42% via subida da receita fiscal. O impacto dos diversos PECs este ano variou de 1,3 mil milhões de euros do PEC 4 e 5,8 mil milhões do PEC 3.

fonte:http://sol.sapo.pt/i

publicado por adm às 22:45
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Março 27 2011

Se as eleições legislativas ocorressem hoje, o PSD seria o partido vencedor com 42,2 por cento dos votos, mais 9,4 pontos percentuais que o PS alcançaria (32,8), indica uma sondagem Intercampus para a TVI, a primeira avançada desde a demissão do Governo. Mas o partido de Passos Coelho não conseguiria uma maioria absoluta e para isso teria de se unir ao CDS-PP. Juntos chegariam aos 50,9 por cento dos sufrágios.

 

Ainda de acordo com a sondagem, o CDS surge em terceiro na preferência dos portugueses, com 8,7 por cento dos inquiridos a afirmar que escolheriam Paulo Portas para primeiro-ministro. Em quarto lugar surge o Bloco de Esquerda, com 7,9 por cento dos votos, e depois a CDU com 7,1 por cento.

Estas percentagens revelam uma subida de 0,6 pontos percentuais para o PSD, comparando com os números da última sondagem da TVI de Dezembro do ano passado, seguindo o mesmo método, onde os sociais-democratas conseguiam 41,6 por cento. O PS também registou agora uma subida, a maior desta sondagem, passando de 30,1 por cento para 32,2, ou seja, um crescimento de 2,1 pontos percentuais. Também o CDS-PP e a CDU subiram, cerca de um ponto. Apenas o Bloco de Esquerda perdeu nas intenções de votos em relação à consulta de Dezembro: passou de 10,7 por cento para 7,9 (menos 2,8 pontos).

Tal como há três meses, o PSD não conseguiria agora uma maioria absoluta. O partido precisaria de se unir ao CDS-PP para consegui-lo e formar Governo, uma hipótese que o próprio Passos Coelho já admitiu, ao falar num Governo “abrangente”.

Ainda de acordo com a sondagem Intercampus, 61 por cento dos inquiridos defendeu que o próximo Governo deve ser formado por uma coligação de partidos, contra 25,6 por cento, que o recusa. A coligação preferida é PSD/CDS-PP, com 24,2 por cento, seguindo-se a PSD-PS (22,8), a PSD-CDS-PS (17,7) e por último a PS-CDS (4,5).

A Sondagem Intercampus para a TVI foi realizada entre 24 de Março, um dia depois de o primeiro-ministro ter apresentado a sua demissão do Governo, e 26 de Março. A sondagem foi realizada entre elementos da população com mais de 18 anos, residente em Portugal continental, através de 805 entrevistas estratificadas por regiões. Para um intervalo de confiança de 95 por cento a margem de erro é de 3,45 por cento. Houve 22,9 por cento dos inquiridos a responder não sabe/não responde.

fonte:http://www.publico.pt/P

publicado por adm às 21:55

Março 26 2011

O presidente do PS/Açores, Carlos César, acusou o líder do PSD, Pedro Passos Coelho, de ser "um troca-tintas” na política portuguesa e manifestou confiança numa vitória dos socialistas nas próximas eleições legislativas.

O presidente do PS/Açores, Carlos César, acusou hoje o líder do PSD, Pedro Passos Coelho, de ser "um troca-tintas” na política portuguesa e manifestou confiança numa vitória dos socialistas nas próximas eleições legislativas.

“A verdade é que, se José Sócrates pode ser criticado por muitos por ser o autor do PEC4, o que não seria o PEC de Passos Coelho que, com poucas horas de começo de campanha eleitoral, é um troca-tintas na política portuguesa”, afirmou Carlos César, acrescentando que o líder do PSD “há 48 horas era contra o aumento dos impostos, há 24 horas é a favor e sabe-se lá o que dirá amanhã”.

Carlos César, que falava aos jornalistas na sede regional do PS/Açores, em Ponta Delgada, depois de ter exercido o seu direito de voto nas eleições internas do partido, elogiou José Sócrates, que considerou ser “um patriota”.

“Independentemente dos momentos de mais ou menor acerto na condução do país, evidenciou uma coerência reconhecida, uma coragem elevada no exercício das suas funções e, sobretudo, um grande sentido patriótico”, afirmou, salientando a “homenagem” que lhe foi prestada na quinta-feira em Bruxelas pela maioria dos líderes europeus.

Para Carlos César, os socialistas portugueses “devem depositar em José Sócrates uma confiança reforçada para ele também sentir de forma reforçada a responsabilidade de conduzir o país”.

“Se o PS ganhar as eleições, teremos um José Sócrates renovado pela confiança do partido e um governo remodelado”, frisou, desvalorizando os resultados que as sondagens atribuem ao PS nas eleições legislativas.

Nesse sentido, recordou que o estudo de opinião que recentemente atribuiu 46 por cento ao PSD foi realizado pela “mesma empresa que deu 71 por cento a Cavaco Silva nas últimas presidenciais”.

Carlos César manifestou ainda a esperança de que o Presidente da República não marque as eleições para 29 de Maio, por ser o dia em que se realizam as Festas do Senhor Santo Cristo dos Milagres, as maiores festas religiosas dos Açores, salientando que recordará esse dado a Cavaco Silva na reunião do Conselho de Estado que deve realizar-se na próxima semana.

fonte:http://www.publico.pt/P

publicado por adm às 17:24

Março 25 2011

As primeiras sondagens das eleições legislativas 2011 já começaram a ser divulgadas e dão vitória ao PSD com 46,7% dos votos. O Presidente da República anunciará em breve as datas das eleições, que deverá decorrer no mês de Junho de 2011, e os candidatos de cada partido apresentarem as suas listas. As eleições legislativas vão ser antecipadas após o pedido de demissão do Governo de José Sócrates, atual Primeiro Ministro, que assumiu a sua recandidatura nas eleições legislativas 2011.

