Eleições Legislativas 2011

Abril 23 2011

O líder do BE, Francisco Louçã, defendeu, esta quinta-feira, um "Governo de esquerda que junte todos aqueles que querem salvar a economia" e acusou o primeiro-ministro, José Sócrates, de querer governar em coligação com PSD e, porventura, com o CDS-PP.

Numa entrevista na TVI, conduzida por Judite de Sousa, o líder bloquista foi questionado sobre um eventual maior aproximação com o PCP, já que ambos os partidos recusaram comparecer às reuniões com a FMI, BCE e Comissão Europeia.

Louçã afirmou que isso "significa que há hoje várias forças diferentes e não só esses dois partidos, que defendem o serviço nacional de saúde, um sistema fiscal justo ou quer acabar com os off-shores ou quer que o património pague imposto".

"Significa uma luta por um Governo de esquerda", afirmou.

Interrogado sobre se estava a referir-se a um Governo que junte BE e PCP, Francisco Louçã respondeu: "Um Governo de esquerda que junte todos aqueles que querem salvar a economia do país".

O coordenador nacional do Bloco defendeu que "o Partido Socialista está hoje obcecado em continuar uma politica que conduziu a uma mentira social e a uma mentira política". "O engenheiro Sócrates quer governar este país durante 10 anos, só que a partir de dia 5 de Junho quer fazê-lo em coligação com o PSD e, porventura, em coligação com o CDS", acusou.

Francisco Louçã disse que a decisão de o BE não comparecer nas reuniões com as instituições internacionais foi discutida entre a direcção bloquista e foi unânime, argumentando que "é o Estado e mais ninguém que trata das negociações".

"Isto não é o faroeste", afirmou, acusando os "dirigentes da direita" de "truque eleitoral" ao dizerem que estavam "a negociar em nome do país".

Para Louçã, "não há ajuda nenhuma, não há negociação nenhuma, o FMI impõe essas condições e a comissão europeia acompanha".

"Se o empréstimo for a cinco por cento, com condições para apoiar os credores mas não para salvar a economia, é evidente e os portugueses sabem todos, que uma economia que está em recessão este ano e estará em recessão no próximo ano, não pode pagar", afirmou.

fonte:http://www.jn.pt/

publicado por adm às 00:44

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