Eleições Legislativas 2011

Abril 12 2011

Os convites a Menezes e a Capucho, rejeitados pelos próprios, contrariam uma das regras assumidas pela direcção do PSD para estas eleições legislativas: a não inclusão de presidentes de câmara nas listas. Marques Mendes também recusou convite.

 

Luís Filipe Menezes, António Capucho e Marques Mendes recusaram integrar as listas do PSD às legislativas de 5 de Junho. Juntam-se assim a Manuela Ferreira Leite, que, na semana passada, também rejeitou o convite para ser candidata a deputada. 
 
Marques Mendes, que chegou a ser dado como um possível candidato do PSD a presidente do Parlamento, acabou por não ser convidado para o cargo que o partido pretende agora entregar a Fernando Nobre. Ontem à noite, em Almada, Mendes assumiu que tinha recusado o convite para ser candidato. "Fui convidado, mas não vou ser deputado”, disse Mendes, acrescentando: “Como tenho dito há muito tempo a esta parte, estou fora da vida política activa e assim desejo continuar".
 
O convite a Mendes, que foi líder do partido entre 2005 e 2007, seria para ser cabeça de lista por Aveiro, distrito por onde concorreu em 2005 e por onde Paulo Portas, líder do CDS, é tradicionalmente candidato.
 
Capucho pediu exclusão
Já hoje, António Capucho, conselheiro de Estado e presidente da Câmara de Cascais com mandato suspenso, também assumiu a recusa, justificando-a com “razões íntimas”. "Confirmo que fui convidado, mas pedi exclusão. Serei apenas presidente da Câmara de Cascais com mandato suspenso e membro do Conselho de Estado. Não serei candidato à Assembleia da República", afirmou à Lusa este social-democrata, que já foi líder parlamentar e ministro dos Assuntos Parlamentares.
 
O convite feito a Capucho era para ser cabeça de lista do PSD por Lisboa e presidente da Assembleia da República. Seria também uma forma de garantir ao líder da distrital de Lisboa do PSD, Carlos Carreiras, que não teria de deixar a presidência da Câmara de Cascais. 
 
Carreiras assumiu a presidência daquela câmara devido à suspensão de mandato de António Capucho, por razões de saúde. Mas essa suspensão, que teve início em Janeiro, será apenas por um ano. As próximas autárquicas são em 2013. 
 
Além de recusar a candidatura a deputado, Capucho afirma mesmo que só permanecerá no Conselho de Estado até às eleições, já que é conselheiro eleito pelo Parlamento e haverá lugar a nova votação depois da posse da nova Assembleia da República eleita a 5 de Junho.
 
O lugar de cabeça de lista por Lisboa e de candidato a presidente da Assembleia da República acabou por ser entregue a Fernando Nobre, o candidato independente à Presidência da República, o que tem motivado várias críticas, incluindo do social-democrata Morais Sarmento. O presidente da Assembleia da República tem lugar por inerência no Conselho de Estado.
 
Menezes "em Gaia até ao fim"
Já depois de Capucho, também Luís Filipe Menezes revelou que tinha recusado o convite para ser deputado. Menezes, que já foi líder do PSD e secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, também teria ambições à presidência do Parlamento. Mas acabaria por recusar o convite de Passos Coelho. 
 
"O doutor Pedro Passos Coelho - penso que nem sequer estou a entrar numa área que possa ser prejudicial, por ele ou por mim - suscitou a possibilidade de eu vir a desempenhar outro tipo de funções.  Mas a minha vontade, e já lha manifestei, é levar o meu mandato em Gaia até ao fim", afirmou Menezes na noite de segunda-feira, em entrevista ao Porto Canal.
 
Os convites a Menezes e a Capucho contrariam uma das regras assumidas pela direcção do PSD para estas eleições legislativas: a não inclusão de presidentes de câmara nas listas. Uma decisão que também não está a ser pacífica entre os autarcas do partido. O PSD deve aprovar as listas de candidatos a deputado na reunião do seu conselho nacional marcada para domingo.
fonte:http://www.rr.pt/
 

 

publicado por adm às 23:23

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