Sondagens das Eleições Legislativas 2011

 

  • PS (José Sócrates) - 24,5%;
  • PSD (Pedro Passos Coelho) - 46,7%;
  • BE (Francisco Louça) - 8,9%;
  • CDS/PP (Paulo Portas) - 6,3%;
  • CDU (Jerónimo de Sousa) - 6,7%.

Popularidade dos líderes partidários

  • José Sócrates - 71,7% dos portugueses tem uma imagem negativa do José Sócrates e 17,6% tem uma imagem positiva;
  • Pedro Passos Coelho - 38,5% dos portugueses tem uma imagem negativa de Passos Coelho e 33,1% tem uma imagem positiva;
  • Paulo Portas - 41,1% dos portugueses tem uma imagem negativa de Paulo Portas e 40,2% tem uma imagem positiva;
  • Francisco Louçã - 50,8% dos portugueses tem uma imagem negativa de Francisco Louçã e 27,1% tem uma imagem positiva;
  • Jerónimo de Sousa - 42,3% dos portugueses tem uma imagem negativa de Jerónimo de Sousa e 31,5% tem uma imagem positiva.

Este estudo, sondagem da Marktest, foi feito para o Diário Económico e para a TSF.

Os líderes de cada partido vão reunir-se para definir a lista dos candidatos que vão concorrer e as propostas a serem apresentados aos portugueses nas próximas eleições legislativas.

O Governo português caiu por pedido de demissão de José Sócrates, no dia 23 de Março de 2011, após a oposição ter chumbado na Assembleia da República as medidas de austeridade apresentadas para 2012 e 2013.

fonte:http://www.online24.pt/

publicado por adm às 23:25
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Março 25 2011

O partido ecologista "Os Verdes" defende a realização de eleições legislativas antecipadas e propôs as datas de 5 ou 19 de Junho, depois da audiência com o Presidente da República, Cavaco Silva.

No final do encontro, o deputado José Luís Ferreira afirmou que Cavaco Silva deverá aceitar a demissão de José Sócrates, e depois de se reunir com o Conselho de Estado, deverá dissolver a Assembleia da República e convocar eleições antecipadas.

Sobre a situação do país, o deputado salienta ainda que Cavaco Silva está "preocupado com os compromissos internacionais" de Portugal, noticia o Público.

publicado por adm às 23:22
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Março 25 2011

Francisco Louçã considera que a data de 5 de Junho próximo é a mais indicada para a realização de eleições legislativas antecipadas.

 

O líder do Bloco de Esquerda (BE) foi hoje ouvido pelo Presidente da República, no Palácio de Belém, e reiterou a Cavaco Silva a necessidade de “consultar o povo” perante a crise política a que assistimos. “Perante as maiores dificuldades devemos recorrer à consulta dos portugueses”, convocando eleições e apostando num “debate político sólido, sério e rápido”, disse Louçã.

Francisco Louçã reiterou ainda que o BE sempre se opôs a um pedido de resgate e que aposta numa “economia que recupere e não que se afunde” num “estrangulamento externo”.

Em representação do Bloco estiveram, para além de Francisco Louçã, os deputados Luís Fazenda e José Manuel Pureza, numa audiência que durou cerca de quarenta e cinco minutos.

fonte:http://www.publico.pt/P

publicado por adm às 23:21

Março 25 2011

Jerónimo de Sousa, secretário-geral do PCP, defendeu esta sexta-feira o dia 5 de Junho como "data possível" para as eleições legislativas entacipadas, referindo que "a melhor saída”"para o país é "dar a palavra ao povo", noticia a Lusa.

 

"Tendo em conta que o Governo se demitiu e conduziu a esta situação pantanosa, o melhor instrumento e a melhor saída é consultar os portugueses, dar a palavra ao povo através do recurso a eleições", disse Jerónimo de Sousa, indicando o dia 5 de Junho como uma "data possível".

fonte:http://noticias.portugalmail.pt/

publicado por adm às 23:21
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Março 25 2011
O líder do CDS pediu a Cavaco Silva que apele aos partidos para que a campanha eleitoral seja feita pela positiva.
Paulo Portas, líder do CDS/PP, pediu hoje ao Presidente da República que convoque eleições legislativas, desejando que estas ocorram “tão cedo quanto possível”.

No final da audiência com Cavaco Silva, Portas afirmou que “é através de eleições que democraticamente o problema se resolve”.

Recusou avançar com uma data, sendo que os partidos já ouvidos por Cavaco proposto 5 de Junho como a data mais provável.

Dado que o país está numa “situação difícil” e é preciso “respeitar sacrifícios os portugueses”, é desejável que as eleições aconteçam “tão cedo quanto possível”, disse Portas.

Numa curta declaração, Portas revelou ainda que apelou ao Presidente da República que “no âmbito da sua magistratura activa, faça um apelo” aos partidos para que estes “consigam dar o exemplo” e praticar uma “campanha positiva”, “realista” e “focada nas soluções” para o país.

Isto porque é necessário “restaurar a esperança” para o futuro de Portugal, disse Portas, assegurando que a “preocupação essencial do CDS é construir um programa de governo que responda a estas questões”.

Concluiu afirmando que “Portugal precisa de pagar o que deve, sanear as suas finanças, relançar o crescimento” da economia e “evitar até ao limite a exclusão social”.
fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/
publicado por adm às 23:20

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